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Em 1973, há 35 anos, o A110 garantiu a primeira vitória da História do Mundial de Ralis. Foi o primeiro grande sucesso de uma marca fundada em 1952 e que hoje está esquecida pela Renault
Por Rui Faria
MARÇO 2008 |
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A Alpine nasceu da magia de Jean Rèdelé. Depois de construir alguns protótipos para a competição em Diepe, lançou, em 1956, o A106, baseado no Renault 4CV (“joaninha“), e, em 1956, o A108, capaz de chegar aos 180 km/h.
No início dos anos de 1960, Jean Rèdelé apresentou um modelo original que é hoje visto como um clássico desportivo: o A110, com um châssis em aço que pesava somente 49 kg, e uma carroçaria em poliester com 43 kg.
Começou por utilizar motores com 1100 cc dos Dauphine e Dauphine- -Gordini, e mais tarde surgiu com os mais potentes 1.3 dos R8 e R8-Gordini, capazes de levar o pequeno coupé de tracção traseira até aos 209 km/h.
Com a adopção de um motor 1.5 que a Lotus desenvolveu para a Renault, as performances melhoraram, mas a plenitude da berlinetta só chegou em 1973, com o motor 1.6 que veio a ser evoluído para uma versão desportiva (1600 S). Com 140 cv, e graças ao seu peso reduzido, o A110 era capaz de bater o pé aos Porsche nas estradas, ao mesmo tempo que se tornou um adversário temível nos grandes ralis internacionais. Basta recordar o que aconteceu no Monte Carlo de 1973, onde Jean--Claude Andruet garantiu a vitória na primeira prova da História do Campeonato do Mundo de Ralis.
Renault em cena
Durante anos, Jean Rèdelé recebeu várias propostas para a aquisição da Alpine, que foi recusando. No entanto, em 1972, não conseguiu evitar que a Renault assumisse uma posição na empresa. Mesmo assim, manteve-se à frente da Alpine até 1978, altura em que a marca francesa assumiu a globalidade do seu capital.
Foi sob a égide da Renault que surgiram tentativas para recriar o prestígio que o Alpine A110 conheceu, mas modelos como o A310, ou, mais tarde, o V6 GT ao estilo americano, nunca cativaram o mercado, acabando por desaparecer do catálogo da marca, ao mesmo tempo que a Alpine caiu no esquecimento. Mesmo assim, ainda hoje, quem passe por um “velhinho” A110 não resiste a virar a cabeça para o apreciar.
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Os Alpine A110
Entre 1961 e 1977 foram produzidos 7500 exemplares do Alpine A110, vários dos quais se encontram hoje em Portugal.
| Modelo |
Produção |
Unidades |
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| A110-1100 cc |
1961-1966 |
498 |
| A110-1100 cc R8 G |
1965-1967 |
114 |
| A110-1100 cc R8 M |
1967-1969 |
242 |
| A110-1300 cc VC |
1965-1976 |
3140 |
| A100-1300 cc VA |
1966-1976 |
761 |
| A110-1500 cc |
1967-1968 |
42 |
| A110-1600 cc VC |
1966-1973 |
1833 |
| A110-1600 cc VD |
1973-1975 |
481 |
| A110-1600 cc VH |
1975-1977 |
389 |
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