essência dos veículos ecológicos tem sofrido muitas mutações ao longo da sua existência. No início, quando associado ao sector automóvel, o ambiente ainda era visto como uma espécie de “bizarria” a cargo de construtores dados a experiências futuristas. Mas o desenrolar da História encarregar-se-ia de demonstrar que, por intermédio destas alegadas “experiências” futuristas, passava... o futuro da própria indústria.
A primeira e maior responsável por esta “revolução” foi a Toyota, através da criação do Prius, que colocou a expressão “veículo híbrido” nas bocas do mundo. Para que o Prius deixasse de ser visto como um sub-produto faltava, ainda, que o conceito de veículo “verde” se ramificasse em diferentes tecnologias e em diferentes segmentos do mercado. Actualmente, a oferta de modelos ditos ambientais percorre todos os segmentos, indo desde o smart mhd até ao Lexus LS 600h. Os híbridos foram, pois, a solução viável a curto prazo. Mas muitas dúvidas subsistiram quanto à questão da reciclagem das suas baterias, um problema que levanta a questão sobre a sua real eficácia ambiental durante todo o ciclo de vida do produto. Se os híbridos são, hoje, a realidade dos modelos supostamente sustentáveis do ponto de vista ecológico, muito em breve, a sociedade terá de familiarizar-se com a expressão “veículos eléctricos”.
CORRIDA ÀS EMISSÕES
Numa altura em que os biocombustíveis estão “vetados” por Bruxelas, acusados de causarem mais malefícios nos campos do que benefícios ao planeta, e que os modelos a Hidrogénio ainda não passam de uma miragem (apesar de fazerem muito sentido num contexto de longo prazo), muito devido à dificuldade que acarreta o armazenamento e a distribuição desta solução, os fabricantes estão a apostar nas soluções financeiramente mais sustentáveis para explorar a fiscalidade e os incentivos.
Desde que a população começou a sentir o peso do ambiente no bolso que ficou mais atenta às emissões dos modelos. E aos programas de incentivos ao dispor das versões menos poluentes. No Orçamento de Estado para 2010 o sistema de apoio ao abate de veículos em fim de vida prevê que este seja limitado à compra de veículos com emissões de CO2 até 130 g/km, o que tem levado as marcas a acusar o Governo de querer “limitar” em demasia a atribuição do desconto fiscal a estes veículos e a concentrarem esforços numa maior contenção de emissões de gases poluentes. A resposta dos fabricantes surge na forma de veículos de baixas emissões. Muitas vezes, com uma simples ginástica de engenharia. Com afinações mecânicas específicas, uma aerodinâmica optimizada e recorrendo a tecnologias como o sistema “Star&Stop”, vários modelos que não foram concebidos de origem para uma existência ecológica conseguem alcançar os mesmos patamares em termos de emissões de gases poluentes. E a preços mais competitivos que os dos híbridos.
CÁLCULOS ECOLÓGICOS
Nos próximos tempos, vamos assistir a uma competição natural entre as várias soluções ambientais. Um exemplo simples desta “selecção entre espécies” está patente no eminente lançamento do VW Polo BlueMotion, um modelo de mecânica convencional optimizada que é capaz de baixar as emissões de CO2 para apenas 87g/km, menos do que o próprio Toyota Prius. Mas, a isto, não obsta o facto de, paralelamente, o mercado português estar a preparar-se para acolher o conceito eléctrico. Já todos ouvimos falar do projecto Renault/Nissan, que abrange não só os modelos eléctricos como a própria produção das baterias, na fábrica da Renault, em Cacia. Mas esta veia eléctrica não fica por aqui. Em breve, teremos nas nossas estradas modelos como o Mitsubihi i-MiEV, o smart eléctrico, o Prius Plug-in e os extensores de autonomia como Chevrolet Volt/Opel Ampera.
