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Mais atraente, melhor equipado e mais espaçoso. O Jaguar XJ está melhor do que nunca. A versão 2.7D Sovereign, uma das mais apetecíveis, encanta pela imagem, conforto, performances, habitabilidade e equipamento. As viagens fazem-se, claro está, em classe executiva
Por Bruno Castanheira Fotos Miguel Ângelo Silva
FEVEREIRO 2008 |
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O mais veterano e imponente modelo da Jaguar, o XJ, foi recentemente alvo de algumas alterações, no âmbito da criação da gama deste modelo para 2008. Pouco mudou, é um facto, mas o encanto, esse, continua enorme.
Senhor de uma aparência elitista e distinta, assume-se como uma alternativa aos modelos alemães que dominam a classe. A motorização 2.7D, associada à distância entre eixos mais curta, é, porventura, a mais politicamente incorrecta das cinco que compõem a gama. Mas consiste numa das mais apetecíveis...
Preto Midnight
É uma das catorze cores exteriores disponíveis no retocado XJ. E uma das que melhor resulta. Chama-se preto “Midnight”. Embora a frente seja bem mais imponente e apelativa do que a traseira, uma vez que a secção posterior é a zona menos musculada e mais tímida, o facto é que este topo de gama impõe respeito e é sempre o centro das atenções.
As alterações introduzidas pela Jaguar trouxeram um visual mais desportivo, conseguido à custa da aplicação de novos pára-choques, grelha e entradas de ar dianteiras cromadas, “guelras” laterais, “piscas” nos retrovisores e deflector no topo da mala. Claro que as jantes “Carelia” de 19”, o design dos grupos ópticos e as inserções cromadas nos puxadores das portas e molduras dos vidros dão uma ajuda. Por fora, nada distingue esta versão Diesel das homólogas variantes a gasolina da gama, uma vez que a Jaguar optou por não colocar nenhum logótipo específico.
No habitáculo reinam, como não podia deixar de ser, o requinte e a distinção. As aplicações em pele nos bancos e painéis das portas (bege “Champagne”) e o tablier (madeira “Olmo”), são de gosto discutível. Mas de qualidade inquestionável.
O posto de condução muito bom, o equipamento de série extenso, a ampla habitabilidade e a mala volumosa tornam deveras agradável a estadia a bordo. Talvez se note, de facto, traços de um certo conservadorismo na elaboração do interior, mas perfeitamente compreensível atendendo ao património genético e à tradição de uma das mais reputadas marcas de automóveis do planeta. As recentes alterações introduzidas trouxeram, também, novos bancos e mais equipamento.
Poder do alumínio
Equipado com o motor 2.7 V6 de 207 cv e 435 Nm, que tem acoplada uma caixa automática de seis velocidades, o XJ Diesel proporciona uma condução rápida, confortável e eficaz. A estrutura integralmente em alumínio ajuda a manter o peso nos 1659 kg.
A suspensão pneumática, que adapta, automaticamente, as suas leis de amortecimento ao estilo de condução, oferece um elevado nível de conforto. Os pneus Pirelli PZero (de medida 255/40ZR19 à frente e atrás), asseguram um contacto com o solo que permite alguns deslizes, excepção feita quando se conduz à chuva, altura em que o ritmo deve ser moderado. E o que dizer do controlo de estabilidade (desligável), que repõe a posição natural do veículo à mínima desconfiança de sobreviragem?
Quanto aos travões, agradam pela eficácia e sensibilidade. O mesmo não sucede com a direcção, que merecia uma assistência menos leve a alta velocidade.
Dotado de uma excelente insonorização, o XJ 2.7D conjuga boas performances com consumos comedidos. Os 230 km/h no velocímetro atingem-se num ápice. As acelerações são muito boas para um veículo com mais de cinco metros de comprimento e que pesa mais de uma tonelada e meia.
E sabe o que é mais surpreendente? A grande suavidade e facilidade com que tudo se processa. Ao volante desta limousine, a sensação de segurança é talque nada parece afectar a integridade física. Existem poucos veículos assim...
Como é da praxe, terminamos com o principal defeito deste luxuoso modelo: o preço. Embora alinhado com os rivais alemães, 98 819 euros não são propriamente convidativos. Quem dispensar o extenso nível de equipamento Sovereign, pode optar pela mais acessível versão Executive. Se o fizer, poupará exactamente três mil euros... |
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