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A partir de Janeiro próximo, a emblemática Chrysler Grand Voyager entra numa nova geração, que procura, mais uma vez, transformar-se numa referência para quem tudo quer fazer pelo bem-estar da sua família. Dos cerca de 30 melhoramentos ou novidades introduzidas no modelo, a alteração mais óbvia e evidente passa pela nova abordagem estética – mas é no interior que se torna mais notória a evolução desta espécie. Mantendo a configuração de sete lugares (2+2+3), esta nova geração oferece um leque ainda mais alargado de funções e comodidades, especialmente para os passageiros dos bancos traseiros.
Além disso, a nova Grand Voyager conta com uma evolução mais potente do turbodiesel 2.8 CRD, que passa a oferecer 163 cv, surgindo ainda, em Portugal, na sua expressão máxima de equipamento, a qual não poupa “mimos” aos passageiros.
Traço funcional
O primeiro contacto visual com a nova Grand Voyager não nos deixou muito impressionados. Os designers da marca norte-americana reclamam que se inspiraram nas formas da berlina 300C para projectar um monovolume com uma aparência mais imponente e sofisticada. Mas o certo é que esta nova roupagem, na nossa opinião, peca por ser demasiado “quadrada”, contrastando com as linhas mais curvilíneas e expressivas da anterior geração.
O mesmo não acontece quando acedemos ao habitáculo, que é muito mais acolhedor e agradável à vista. Sem entrar em grandes excessos decorativos, mantendo a tónica na funcionalidade, o interior da Grand Voyager apresenta-se com um look limpo e sóbrio, pontuado por algumas aplicações cromadas ou revestimentos a imitar madeira.
Esta impressão positiva do habitáculo vai-se desvanecendo à medida que observamos mais de perto estes revestimentos, cuja qualidade deixa algo a desejar. Além disso, todos os plásticos, mesmo os aplicados na parte superior do tablier, são pouco convincentes e a presença de folgas na ligação dos painéis deixam esta Grand Voyager algo desfasada dos padrões de qualidade a que os clientes europeus estão habituados.
Mas o ponto forte desta proposta familiar é mesmo o excelente aproveitamento do espaço, estando presentes inúmeros e práticos compartimentos de arrumação, destacando-se a nova caixa deslizante entre os bancos dianteiros, que também pode ser utilizada pelos passageiros da segunda fila. O sistema Stow’n Go, que permite ocultar todos os bancos traseiros sob o piso, está agora mais prático de utilizar, pois dispõe de um comando eléctrico para o rebatimento da terceira fila.
Novidade absoluta é o sistema Swivel’n Go, o qual permite rodar os dois bancos centrais em 180º graus. Com estes dois assentos orientados para trás e a instalação de uma mesa amovível no centro, que também está guardada sob o piso do veículo, torna-se possível recriar dentro da Grand Voyager o ambiente de uma sala de estar.
Contudo, as opções de entretenimento familiar não se esgotam aqui, sendo ainda proposto, em opção, um sistema multimédia com dois ecrãs traseiros com projecção independente. Esta função permite, por exemplo, aos dois passageiros da fila central visionar um DVD, enquanto os da terceira fila se podem entreter a jogar jogos de consola.
Embalagem familiar
A nova Grand Voyager mantém em funções o bloco turbodiesel 2.8 CRD, o qual, no entanto, foi alvo de algumas melhorias face à versão anterior, que resultaram num incremento de 13 cv, passando a debitar 163 cv. Este propulsor tem a companhia exclusiva de uma caixa automática de seis relações, cujo selector está instalado no tablier, logo ao lado do volante.
Este conjunto está bem orientado para um ritmo de condução ponderado, agradando pela resposta progressiva e pela suavidade da transmissão automática, cujas passagens de relação são bastante discretas. No entanto, em situações de maior esforço, este turbodiesel podia ser um pouco mais “despachado”, deixando a sensação de não ter fôlego suficiente para suportar o peso deste monovolume.
A afinação da suspensão está orientada para o conforto, proporcionando um rolamento muito suave em auto--estrada. Já em estradas secundárias, com pisos degradados, a torna-se visível um comportamento mais saltitante e incómodo para os passageiros. O desempenho em curva é mais eficaz, graças a uma rigidez estrutural acrescida, mas a direcção continua a ser pouco comunicativa.
No essencial, a nova Grand Voyager revela a sua melhor faceta em passeios familiares, onde se pode desfrutar de todas as funcionalidades e comodidades oferecidas a bordo. Tendo em conta que em Portugal só estará disponível a versão Limited, a mais exclusiva, as mordomias oferecidas são extensas, incluindo ar condicionado automático tri-zona; bancos em pele eléctricos e aquecidos; cruise-control; retrovisores eléctricos e aquecidos; sistema de comunicação mãos-livres; sensores de estacionamento; câmara de estacionamento traseira; portas laterais e da bagageira automáticas; jantes de 17” em liga leve; e sistema de som com leitor DVD/mp3 e disco rígido de 20 Gb.
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Jeep Cherokee Espírito aventureiro
Ao mesmo tempo que a Chrysler apresentou a Grand Voyager, a Jeep aproveitou para apresentar, nos exigentes trilhos do deserto de Marrocos, o novo Cherokee. Ainda sem data de lançamento para Portugal definida, esta nova geração conta também com uma versão melhorada do motor turbodiesel 2.8 CDR, que oferece aqui 177 cv e um binário máximo de 460 Nm às 2000 rpm.
Apesar da classificação SUV, o novo Cherokee conta ainda com mais aptidões para as incursões fora de estrada, graças à adopção, de série, do sistema de tracção permanente às quatro rodas Selec-Trac II, com modo de “redutoras”. O sistema de controlo de descidas, até agora exclusivo do Grand Cherokee, passa também a estar disponível neste modelo.
Outra novidade é o tecto de abrir em lona, proposto em opção, o qual, através de um só toque num botão, dá a sensação de se conduzir a céu aberto.
No habitáculo, deparamos ainda com uma nova consola central e com um novo painel de instrumentos, que conferem um ambiente mais sofisticado a este “SUV”. |
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