O que propomos aos nossos leitores, ao longo das próximas páginas, é saber o que valem as soluções ambientais (ou não…), dentro de cada segmento, numa tentativa de apurar as que mais compensam financeiramente numa utilização quotidiana.
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VIAJAR PELAS TABELAS
Para avaliar qual a melhor opção dentro de cada categoria, publicamos, nas páginas que se seguem, várias tabelas que comparam directamente os modelos por nós escolhidos para este dossier ambiental.
Nelas estão indicados os dados anunciados pelos fabricantes, como o PVP sem despesas (administrativas e de transporte) dos modelos, o tipo de combustível que consomem, as prestações mais importantes (velocidade máxima e 0-100 km/h), o consumo anunciado em ciclo combinado e as emissões de CO2 anunciadas em ciclo combinado.
A estes valores “oficiais” adicionamos outros dados independentes, como a média ponderada por nós medida e o valor de retoma atribuído, hoje, por uma empresa especialista na matéria segundo os padrões do sector (considerando quatro anos com uma quilometragem média de 20 mil km/ano). Além disso, calculamos a despesa com o combustível no final dos 80 mil km, de acordo com a nossa média ponderada e em função do preço/litro dos combustíveis em vigor na data de fecho deste dossier (€1,134 o do gasóleo; €1,374 o da gasolina sem chumbo 95).
As emissões de CO2 em toneladas (após 48 meses e 80 mil km, segundo a nossa média ponderada) também foram incluídas, para avaliar a competência ambiental real dos modelos em questão. Por fim, elegemos uma proposta dentro de cada categoria, em função, não só, dos dados atrás referidos, como, também, das qualidades intrínsecas do produto, em função da análise por nós efectuada. As tabelas são complementadas, sempre que se justifique, com uma caixa onde surgem descriminados todos os futuros lançamentos “ecológicos” dentro de cada categoria analisada. |
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ULTRACOMPACTOS
ECOLÓGICOS POR NATUREZA
Os modelos mais pequenos e mais acessíveis do mercado, aqui definidos como ultracompactos, são “ecológicos” por natureza – pelo menos sob uma perspectiva estrita de emissões de CO2 para a atmosfera. Tudo porque recorrem a motores de baixa cilindrada que lhes permitem, não só, praticar um preço diminuto, como, também, assegurar reduzidos níveis de consumos e, consequentemente, baixas emissões. Por isso, dispensam as soluções ambientais que proliferam nos segmentos superiores.
A análise racional da tabela aponta o smart fortwo coupé cdi pure de 54 cv como o melhor negócio. Não é o modelo mais acessível em termos de preço, facto que pertence à homóloga versão mhd equipada com motor a gasolina, mas é o que consome menos (logo, emite menos CO2), é o que apresenta um custo com combustível mais baixo e o que menos desvaloriza no final dos 48 meses. No entanto, a nossa escolha recai sobre o Toyota iQ. É certo que apresenta uma maior desvalorização face aos smart aqui em análise, mas, do ponto de vista da utilização, é o mais agradável de conduzir e o mais versátil, pois é capaz de acomodar três adultos e uma criança, desempenhando mais o papel de primeiro carro comparativamente aos seus concorrentes. E como, à partida, o veículo é para durar quatro anos...
