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XL > AutoMotor > Apresentação > Mini Cabrio
 
 
Setembro foi o mês escolhido para o lançamento em Portugal de uma das mais apetecidas e esperadas versões do novo Mini: o Cabrio. Prazer de condução e um extremo apelo visual são as principais credenciais deste descapotável

Por António de Sousa Pereira Fotos Mini
JULHO 2004
 
Extremo apelo
Ficha Técnica
 
O enorme êxito que se tem revelado o novo Mini leva a que a sua gama não pare de crescer. Primeiro, foi-se alargando o leque de motorizações disponíveis; agora, a BMW decidiu lançar a versão descapotável, com o intuito de cativar ainda mais novos clientes para as suas fileiras.

O que primeiro impressiona no Mini Cabrio é o seu enorme apelo visual. Com a capota colocada e, sobretudo, com esta recolhida, desprovido que está de pilares B, as suas linhas revivalistas ganham um novo encanto, sendo (muito) difícil resistir-lhes. Mesmo que algumas soluções pudessem, em nossa opinião, ter ficado melhor – como é o caso da “armadura” plástica que reveste os pequenos arcos de protecção colocados atrás dos encostos de cabeça traseiros, onde estão instalados os enroladores dos cintos; ou da forma como a capota é arrumada atrás dos bancos posteriores.

Ainda assim, estes pormenores são sublimados pela excelente aparência do Mini Cabrio, que recebeu uma frente redesenhada na qual marcam presença o novo pára-choques, as novas ópticas (que garantem uma iluminação 25% superior, e já podem montar lâmpadas de Xénon em opção), os faróis de nevoeiro integrados no pára-choques e a grelha revista. Na traseira, refiram-se os novos farolins (que integram a luz de marcha-atrás), o farol de nevoeiro montado na parte inferior do pára-choques, entre duas barras cromadas, e a terceira luz de Stop accionada por LED e montada no rebordo superior da carroçaria. Quanto às jantes, de série são de 15”, sendo propostas, como opção, jantes de 16” e 17”, neste caso revestidas por pneus run-flat de série.

Solução de vanguarda
A capota é um dos principais elementos distintivos do novo Mini Cabrio, merecendo ser enaltecida por algumas soluções a que recorre. Como ser totalmente automática e operada através de um mecanismo electrohidráulico, bastando pressionar um botão e aguardar 15 segundos para que esta seja integralmente recolhida ou colocada. Não menos importante, a sua secção dianteira funciona como um tecto de abrir independente com 40 cm de comprimento, que pode ser operado em andamento até aos 120 km/h e permite desfrutar da condução a céu aberto sem ter de se remover a totalidade da capota.

Por dispor de um mecanismo de remoção em “Z”, quando recolhida, a capota dobra-se em três partes e fica alojada atrás dos bancos posteriores, sem prejudicar demasiado a capacidade da mala, a habitabilidade traseira ou a visibilidade – pode não ser muito bonito, mas é prático. Por outro lado, para facilitar o acesso à mala, não só a respectiva tampa (dotada de um fecho eléctrico) abre ao contrário (de cima para baixo, podendo funcionar como plataforma de carga, por estar apta a suportar cargas até um máximo de 80 kg, fazendo as respectivas dobradiças lembrar o Mini original), como a parte posterior da capota, quando esta está montada, pode ser levantada manualmente 35º.

Quanto à capacidade da bagageira, oscila entre os 120 litros (com a capota recolhida) e os 650 litros (com o banco traseiro rebatido), oferecendo 165 litros com a capota montada e o banco traseiro na sua posição normal (160 litros no Mini de tejadilho rígido). Por fim, refira-se que o óculo traseiro é em vidro e dispõe de desembaciador, que as janelas traseiras abrem e contam com comando eléctrico, e que existem três cores disponíveis para a capota – verde, azul e preto – e nada menos do que dez para a carroçaria, sendo duas delas exclusivas desta versão (Hot Orange e Cool Blue).

