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XL > AutoMotor > Contacto > Twingo Renault Sport Chassis Cup
 
 
 
Depois de Clio e Mégane, eis o Twingo Renault Sport. Equipado com suspensão firme, travões potentes e motor 1.6 16v de 133 cv, propõe, com Pack Cup, jantes antracite de 17” e châssis melhorado. Os dias passados ao volante foram dias de raiva. E não será difícil perceber porquê...

Por Bruno Castanheira Fotos Miguel Ângelo Silva
FEVEREIRO 2009
 
Dias de raiva
Ficha Técnica
 

É o terceiro e mais acessível produto desenvolvido pela Renault Sport Technologies. Chama-se, claro está, Twingo Renault Sport. Segue-se a Clio e Mégane. Mas chamemos-lhe apenas Twingo RS. É um dos mais endiabrados e eficazes pequenos desportivos do mercado. Sobretudo quando equipado com o pack Cup, que acrescenta jantes de 17” e um châssis melhorado.

Segundo a marca francesa, este pequeno bólide forma, juntamente com o condutor, um só corpo. Condutor e Twingo RS anunciam ser, por isso, unha e carne. Um só. Depois de termos conduzido este jovem rebelde, não temos dúvidas de que assim é...

Visual de corrida
É o primeiro trunfo do Twingo RS: o visual de corrida. O seu temperamento quente é, por isso, demasiado evidente. Às cavas das rodas alargadas juntam-se minisaias laterais; jantes antracite de 17” com cinco raios duplos; vidros escurecidos; pilares B escuros; deflector cinzento titânio no topo do óculo posterior; pára-choques dinâmicos; e frisos laterais na cor da carroçaria. A saída de escape oval do lado do condutor e o lettering Renault Sport na traseira, completam a embalagem agressiva deste “super-Twingo”. Para nós é azul, mas a Renault afirma que a cor desta unidade é cinzento “Altica”.

No habitáculo, as alterações foram efectuadas em menor número face a um Twingo “normal”: pedais em alumínio; volante desportivo, de três braços, revestido a pele perfurada; bancos desportivos, em tecido, com costuras alaranjadas; cintos de segurança de cor mais vermelha do que laranja; embaladeiras com a inscrição Renault Sport; conta-rotações com fundo branco e grafismo cinzento. O velocímetro digital surge no topo da consola central.

O posto de condução é convincente, mais pelo bom suporte do banco e pela pega correcta do volante do que, propriamente, pela colocação dos pedais e pela regulação em altura da colu­na de direcção. Espaços para colocar alguns CDs, uma carteira ou um tele­móvel não faltam. Cinzeiro amovível para os fumadores também não.

O espaço disponível para quatro ocupantes (condutor incluído) é bastante razoável, sendo até melhor a este nível do que, imagine-se, alguns modelos do segmento acima. A mala oferece, como não podia deixar de ser, um volume muito reduzido, podendo, no entanto, ser ampliado com o rebatimento simétrico dos dois bancos traseiros.

Ao volante do Twingo RS, a vontade de desafiar
os limites (não os da física, mas os do condutor)
é sempre uma constante
 
 
 
   

Diversão constante
Mais importante do que a estética, é a diversão constante que este super-Twingo oferece. Afinal de contas, o principal motivo que presidiu à sua concepção. Sem exibir um desempenho demasiado envolvente, o Twingo RS agrada, sobretudo, pela eficácia de todas as reacções e pela facilidade com que se conduz.

Como sempre, existem explicações para tal: suspensão firme (a barra estabilizadora traseira aumentou de diâmetro face à do Twingo GT); pneus Continental ContiSportContact 3, de medida 195/40R17; direcção, de assistência eléctrica, mais precisa; vias alargadas 60 mm na frente e 59 mm na traseira comparativamente ao Twingo GT; sistema de travagem herdado do Mégane II (discos nas quatro rodas, sendo os dianteiros ventilados); châssis Cup (o centro de gravidade é 4 mm mais baixo face ao do châssis Sport disponível de série, que já de si é 10 mm mais baixo face ao do Twingo GT; as afinações dos amortecedores e o reforço da rigidez das ­molas aumentaram 10% à frente e atrás face às do châssis Sport, atingindo, face ao Twingo GT, mais de 30% de diferença).

Equipado com um motor 1.6 16v atmosférico de 133 cv e 160 Nm (com admissão variável) e uma caixa manual de cinco velocidades (cujo comando é, contudo, ruidoso e pouco preciso), o Twingo RS propõe performances de bom nível, ainda para mais porque o seu peso (em vazio) situa-se nos 1049 kg. Ao som de funcionamento possante do motor junta-se a boa estabilidade, a tracção eficaz na maioria das situações e, sobretudo, uma enorme vontade de desafiar os limites. Não os da física, mas os do condutor.

As relações de caixa curtas (a falta de uma sexta relação é, aliás, evidente quando se atinge a velocidade máxima anunciada) permitem extrair o melhor rendimento do motor. Quem se ressente, como sempre, são os consumos. Ainda para mais porque o depósito oferece apenas 40 litros de capacidade. O conta-rotações dispõe, ainda, de um avisador que alerta para a aproximação ao regime máximo.

19 450 euros é quanto custa o Twingo Renault Sport equipado com o pack Cup. Uma delícia para quem gosta de conduzir depressa e bem...

 
 
 
 
 

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