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| MARCA E MODELO |
smart fortwo coupé mhd pure 71 cv |
smart fortwo coupé cdi pure 54 cv |
TOYOTA iQ 1.0 VVT-i |
| PVP (sem despesas) |
€ 9.966 |
€12 232 |
€13 325 |
| COMBUSTÍVEL |
Gasolina |
Diesel |
Gasolina |
| VELOCIDADE MÁXIMA (km/h) |
145 |
135 |
150 |
| 0-100 KM/H (s) |
13,3 |
16,8 |
14,7 |
| EMISSÕES DE CO2 ANUNCIADAS CICLO COMBINADO (g/km) |
103 |
88 |
99 |
| CONSUMO ANUNCIADO CICLO COMBINADO (l/100 km) |
4,3 |
3,4 |
4,3 |
| MÉDIA PONDERADA AUTOMOTOR (l/100 km) |
6,3 |
3,7 |
5,9 |
CUSTO COMBUSTÍVEL
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
€ 6.924,96 |
€ 3.356,64 |
€ 6.485,28 |
VALOR DE RETOMA
(após 48 meses e 80 mil km) |
€ 4.979,88 |
€ 6.387,84 |
€ 6.097,92 |
EMISSÕES DE CO2 EM TONELADAS
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
12,07 |
7,66 |
10,87 |
CITADINOS
EFICIÊNCIA URBANA
Tal como os ultracompactos, os citadinos não necessitam de grandes afinações para restringir emissões e consumos. Por isso, as três propostas avaliadas voltam a ser eleitas unicamente pelo critério de vendas no nosso mercado.
Citroën C1 e Peugeot 107 são as opções mais ecológicas, por emitirem menos CO2, sendo, também, os mais acessíveis. Mas o Fiat 500 distingue-se por ser o mais poupado no custo de combustível e ter o melhor valor de retoma dos três. Além disso, o modelo italiano seduz pela sua originalidade e exclusividade na classe, bem como pelo agrado de condução, tornando-se, por isso, a nossa escolha na classe.
| MARCA E MODELO |
CITROËN C1 1.0i X 3P |
FIAT 500 1.3 16V 75 CV MULTIJET POP |
PEUGEOT 107 1.0i URBAN 3P |
| PVP (sem despesas) |
€ 9.631 |
€15 916 |
€10 130 |
| COMBUSTÍVEL |
Gasolina |
Diesel |
Gasolina |
| 0-100 KM/H (s) |
13,7 |
12,5 |
13,7 |
| VELOCIDADE MÁXIMA (km/h) |
157 |
165 |
157 |
| EMISSÕES DE CO2 ANUNCIADAS CICLO COMBINADO (g/km) |
106 |
110 |
106 |
CONSUMO ANUNCIADO CICLO COMBINADO (l/100 km) |
4,6 |
4,2 |
4,6 |
MÉDIA PONDERADA AUTOMOTOR
(l/100 km) |
5,5 |
5,7 |
5,5 |
CUSTO COMBUSTÍVEL
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
€ 6.045,60 |
€ 5.171,04 |
€ 6.045,60 |
VALOR DE RETOMA
(após 48 meses e 80 mil km) |
€ 3.579,48 |
€ 8.753,28 |
€ 3.993,48 |
EMISSÕES DE CO2 EM TONELADAS
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
10,14 |
11,94 |
10,14 |
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EM BREVE
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Seat Ibiza Ecomotive (Fevereiro) |
UTILITÁRIOS
PRIMEIRA AFINAÇÃO
A classe dos utilitários tem assistido à entrada em cena de vários modelos com afinações ambientais para reduzir as emissões de CO2 e obter um posicionamento mais competitivo numa legislação cada vez mais restritiva quanto aos limites. As mais recentes propostas do segmento apontam para emissões abaixo dos 99 g/km, embora na nossa tabela exista um exemplo, o Skoda Fabia, que está acima deste patamar. No geral, a afinação ambiental destes modelos passa por uma aerodinâmica melhorada, gestão electrónica do motor e relações de caixa optimizadas, pneus de baixo atrito e óleo de baixa viscosidade. Outro aspecto comum a estes modelos é a dotação mais controlada do equipamento, com o intuito de reduzir ao máximo o peso total do veículo, ajudando ainda a compensar o custo da integração destes componentes específicos. A nossa escolha entre os três candidatos em análise é o Ford Fiesta: apresenta o melhor valor de retoma por uma margem considerável para esta classe, distinguindo-se, ainda, por ser o que implica menos custos com combustível e tem as emissões de C02 mais reduzidas. Além destes atributos racionais, o utilitário da Ford é, na nossa opinião, o modelo que consegue um melhor equilíbrio entre desempenho ambiental e agrado de utilização, mostrando-se o mais competente ao nível do comportamento dinâmico. Assim, junta-se o útil ao agradável.
