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XL > AutoMotor > Técnica > SIMPÓSIO DE SEGURANÇA CONTINENTAL
 
 
 
A Continental realizou, em frankfurt, alemanha, um simpósio de segurança intitulado “ready to drive safety?”. a automotor foi um dos doze órgãos de comunicação social europeus que estiveram presentes. ficámos a saber tudo sobre como atingir o objectivo definido: zero acidentes

Texto Bruno Castanheira Fotografia Continental
JANEIRO 2010
 
OBJECTIVO: ZERO ACIDENTES
 
A Continental é muito mais do que um fabricante de pneus. Com um volume de vendas que ultrapassou os 24 mil milhões de euros em 2008, é dos maiores fornecedores de componentes da indústria automóvel a nível mundial. Actualmente, emprega cerca de 134 mil pessoas em quase 190 locais nos 37 países onde está presente. A divisão automóvel da empresa, responsável pelo fornecimento de sistemas de travagem, sistemas e componentes para propulsores e châssis, instrumentação, soluções de informação, electrónica, pneus e elastómeros técnicos (polímeros com propriedades elásticas que podem servir de borracha artificial), encontra-se dividida em três secções: Châssis & Segurança (5,1 mil milhões de euros; 27 mil empregados), Propulsores (4 mil milhões de euros; 25 mil empregados) e Interior (5,9 mil milhões de euros; mais de 30 mil empregados). Juntos, estes três departamentos asseguraram um volume de vendas de, aproximadamente, 15 mil milhões de euros em 2008. A divisão automóvel deste gigante alemão está representada em mais de 130 locais espalhados pelos quatro cantos do mundo. Para dar a conhecer os seus mais recentes desenvolvimentos na área que maior preocupação reúne na indústria automóvel, a Continental, através do seu departamento Châssis & Segurança, realizou em Frankfurt, Alemanha, um simpósio de segurança intitulado “Ready To Drive Safety?”. A AutoMotor foi um dos doze órgãos de comunicação social europeus presentes neste colóquio.

CONCEITO ContiGuard


   

Para além do cruise-control adaptativo (1), já estão disponíveis no mercado a detecção de um veículo no ângulo morto (2), a iluminação inteligente (3) e a assistência à manutenção na faixa (5), ao contrário do pedal de acelerador que comunica com o condutor (4)

   
Definido pela Continental como o próximo nível no que à segurança diz respeito, o conceito ContiGuard integra um vasto leque de dispositivos, funcionando através de inúmeros sensores instalados à volta do veículo que comunicam e interagem entre si. Compreende três principais áreas: sistemas avançados de assistência à condução; controlo global do châssis; protecção integrada dos passageiros. O conceito ContiGuard consiste numa filosofia de segurança baseada em mais de 100 anos de experiência. O objectivo é muito claro: prevenir acidentes e, consequentemente, salvar vidas.

Enunciemos, então, as suas fases. Em condução, fornece ao condutor várias funções de suporte, como, por exemplo, o cruise-control adaptativo ou a monitorização dos limites de velocidade. Em situações de perigo, como a proximidade para o veículo que circula à frente, a ultrapassagem do limite da faixa de rodagem ou o excesso de velocidade, são desencadeados vários dispositivos de aviso. Já na fase de detecção da eminência de um acidente, são asseguradas diversas funções protectoras, como a fixação do cinto ao corpo, preparando os ocupantes e o próprio veículo para o acidente. Quando a colisão se torna inevitável, o modo de actuação dos airbags desempenha um papel preponderante. Depois do acidente, a realização de uma chamada de emergência e a comunicação entre veículos completa a última fase deste complexo conceito. Mas a actuação independente destas funções já não constitui novidade. O grande trunfo do conceito ContiGuard consiste, precisamente, na interacção e na optimização de todas as etapas acima descritas, tendo capacidade para avaliar situações reais de trânsito e interpretar a sinalização existente, proporcionando, assim, segurança integrada para todos os intervenientes no trânsito durante todas as fases da condução. Hoje em dia são inúmeros os dispositivos disponíveis, embora alguns deles apenas se encontrem disponíveis em modelos de segmentos superiores.

FUTURO PROMISSOR
Do conceito ContiGuard fazem parte, também, todos os dispositivos de segurança passiva, desde os pré-tensores e limitadores de força dos cintos até todo o tipo de airbags. O caminho a seguir aponta para que sejam aplicados, no mesmo módulo dos airbags, inúmeros sensores responsáveis pela avaliação das situações de risco e pelo accionamento dos respectivos dispositivos de aviso ou de assistência à condução. Os sensores instalados à volta do veículo terão capacidade para detectar, à distância, a presença de peões, contribuindo, também, para reduzir o número de mortes por atropelamento.

Outra novidade, porventura mais sonante, será o pedal do acelerador com capacidade para comunicar com o condutor. Trata-se de uma solução que, caso o cruise-control adaptativo detecte a eminência de uma colisão traseira (devido à distância reduzida para o veículo que circula à frente), produz uma vibração de aviso, aplicando, de seguida, uma força ascendente no pedal, de modo a reduzir a velocidade. Esta solução revelar-se-á particularmente útil para a diminuição dos consumos e emissões, pois permitirá, através da interacção entre a gestão electrónica do motor e uma câmara de visão para a frente, alterar o comportamento do próprio pedal.

Sensível a todas as questões relacionadas com a segurança está, também, a União Europeia. Tanto assim é que, a partir de Novembro de 2011, todos os veículos novos de passageiros passarão a contar, de série, com controlo de estabilidade, prevendo-se, ainda, que, a partir de Novembro de 2014, todos os veículos, sem excepção, sejam equipados com este dispositivo. Quanto ao sistema de alerta à transposição involuntária de faixa, existe intenção para que, a partir de Novembro de 2013, todos os veículos comerciais com mais de 3500 kg passem a incorporar, de série, juntamente com a assistência nas travagens de emergência, esta função. Refira-se, a propósito, que a Continental prevê introduzir no mercado, em 2011, uma nova geração do sistema electrónico de travagem. A indústria automóvel parece caminhar, assim, a passos largos para que, um dia, a meta Continental possa ser atingida: zero acidentes. Será possível?
 
 
 
 
 

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