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Se é daquelas pessoas que têm um fetiche por Volvo, então certamente parou nesta páginas para apreciar o XC60, o novo SUV compacto do construtor sueco, que, por sinal, até é dos maiores do seu segmento, com 4,62 metros de comprimento. A plataforma é a mesma da carrinha XC70, modelo este que é consideravelmente mais dispendioso do que o novo XC60.
Esta é uma classe de veículos em franca expansão e a Volvo não podia ficar fora de um universo onde a BMW já está há algum tempo com o X3, e a Mercedes e a Audi acabam de chegar com GLK e Q5, respectivamente.
As linhas estão dentro da filosofia dos últimos lançamentos da marca e as semelhanças com o seu irmão mais velho (XC90) são por demais evidentes, como o provam a grelha proeminente e os pára-choques volumosos com saliências. Tem a aparência que se espera de um SUV da Volvo do século XXI.
Como é hábito numa marca que soube capitalizar como ninguém a imagem da segurança, este modelo estreia o City Safety, que evita, ou minimiza, colisões até 30 km/h. Através de sensores dianteiros, este dispositivo detecta quando o acidente é iminente e aplica a força máxima de travagem, mesmo se o condutor estiver a acelerar.
Na ocasião da apresentação internacional deste modelo, em Valência, pudemos comprovar a eficácia do sistema contra almofadas insufláveis, mas neste ensaio não tivemos coragem de colocar o City Safety à prova. A experiência (leia-se medo) assim aconselha... Segundo a base de dados da Volvo, 75% dos acidentes em cidade acontecem a menos de 30 km/h e em 50% dos casos o condutor nem chega a travar. Quantos de nós já passámos por experiências destas?
O XC60 recorre a uma embraiagem Haldex
para gerir a repartição
da potência entre
os dois eixos |
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A posição de condução só merece elogios, graças à boa amplitude do ajuste da coluna de direcção. Os bancos eléctricos são de série e a consola slim é já parte da imagem de marca da Volvo
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As apelativas formas da carroçaria convencem, e estão em plena consonância com os mais recentes lançamentos da Volvo. E se o comportamento em estrada é eficaz, o XC60 D5, não sendo um puro “TT”, também não desilude no fora-de-estrada |
Quando se acede ao interior, é possível confirmar a boa qualidade de construção, pelo tipo de materiais utilizados no tablier e respectivos acabamentos, para não falar do design, que também marca pontos. A consola central slim continua a ser um dos elementos que identificam a linguagem estílistica da Volvo, a qual pode ser em madeira clara (opção), bem ao estilo nórdico, o que, na nossa opinião, resulta muito bem.
A posição de condução é muito boa, graças à grande amplitude das regulações do volante, com os ajustes eléctricos do banco a serem incluídos de série nesta versão Summum.
O espaço é bom à frente e atrás, apesar de a configuração do banco traseiro privilegiar o transporte de dois adultos, em vez de três, o que também não é um problema de maior. Se é um potencial cliente deste SUV, então também vai apreciar os 495 litros de capacidade da bagageira, a qual ainda tem um painel que se eleva para segurar melhor alguns objectos ou, pura e simplesmente, para dividir a arrumação da carga. Para pequenas arrumações, existem vários compartimentos no interior, como as bolsas nas portas, o porta-copos na consola e o espaço sob o apoio de braços dianteiro.
Condução envolvente
Quando chega a hora levar o XC60 para a estrada, ficamos imediatamente convencidos com o fulgor do motor D5, um Diesel de cinco cilindros em linha, que começou com 163 cv e já vai com 185 cv/4000 rpm. Com injecção directa common-rail e turbo de geometria variável, este bloco consegue levar o XC60 sem problemas para velocidades proibidas por lei, com as nossas medições a registarem 9,7 segundos nos 0-100 km/h. Em aceleração forte, até se nota o balanço da carroçaria, como se esta fosse surpreendida pela entrega de potência, a qual é generosa a baixo e médio regime, já que as altas rotações são sempre uma limitação num Diesel.
Na prática, o XC60 D5 tem força para dar e vender, tanto numa ultrapassagem em estrada como num percurso mais acidentado, em todo-o-terreno. Como é óbvio, este Volvo não é um puro e duro no fora-de-estrada e tem limitações, mas a sua altura ao solo e o sistema de tracção integral permanente com embraiagem Haldex permite-lhe, por exemplo, ir até à praia da Ponta Ruiva, em Sagres, mesmo até lá abaixo. Em situações normais, o sistema entrega 90% da força motriz ao eixo dianteiro, mas, quando a aderência diminui, as rodas traseiras podem receber até 65% do binário.
A caixa manual de 6 velocidades é precisa q.b. e só oferece alguma resistência em trocas rápidas numa condução empenhada. Quando tal acontece, as oscilações da carroçaria em curva são mais pronunciadas, mas nada que altere a confiança do condutor ou a segurança dos ocupantes. O XC60 consegue velocidades de passagem em curva dignas de nota, a direcção está isenta de qualquer vibração indesejada (apesar de ser pouco comunicativa) e a travagem demonstra potência e eficácia quando se pisa o pedal sem cerimónia.
Neste momento, só existem duas versões para o XC60, esta D5 e a T6 a gasolina com 285 cv, o que torna a escolha limitada. A versão ensaiada terá certamente maior protagonismo entre nós, mas não deixa de ter um preço elevado, tendo em conta que o motor é um 2,4 litros. Se não for um problema para si, então o XC60 tem argumentos de sobra para o encantar, da mesma forma que nos encantou.
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