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| Renault Clio 98g (Maio) |
VW Polo BlueMotion (Março) |
Opel Corsa EcoFLEX (Março) |
| MARCA E MODELO |
PEUGEOT 207 99g 1.6 HDi 90 CV |
FORD FIESTA ECOnetic 1.6 TDCi 3P |
SKODA FABIA GREENLINE |
| PVP (sem despesas) |
€19 225 |
€18 965 |
€18 637 |
| COMBUSTÍVEL |
Diesel |
Diesel |
Diesel |
| 0-100 KM/H (s) |
185 |
175 |
170 |
| VELOCIDADE MÁXIMA (km/h) |
11,7 |
12,3 |
13,2 |
| EMISSÕES DE CO2 ANUNCIADAS CICLO COMBINADO (g/km) |
99 |
98 |
109 |
CONSUMO ANUNCIADO CICLO COMBINADO
(l/100 km) |
3,8 |
3,7 |
4,1 |
| MÉDIA PONDERADA AUTOMOTOR (l/100 km) |
4,9 |
4,5 |
5,3 |
CUSTO COMBUSTÍVEL
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
€ 4.445,28 |
€ 4.082,40 |
€ 4.808,16 |
VALOR DE RETOMA
(após 48 meses e 80 mil km) |
€ 8.597,76 |
€ 9.284,16 |
€ 7.826,88 |
EMISSÕES DE CO2 EM TONELADAS
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
10,21 |
9,54 |
11,27 |
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Seat Leon Ecomotive (Fevereiro)
VW Golf BlueMotion (Fevereiro) |
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Ford Focus ECOnetic (Fevereiro)
Opel Astra EcoFLEX (Abril)  |
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FAMILIARES COMPACTOS
SISTEMAS EM CONFLITO
Ao entrar no competitivo universo dos familiares compactos, assistimos ao primeiro confronto entre sistemas híbridos e conceitos mais “tradicionais”. Honda Insigth e Toyota Prius são os mais populares representantes da classe híbrida em Portugal e enfrentam a competição de modelos com afinação ambiental, como o Skoda Octavia, bem como de opções totalmente “convencionais”, como o VW Golf, o modelo mais vendido do segmento.
A primeira conclusão que se pode retirar é a de que os híbridos apenas compensam para os adeptos do ambiente mais fundamentalistas, distinguindo-se pelo menor volume de emissões. Mas, numa perspectiva de negócio, estes dois exemplares híbridos não convencem devido ao fraco valor de retoma e aos custos com combustível mais altos.
Deste modo, o Skoda Octavia e o VW Golf são as opções que tivemos em conta para a decisão final da melhor escolha. O modelo da Skoda é o mais acessível e o que apresenta custos anuais mais baixos, mas o Golf dispõe de uma melhor imagem no mercado e distingue-se por uma dinâmica mais apurada, uma melhor qualidade de construção e padrões de conforto que são referência da classe. Este conjunto de atributos torna impossível não eleger o familiar da VW como a nossa escolha.