Interior à medida
Com a chegada do Cabrio, o interior do Mini ganha novas possibilidades de personalização, podendo os respectivos revestimentos adoptar uma de três cores – bege, azul ou preta. Além da disponibilização de opcionais como sistema de navegação, volante multifunções ou TV de formato 16:9, são propostos elementos como o Cockpit Chrono Package, que confere ao habitáculo um look mais desportivo, abandonando o velocímetro a posição central para passar a estar colocado sobre o volante, ao lado do conta-rotações, sendo o seu lugar ocupado pelo indicador do nível de combustível e pelos manómetros da temperatura do óleo e líquido de refrigeração e de pressão do óleo. Outra opção é o Chrome Line, que reforça a presença dos cromados no interior e que também está disponível para a carroçaria, surgindo aqui os cromados em maior número nos pára-choques, na grelha dianteira, nas caixas dos espelhos retrovisores, na tampa da mala e nos roll-bars.

A segurança passiva é garantida pelos cintos com três pontos de fixação nos quatro lugares disponíveis (dotados de pré-tensores e limitadores de esforço na frente), pelos airbags dianteiros adaptativos e pelos airbags laterais destinados a proteger a cabeça e o tórax. No que diz respeito à segurança activa, todas as versões do novo Mini Cabrio montam, de série, ABS, EBD e CBC (controlo electrónico de travagem em curva), fazendo parte da lista de opcionais o controlo de tracção ASC+T e o controlo electrónico de estabilidade DSC (ambos desligáveis).

Quanto a espaço, nada de novo. Como não é substancialmente diferente do oferecido pela versão “fechada”, tal significa que continua a ser exíguo na traseira, não permitindo aí transportar senão crianças ou adultos de estatura não muito elevada, por curtos períodos de tempo.

Condução agradável
Fundamental, num descapotável, é também verificar como se comporta uma estrutura que, originalmente, foi concebida para funcionar com uma capota fixa em chapa. E, neste domínio, o Mini Cabrio é uma agradável surpresa.

Se é um facto que os diversos reforços efectuados obrigaram a um aumento do peso da ordem dos 125 kg face ao da versão fechada, é igualmente forçoso reconhecer não só que a rigidez estrutural é, pelo menos, tão boa quanto a desta (mesmo nos pisos mais degradados e nas solicitações mais exigentes), como a protecção aerodinâmica é muito boa, não sendo difícil manter uma conversa a bordo até velocidades da ordem dos 160 km/h – atributo de que muitos cabrios de outro gabarito (e preço!...) não se poderão gabar.

O comportamento dinâmico continua a ser outro dos grandes trunfos deste modelo, concorrendo para tal factores como a direcção bastante directa e precisa, a correcta distribuição do peso (60% sobre a frente, 40% sobre a traseira) ou as sofisticadas e eficientes suspensões. Ainda assim, mesmo na versão Cooper de 115 cv (que perde para o Cooper “normal” 5 km/h na velocidade máxima, 0,6 segundos nos 0-100 km/h e consome, em média, mais 0,5 litros por cada cem quilómetros percorridos), o motor pareceu-nos algo “justo” para se poder tirar partido de todo o potencial do châssis, exibindo uma resposta algo lenta às solicitações do acelerador e revelando alguma “preguiça” em subir de regime.

Situação que não é totalmente explicada pelo aumento de peso e que será ainda mais notória na versão One de 90 cv, pelo que os condutores mais exigentes terão no Cooper S (que em breve chegará ao mercado com 170 cv de potência, a mesma que, a partir de então, será oferecida também pelo Cooper S “fechado”) a sua opção ideal. Assim o seu orçamento o permita...

Encantador, muito eficaz dinamicamente e detentor de um nível de qualidade geral invejável para um automóvel desta categoria, o novo Mini Cabrio será proposto, como referido, nas versões One, Cooper e Cooper S, estando a sua chegada ao mercado nacional agendada para Setembro (a partir do início de 2004 estará ainda disponível, como opção, a caixa automática Setptronic de seis velocidades e comando manual sequencial).

Os preços ainda não estão definidos, mas vale a pena atentar que, na Alemanha, o Cabrio custará mais 3600 euros* do que as versões “normais” equivalentes, diferencial que não deverá ser muito diferente no nosso país.
 
 
* - os preços aqui mencionados são à data do artigo. Para preços mais actualizados
consulte as Cotações AutoMotor.
 
 
 

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