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O Corsa foi alvo de uma actualização estética depois de, no ano passado, ter visto a sua mecânica optimizada. Das 28 versões que compõem a gama, a que dispõe da melhor afinação ambiental é a 1.3 CDTI ecoFLEX equipada com sistema start/stop
Texto Bruno Castanheira Fotografia Miguel Ângelo Silva
ABRIL 2011 |
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Se existe facto de que a Opel se orgulha é de, desde 1982, ano em que foi lançada a primeira geração do Corsa, ter vendido até hoje mais de 11 milhões de unidades deste utilitário na Europa, das quais cerca de dois milhões disseram respeito ao modelo da actual geração: a quarta. No ano passado, 347 mil unidades reuniram as preferências dos consumidores do Velho Continente.
Em Portugal, as vendas do Corsa subiram 49% em 2010 face a 2009. E, segundo dados da ACAP, existem, actualmente, 351 362 unidades deste modelo (contabilizando todas as gerações) a circular nas estradas lusas. E não é que neste mês de Março foi entregue a unidade n.º 500 mil no nosso país?
AR DE FAMÍLIA
Desenvolvido em Rüsselsheim (Alemanha) e produzido nas fábricas de Saragoça (Espanha) e Eisenach (Alemanha), o Corsa ganhou apelo com as alterações introduzidas, surgindo perfeitamente integrado na mais recente linguagem de design da Opel. Disponível agora com uma palete de 15 cores (da qual o branco “Guacamole” desta unidade é uma das novidades), destaca-se visualmente do modelo anterior pelos grupos ópticos em forma de “olho de águia”, pela adopção de luzes diurnas em forma de “asa”, pelas novas grelhas, pelo pára- choques dianteiro retocado e pelas novas jantes. O símbolo da marca, aplicado na bagageira, domina a traseira, que não registou qualquer alteração.
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| No interior existem novos elementos decorativos. Em vez de cinza “Charcoal”, a versão Enjoy pode receber revestimentos em azul ou cor-de-laranja. A dinâmica continua eficaz e agradável |

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No interior, a principal diferença reside na adição de novos elementos decorativos, cujas cores podem ser seleccionadas em função dos gostos individuais e das configurações disponíveis. Em vez do ambiente clássico em tons de cinza (“Charcoal”), esta versão Enjoy pode ser revestida com decoração mais expressiva em azul ou cor-de-laranja. Mas, em termos de atrevimento, não há nada que chegue às especificações Stripes, Street Edition e Black Edition.
O conteúdo tecnológico também foi alvo de um upgrade, embora alguns itens estejam disponíveis apenas em opção: faróis direccionais AFL (400 euros), controlo de estabilidade (525 euros), tecto de abrir eléctrico (800 euros) e rádio Touch & Connect (695 euros), que integra ecrã táctil a cores, navegação para 28 países, Bluetooth e entrada USB, são os melhores exemplos. O inovador sistema FlexFix para o transporte de bicicletas no pára-choques traseiro (600 euros) não pode ser requisitado nesta versão ambiental.
Dotado de um posto de condução correcto, o habitáculo do renovado Corsa agrada também pela qualidade de construção e pelo espaço disponível para passageiros e bagagem. Já a insonorização podia ser melhor. Mas enfim.
CONSUMOS REDUZIDOS
A par do Agila, o Corsa faz a estreia do sistema start/stop na Opel. Como é habitual, esta função pode ser desactivada: basta premir o botão “eco” localizado na consola central. Até final deste ano, todos os modelos ecoFLEX passarão a contar com sistema start/stop.
Graças a ele, este utilitário oferece consumos reduzidos em cidade. Além de incluir um indicador verde que aconselha a engrenar uma mudança superior, esta nova versão ecoFLEX sofreu uma evolução considerável face à que foi lançada em 2007, na altura com 75 cv: a potência não só aumentou 20 cv (recorde-se, contudo, que o Corsa ecoFLEX já tinha 95 cv desde Janeiro de 2010), como o consumo e, consequentemente, as emissões baixaram 22% em cerca de dois anos. Um esforço que é, de facto, louvável.
Ainda que não disponha de afinação ambiental nas versões Stripes, Street Edition, Black Edition e Cosmo (equipadas todas com caixa manual de seis velocidades), o motor 1.3 CDTI, que tem acoplada uma caixa manual de cinco velocidades suficientemente precisa e bem escalonada, por tratar-se da versão ecoFLEX, não prima propriamente por ser um exemplo de silêncio. Contudo, tem no Corsa a melhor aplicação que alguma vez testámos num Opel.
Apesar de marcar apenas 3 km quando nos foi entregue, esta unidade revelou-se muito agradável de conduzir. É certo que não exibiu grande vivacidade a subir de regime, próprio da falta de algumas centenas de quilómetros, mas nunca nos deixou envergonhados. O pisar sólido e a facilidade de condução são as principais características deste utilitário. Estacioná-lo também não é problema.
Com duas carroçarias, três transmissões, seis níveis de equipamento e cinco motores, o renovado Corsa está disponível com preços que se iniciam nos 14 700 euros do 1.2 Twinport Enjoy e terminam nos 27 770 euros do desportivo OPC. A versão mais ambiental das 28 que existem no nosso país, a 1.3 CDTI ecoFLEX Enjoy, custa, sem extras, 18 700 euros. Um valor que é, sem dúvida, apelativo. |
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