| MARCA E MODELO |
TOYOTA PRIUS SOL |
HONDA INSIGHT ELEGANCE |
SKODA OCTAVIA GREENLINE |
VW GOLF 1.6 TDI CONFORTLINE |
| PVP (sem despesas) |
€28 380 |
€23 970 |
€21 353 |
€26 484 |
| COMBUSTÍVEL |
Gasolina |
Gasolina |
Diesel |
Diesel |
| 0-100 KM/H (s) |
180 |
185 |
191 |
190 |
| VELOCIDADE MÁXIMA (km/h) |
10,4 |
12,4 |
11,8 |
11,3 |
| EMISSÕES DE CO2 ANUNCIADAS CICLO COMBINADO (g/km) |
89 |
101 |
114 |
119 |
CONSUMO ANUNCIADO CICLO COMBINADO
(l/100 km) |
3,9 |
4,4 |
4,4 |
4,5 |
| MÉDIA PONDERADA AUTOMOTOR (l/100 km) |
5,2 |
5,1 |
5,6 |
6,1 |
| CUSTO COMBUSTÍVEL (após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
€ 5.715,84 |
€ 5.605,92 |
€ 5.080,32 |
€ 5.533,92 |
VALOR DE RETOMA
(após 48 meses e 80 mil km) |
€11 311,08 |
€ 7.135,80 |
€10 275,12 |
€14 693,88 |
EMISSÕES DE CO2 EM TONELADAS
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
9,49 |
9,36 |
11,60 |
12,90 |
FAMILIARES COMPACTOS PREMIUM
DECISÃO AO SPRINT…
Dentro do universo dos familiares compactos premium elegemos apenas três modelos. E, destes, apenas um deles tem um carácter assumidamente ambiental: Volvo C30. Mas o modelo sueco acaba por ficar em terceiro lugar devido ao seu menor valor de retoma. A luta pela melhor escolha decidiu-se, por isso, entre os dois outros modelos em “jogo”: o Audi A3 e o BMW Série 1. Uma escolha nada fácil, acrescente-se. No plano meramente “matemático”, a escolha mais lógica seria o Audi, dado que apresenta valores de consumos inferiores e um valor de retoma muito interessante. Por seu turno, o BMW consegue uma menor desvalorização, o que lhe permite atenuar a diferença de custos anuais para o Audi.
Mas se a diferença em termos de custos se discute ao pormenor, já a competência entre o motor de um e de outro não deixa dúvidas. O propulsor do BMW mostra-se sempre muito mais elástico e enérgico do que o do Audi, motivo que ajuda, também, a explicar porque elegemos o Série 1 em detrimento do A3.
| MARCA E MODELO |
AUDI A3 1.6 TDI ATTRACTION 3P |
BMW 116d 3P |
VOLVO C30 1.6D DRIVe KINETIC |
| PVP (sem despesas) |
€27 700 |
€30 000 |
€25 980 |
| COMBUSTÍVEL |
Diesel |
Diesel |
Diesel |
| 0-100 KM/H (s) |
194 |
200 |
190 |
| VELOCIDADE MÁXIMA (km/h) |
11,4 |
10,2 |
11,3 |
| EMISSÕES DE CO2 ANUNCIADAS CICLO COMBINADO (g/km) |
109 |
118 |
99 |
| CONSUMO ANUNCIADO CICLO COMBINADO (l/100 km) |
4,1 |
4,4 |
3,9 |
| MÉDIA PONDERADA AUTOMOTOR (l/100 km) |
5,3 |
5,6 |
5,2 |
CUSTO COMBUSTÍVEL
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
€ 4.808,16 |
€ 5.080,32 |
€ 4.717,44 |
VALOR DE RETOMA
(após 48 meses e 80 mil km) |
€15 176,76 |
€16 669,32 |
€12 331,80 |
EMISSÕES DE CO2 EM TONELADAS
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
11,27 |
12,01 |
10,56 |
FAMILIARES MÉDIOS
OFERTA ALINHADA
Na categoria dos familiares médios, os construtores generalistas apresentam uma oferta muito alinhada. Excepção feita ao Citroën C5, todas as propostas em análise dispõem de afinações ambientais presentes em maior número, das quais se destaca, de imediato, a tecnologia BlueMotion do VW Passat pelo melhor controlo dos consumos e, consequentemente, das emissões. O Opel Insignia também se destaca deste quarteto, mas por motivos menos positivos, sendo o mais dispendioso de todos por larga margem, ficando, por isso, fora da discussão final.
