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XL > AutoMotor > Apresentação > Suzuki Splash
 
 
 
O Splash é a nova aposta da Suzuki para refrescar as ideias dos jovens casais europeus. Com um nome sugestivo, atrai pela jovialidade do seu design e pela facilidade com que circula no trânsito citadino

Por José Macário Fotos Suzuki
ABRIL 2008
 
Tempo fresco
Ficha Técnica
 
Foi no Sul de França que a AutoMotor teve oportunidade de se sentar ao volante do Splash, a nova proposta da Suzuki no capítulo dos minimonovolumes. Do protótipo apresentado no Salão de Paris de 2006, o modelo de produção não perdeu muitos elementos, mas nota-se claramente uma opção mais conservadora em termos de design do que a que foi apresentada no certame francês, tendo sido deixados de parte itens como a grelha frontal ou o formato anguloso dos faróis dianteiros.

Ainda assim, o irmão gémeo do Opel Agila – até são produzidos na mesma fábrica – tem nas suas formas fluídas e joviais um trunfo importante na tentativa de cativar os jovens casais europeus, público-alvo definido pelos responsáveis da marca japonesa para o Splash.


Jovem e espaçoso
   
Construído desde Dezembro passado na unidade húngara da Suzuki, ao ritmo de seis mil unidades/ano, o Splash assenta na plataforma do Swift, mas apresenta uma maior altura (mais 50 mm), facilitando o acesso ao interior e possibilitando que os bancos estejam colocados numa posição mais elevada e confortável, excepto se nos deslocarmos no lugar central traseiro, mais acanhado que os restantes, como seria de esperar. De resto, os 3720 mm de comprimento permitem a este “mini- -MPV” circular com grande à-vontade no trânsito das cidades e acarretam uma mais-valia na hora de procurar lugar para estacionar.

Ainda no interior da nova proposta japonesa, os plásticos duros imperam no tablier, que acomoda os principais comandos em posição central e recebe ainda o comando da caixa de cinco velocidades, colocada numa posição mais elevada e, também, mais ergonómica. Destaque, pela positiva, para o design do tablier, que incorpora um velocímetro de enormes dimensões – ao estilo Mini – e monta um taquímetro em posição sobrelevada (ao estilo smart).

Pela negativa, o destaque vai inteiramente para o volante, que, apesar de possuir comandos áudio, regula apenas em altura e é ligeiramente sobredimensionado. A bagageira acomoda 178 litros de bagagem, extensíveis até aos 1050 litros através do rebatimento do banco traseiro na proporção 60/40.


Embora abdicando de alguns elementos mais “radicais” (como a grelha frontal ou as ópticas dianteiras), as linhas do novo Splash não se afastam demasiado das do protótipo com o mesmo nome estreado no Salão de Paris de 2006, cativando num primeiro olhar
   
Em termos de equipamento, a oferta não é muita, mas compreende o essencial: ABS e EBD são de série, tal como os pré-tensores e limitadores de esforço dos cintos dianteiros, as fixações ISOFIX e os airbags para condutor e passageiro. Para a lista de opcionais foram relegados o ESP e mais quatro airbags: dois laterais no banco dianteiro e dois de cortina, que se estendem da frente à retaguarda.

Escassez de potência
Com o Splash estreiam-se dois motores inteiramente desenvolvidos pela Suzuki, um três cilindros de 1,0 litros a gasolina, capaz de debitar 65 cv às 6000 rpm e de disponibilizar um binário máximo de 90 Nm às 4800 rpm, que animará a versão de acesso à gama Splash; e um 1.2 de 85 cv (motorização que não tivemos hipótese de testar). Estes dois blocos deverão ajudar o construtor nipónico no mercado nacional, onde o ISV penalizava o facto de não existir nenhum bloco a gasolina menor que o 1.3 do Swift. No campo dos Diesel, o seleccionado foi o 1.3 DDiS de origem Fiat, que debita 75 cv e estará equipado, de série, com filtro de partículas no mercado português.

   
Todos montam uma caixa manual de cinco relações, com o 1.2 a poder receber, em opção, uma automática de quatro velocidades.

Em termos de performances, o Splash mostra-se algo preguiçoso quando depende do esforço do bloco 1.0 para se movimentar, mais ainda quando tentamos rolar em estrada aberta, onde se nota enorme dificuldade nas recuperações, obrigando a um constante recurso à caixa de velocidades, que se revela eficaz e fácil de utilizar, minimizando, assim ,o sofrimento do condutor mais apressado. --- O 1.3 já é mais expedito na resposta às solicitações do pedal do lado direito e permite uma boa experiência de condução, como tivemos oportunidade de comprovar em primeira mão nas sinuosas estradas da Côte d’Azur.

É já em Maio que chega a Portugal o Suzuki Splash, que promete refrescar o mercado nacional dos minimonovolumes. Ainda sem nome ou conteúdo definido, o importador nacional revelou que serão dois os níveis de equipamento do Splash em Portugal e que o preço, ainda não estando definido, deverá ser inferior ao do Swift.

 
 
 
 
 

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