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XL > AutoMotor > Trânsito > Imobilizador de veículos
 
 
 
 
E se um dia o seu automóvel se recusasse a ligar o motor sem que, antes, provasse num pequeno balão portátil que não apresenta uma taxa de alcoolemia proibida? Em Portugal, os imobilizadores de veículos por detecção de álcool ainda não são obrigatórios por lei, mas já estão disponíveis no mercado. Um teste individual que lhe poderá poupar muitos dissabores

Por Jorge Flores Fotos Pedro Sampayo Ribeiro
MARÇO 2007
 
Sopre você mesmo
 
Imagine que o seu filho quer sair à noite e levar o seu automóvel, mas que, pai "galinha" como é, teme que o regresso da pândega seja feito com uns copos a mais. Pois bem, a lei ainda não o prevê, mas, no nosso país, já existe tecnologia competente para impedir que um condutor accione o motor do veículo sem antes soprar no balão e provar que não apresenta no sangue uma taxa proibitiva.

O aparelho (Lion 500, da Auto Watch), importado directamente da Suécia - país que se prepara para democratizá-los obrigatoriamente; primeiro em todos os pesados (2010) e, dois anos depois, em todo o parque automóvel -, cabe na palma de uma mão e custa cerca de 1000 euros, já com a devida instalação no veículo.

O funcionamento, sem fios, é idêntico ao de um comum alcoolímetro, mas, uma vez efectuado o sopro, a informação é enviada através de rádio (via 433 MHZ) pelo sensor RF (710-312) instalado no sensor de alcoolemia, transmitindo os dados ao imobilizador para ligar (ou não) o motor. A particularidade do aparelho que a AutoMotor teve oportunidade de experimentar em primeira mão é que, apesar de ter um carácter meramente preventivo (não multando, portanto), como está calibrado segundo a legislação de cada país, só se o automobilista provar que apresenta uma taxa inferior a 0,50 g/l é que poderá rodar a chave de ignição com sucesso. Até este valor, o aparelho indicará sempre "Pass", mas se ostentar a palavra "Falha", o melhor será mesmo pensar em apanhar um táxi...

Testes memorizados
Além dos benefícios evidentes numa utilização privada, o Lion 500 pretende assumir um papel fulcral nas actividades das empresas de transporte. Como? Desde logo porque todos os testes realizados e que apresentem taxas acima dos 0,49 g/l ficam registados (e podem ser descarregados num PC). O aparelho tem uma capacidade de armazenamento até 3000 testes, não se poupando a detalhes como a data, a hora e a taxa de quem, naquela altura soprou no balão.

É verdade que não existem sistemas impermeáveis à falcatrua - basta pensar que pode não ser o condutor que sopra, mas sim outra pessoa que não tenha bebido -, mas também não restam dúvidas de que, para quem queira fiscalizar-se pessoalmente ou acautelar que alguém sob a sua responsabilidade não conduza nestas situações, tem aqui um instrumento muito útil.

No caso da troca de motoristas durante uma viagem (sobretudo de longo curso), quem termina o turno poderá exigir que o colega que o substituirá faça o teste antes - até porque, se o veículo for desligado, tal será obrigatório.  A própria tecnologia permite uma programação prévia, de forma a que, de três em três horas, por exemplo, o sistema reclame o teste. Uma buzina começará então a tocar e assim continuará até que a amostra seja válida. E, mal desligue o motor, este não voltará a arrancar, assegurando o sistema apenas que o bloqueio nunca aconteça, por motivos óbvios, quando em circulação.
 
 
 
 
 

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