O Ford Mondeo, apesar de não ser tão poupado quanto o Passat, tem um melhor valor de retoma do que o modelo da VW, que está a aproximar-se do final do seu ciclo de vida. Já o Citroën C5 consegue também um bom valor de retoma, mas tem os consumos mais elevados de todos. Nas nossas contas de custos finais, estes três modelos ficam muito próximos uns dos outros. Por isso, a nossa escolha é estritamente baseada na análise de produto, o que nos leva a eleger o Passat pela sua qualidade de construção geral e preço competitivo para a boa imagem de que goza no mercado.
| MARCA E MODELO |
VW PASSAT BLUEMOTION CONFORTLINE |
FORD MONDEO TREND ECOnetic |
OPEL INSIGNIA ecoFLEX COSMO |
CITROËN C5 1.6 HDi VTR |
| PVP (sem despesas) |
€31 499 |
€31 260 |
€37 150 |
€31 936 |
| COMBUSTÍVEL |
Diesel |
Diesel |
Diesel |
Diesel |
| 0-100 KM/H (s) |
193 |
203 |
221 |
191 |
| VELOCIDADE MÁXIMA (km/h) |
12,4 |
10,7 |
9,5 |
12,2 |
| EMISSÕES DE CO2 ANUNCIADAS CICLO COMBINADO (g/km) |
118 |
139 |
136 |
149 |
| CONSUMO ANUNCIADO CICLO COMBINADO (l/100 km) |
4,5 |
5,3 |
5,2 |
5,6 |
| MÉDIA PONDERADA AUTOMOTOR (l/100 km) |
5,5 |
6,4 |
6,7 |
7,4 |
| CUSTO COMBUSTÍVEL (após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
€ 4.989,60 |
€ 5.806,08 |
€ 6.078,24 |
€ 6.713,28 |
| VALOR DE RETOMA (após 48 meses e 80 mil km) |
€13 640,28 |
€14 676,60 |
€18 963,60 |
€15 686,04 |
EMISSÕES DE CO2 EM TONELADAS
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
11,53 |
13,42 |
14,01 |
15,75 |
FAMILIARES MÉDIOS PREMIUM
TÉCNICA EVOLUÍDA
No segmento dos familiares médios premium, optámos por avaliar as quatro principais propostas do mercado. Entre elas, encontram-se duas de cariz mais tradicional, casos do BMW 316d e do Mercedes C220 CDI. Mas, olhando para os valores apurados, os dois grandes finalistas deste segmento são mesmo as propostas ambientais: o Volvo S40 e o Audi A4. Se esmiuçarmos um e outro, verificamos que, em termos de custos anuais, ambos se equivalem. Já quanto a valores de retoma, o Audi ganha ligeira vantagem face ao Volvo. Adicionados todos estes factores, a melhor proposta do segmento não pode deixar de recair sobre o Audi, uma vez que se trata, também, de um produto superior, em termos gerais, face ao Volvo, dispondo de um motor bastante económico e dinâmico.
| MARCA E MODELO |
VOLVO S40 1.6D DRIVE |
BMW 316d 4P |
AUDI A4 2.0 TDIe |
MERCEDES C220 CDI ELEGANCE |
| PVP (sem despesas) |
€30 940 |
€36 750 |
€36 805 |
€46 416 |
| COMBUSTÍVEL |
Diesel |
Diesel |
Diesel |
Diesel |
| 0-100 KM/H (s) |
190 |
202 |
215 |
232 |
| VELOCIDADE MÁXIMA (km/h) |
11,4 |
10,9 |
9,5 |
8,4 |
| EMISSÕES DE CO2 ANUNCIADAS CICLO COMBINADO (g/km) |
104 |
118 |
119 |
135 |
| CONSUMO ANUNCIADO CICLO COMBINADO (l/100 km) |
3,9 |
4,5 |
4,6 |
5,4 |
| MÉDIA PONDERADA AUTOMOTOR (l/100 km) |
5 |
5,6 |
5,8 |
6,6 |
CUSTO COMBUSTÍVEL
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
€ 4.536 |
€ 5.080,32 |
€ 5.261,76 |
€ 5.987,52 |
VALOR DE RETOMA
(após 48 meses e 80 mil km) |
€14 025,48 |
€18 971,28 |
€20 807,04 |
€24 609,60 |
EMISSÕES DE CO2 EM TONELADAS
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
10,66 |
11,74 |
12,00 |
13,20 |
GRANDES FAMILIARES
AMBIENTE DE LUXO
Na categoria dos executivos, das três propostas avaliadas, a mais evoluída é o GS 450h, um dos modelos que compõem a ofensiva híbrida da Lexus. Sendo o mais caro, implica, ainda, um custo mais elevado com combustível e maior desvalorização, o que só vem comprovar que a opção por uma proposta híbrida de elevado calibre implica maior investimento – do ponto de vista meramente economicista, é o pior negócio.
Já o Volvo consiste na melhor opção no campo matemático. Sendo o mais acessível, é, também, o que implica um custo com combustível menos elevado (logo menores emissões). E se o valor de retoma não lhe é particularmente favorável, o Volvo é o que menos prejuízo acarreta no final dos 48 meses de utilização. Contudo, a nossa escolha recai sobre o Mercedes Classe E. Sendo um produto novo, reúne importantes trunfos em várias áreas, não perdendo, se não na questão do custo, para o Volvo. Além disso, importa referir o facto de estar equipado com um motor perfeitamente adaptado à sua vocação. Quer isto dizer que o Volvo, ao dispor de um motor mais pequeno, que lhe permite obter benefícios ambientais e, consequentemente, fiscais, tenderá a consumir mais do que a média por nós alcançada quando transportar cinco pessoas mais bagagem, além de que o agrado de condução se ressente bastante. E como estamos perante uma categoria onde o dinheiro parece não escassear...
| MARCA E MODELO |
LEXUS GS 450H |
VOLVO V70 1.6D DRIVE KINETIC |
MERCEDES E220 CDI BLUEEFFICIENCY LIM |
| PVP (sem despesas) |
€67 050 |
€37 590 |
€52 240 |
| COMBUSTÍVEL |
Gasolina |
Diesel |
Diesel |
| 0-100 KM/H (s) |
250 |
190 |
231 |
| VELOCIDADE MÁXIMA (km/h) |
5,9 |
12,8 |
8,6 |
| EMISSÕES DE CO2 ANUNCIADAS CICLO COMBINADO (g/km) |
186 |
129 |
142 |
| CONSUMO ANUNCIADO CICLO COMBINADO (l/100 km) |
7,9 |
4,9 |
5,3 |
| MÉDIA PONDERADA AUTOMOTOR (l/100 km) |
9 |
6,1 |
6,5 |
CUSTO COMBUSTÍVEL
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
€ 9.892,80 |
€ 5.533,92 |
€ 5.896,80 |
VALOR DE RETOMA
(após 48 meses e 80 mil km) |
€26 761,80 |
€16 291,92 |
€25 213,68 |
EMISSÕES DE CO2 EM TONELADAS
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor)” |
16,95 |
12,84 |
13,93 |
MODELOS DE LUXO
PATAMAR ELEVADO
Ao entrar no território das berlinas de luxo, as emissões e os consumos são, também, um factor de distinção para quem pretende vincar a sua preocupação para com o ambiente. O Lexus LS e o Mercedes Classe S são bons exemplos disso, procurando aliar a tecnologia híbrida ao luxo e requinte típicos desta classe. O BMW Série 7 acaba por entrar nesta disputa como contrapeso. Valerá a pena apostar na imagem mais limpa dos híbridos ou manter o status através de propostas “convencionais”, como o Série 7 (que, em breve, também conhecerá uma versão híbrida)? Os números indicam que a proposta da Lexus volta a ser penalizada pelo valor de retoma baixo face aos rivais, com a agravante de, neste caso, as suas emissões de CO2 serem as mais elevadas deste trio. Nas contas finais, Mercedes e BMW ficam quase no mesmo patamar de custos e a nossa escolha decide-se pelo agrado de utilização. Neste campo, o Série 7 é a melhor opção, distinguindo-se do Classe S pelo melhor rendimento em estrada e pela competência dinâmica mais apurada.
| MARCA E MODELO |
MERCEDES S400 HYBRID |
LEXUS LS 600H |
BMW 730d |
| PVP (sem despesas) |
€99 640 |
€125 125 |
€103 750 |
| COMBUSTÍVEL |
Gasolina |
Gasolina |
Diesel |
| 0-100 KM/H (s) |
250 |
250 |
245 |
| VELOCIDADE MÁXIMA (km/h) |
7,2 |
6,3 |
7,2 |
| EMISSÕES DE CO2 ANUNCIADAS CICLO COMBINADO (g/km) |
186 |
219 |
178 |
| CONSUMO ANUNCIADO CICLO COMBINADO (l/100 km) |
7,9 |
9,3 |
6,8 |
| MÉDIA PONDERADA AUTOMOTOR (l/100 km) |
10,3 |
12,1 |
9,3 |
CUSTO COMBUSTÍVEL
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
€11 321,76 |
€13 300,32 |
€8 436,96 |
VALOR DE RETOMA
(após 48 meses e 80 mil km) |
€37 916,64 |
€39 791,88 |
€38 486,76 |
EMISSÕES DE CO2 EM TONELADAS (após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
19,40 |
22,79 |
19,47 |
SUV
FENÓMENO DA MODA
Num segmento tão em moda como é o dos SUV, também não falta um modelo híbrido, o Lexus RX 450h, entre os três referenciados para esta avaliação. Sucede que, quando se estuda os seus valores de retoma, por mais qualidades que o modelo japonês tenha, não o podemos colocar entre os dois melhores produtos, por ser muito inferior ao dos “normais” Mercedes ML e BMW X6. Nos SUV germânicos, os custos anuais andam muito próximos e até o valor de retoma é apenas ligeiramente superior no BMW (que em breve estará disponível numa versão híbrida). Contudo, se tivermos em consideração o seu visual mais moderno, a maior competência dinâmica e ainda todas as soluções técnicas de que dispõe face ao Mercedes, não há como não elegê-lo como a opção mais racional no campo dos SUV.
| MARCA E MODELO |
LEXUS RX 450h |
MERCEDES ML 320 CDI |
BMW X6 XDRIVE30D |
| PVP (sem despesas) |
€69 900 |
€87 600 |
€87 800 |
| COMBUSTÍVEL |
Gasolina |
Diesel |
Diesel |
| 0-100 KM/H (s) |
200 |
210 |
210 |
| VELOCIDADE MÁXIMA (km/h) |
7,8 |
9,4 |
8 |
| EMISSÕES DE CO2 ANUNCIADAS CICLO COMBINADO (g/km) |
148 |
251 |
217 |
| CONSUMO ANUNCIADO CICLO COMBINADO (l/100 km) |
6,3 |
9,4 |
8,2 |
| MÉDIA PONDERADA AUTOMOTOR (l/100 km) |
7,2 |
10,2 |
9,8 |
CUSTO COMBUSTÍVEL
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor) |
€ 7.914,24 |
€ 9.253,44 |
€ 8.890,56 |
VALOR DE RETOMA
(após 48 meses e 80 mil km) |
€26 811,00 |
€46 860,48 |
€46 763,52 |
EMISSÕES DE CO2 EM TONELADAS
(após 48 meses e 80 mil km, segundo média ponderada AutoMotor)” |
13,53 |
21,78 |
20,74 |
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