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A edição
deste ano do Salão de Barcelona
foi abrilhantada por uma mão-cheia
de estreias mundiais. Destinadas aos mais
diversos tipos de público, muitas
destas novidades já têm encontro
marcado com os consumidores portugueses
Por Nelson Oliveira Fotos Oficiais
JULHO 2007 |
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A 34.ª edição
do Salão Automóvel de Barcelona reuniu
uma boa carteira de estreias mundiais, que não
vão demorar muito tempo a atravessar a fronteira
para Portugal. São cinco as novidades que
surgem nos mais variados formatos e percorrem quase
todas as faixas de público.
Embora a maior parte seja não mais do que derivações de
modelos já conhecidos, não deixa de suscitar interesse, para o
público espanhol, como para o português. Referimo-nos a modelos
como a versão 4X4 do Seat Altea, à carrinha Peugeot 207 SW, ao
renovado citadino Kia Picanto, ao utilitário desportivo Opel Corsa GSi
e à berlina familiar Citroën C4 Sedan. Aqui ficam os principais segredos
e dados que interessam reter para o nosso país.
NOVOS TRILHOS
A jogar em casa, a Seat não poupou esforços para demarcar o seu
território, reservando um pavilhão só para si. A marca espanhola
tinha também boas razões para assumir este protagonismo, pois aproveitou
a mostra catalã para revelar ao mundo a versão final do Altea Freetrack,
o seu primeiro modelo com capacidade offroad.
Totalmente projectado, desenvolvido e produzido em Espanha, este novo Altea vai
ter o seu lançamento oficial em Portugal em Setembro próximo, mas
as encomendas vão começar a poder ser registadas já a partir
de Julho.
Concebido com base no Altea XL, o Freetrack exibe traços distintivos próprios,
como é o caso da moldura em plástico que envolve os pára-choques
sobredimensionados e as cavas das rodas; das novas jantes de 17 polegadas de
design exclusivo, incorporadas em pneus de maior dimensão; e da maior
altura da carroçaria (40 mm face à versão em que se baseia).
Para se aventurar fora do alcatrão, este Altea dispõe de uma transmissão
integral com um esquema tipo Haldex, já visto em outros modelos do Grupo
VW, como a Skoda Octavia 4X4 Scout. Em asfalto, este sistema transfere toda a
potência para o eixo dianteiro, reservando os restantes 50% de energia
para as rodas traseiras, quando as condições de aderência
se tornam mais precárias.
A potência é entregue por dois motores de 2,0 litros, um a gasolina
e outro Diesel. O primeiro é o TFSI de 200 cv, que permite alcançar
uma velocidade máxima de 214 km/h e cumpre os 0-100 km/h em 7,5 segundos,
consumindo 9,4 l/100 km em ciclo combinado. A versão Diesel recorre ao
2.0 TDI de 170 cv, que lhe permite atingir os 204 km/h de velocidade máxima
e despender 8,7 segundos nos 0-100 km/h, registando um consumo médio de
apenas 6,8 l/100 km.
No habitáculo, o Freetrack preserva a habitabilidade e funcionalidade
já conhecidas do Altea XL, incluindo a generosa bagageira de 593 litros
e os bancos traseiros deslizáveis em 16 cm. O ambiente interior também
não sofreu grandes alterações, mantendo-se o painel de instrumentos
e consola central.
A nota mais divergente que foi possível detectar passa pela decoração
bi-color patente, por exemplo, nos painéis das portas. Estes últimos
dispõem também de cortinas integradas.
Outro elemento exclusivo desta versão é o sistema multimédia
oferecido de série, que integra um ecrã TFT de 7" instalado
no tecto, ligação para leitores de DVD e mp3, consola de jogos
ou computador portátil. A lista de equipamento de série contempla
ainda itens como seis airbags, ESP, sensores de pressão dos pneus, ar
condicionado Climatronic bizona, sensores de luz e de chuva, cruise-control,
computador de bordo, sensores de estacionamento e rádio CD com mp3 e comandos
no volante.
O Altea Freetrack não tem preços definidos para Portugal, mas o
importador aponta para que a versão 2.0 TDI não fique longe
dos 36 mil euros.
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Peugeot 207
SW
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Opel Corsa GSi
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| Kia Picanto |
ESPAÇO ACRESCIDO
Outro modelo que efectuou a sua estreia mundial em Barcelona foi o Peugeot 207
SW, que iniciará a sua carreira comercial em Portugal em Julho próximo.
Esta carrinha beneficia do crescimento da carroçaria da nova geração
207, propondo um espaço interior acrescido face à sua antecessora.
Com 4156 mm de comprimento, mais 119 mm do que o 207 berlina, a SW oferece uma
bagageira com capacidade para 428 litros (mais 118 litros que a berlina), que
se elevam para 1433 litros com o rebatimento do banco traseiro. Para gerir este
espaço existem soluções práticas e funcionais, como é o
caso do banco traseiro rebatível em apenas um movimento, do óculo
traseiro com abertura independente e da chapeleira traseira divisível
em três secções.
Outro ponto positivo que foi possível observar neste modelo consiste no
bom acesso à bagageira, graças à reduzida altura do seu
piso em relação ao solo. A habitabilidade traseira é razoável,
mas não impressiona, pois um adulto de estatura média fica com
os joelhos quase encostados aos bancos da frente.
A gama nacional da SW não introduz grandes novidades ao que já é conhecido
da berlina, dispondo dos blocos de 1,4 litros de 75 e 95 cv, bem como dos turbodiesel
1.6 HDi de 90 e 110 cv. Específicas desta versão são
as afinações da suspensão e da direcção, que
foram adaptadas a esta configuração e ao seu peso acrescido.
A 207 SW deverá conhecer em breve uma nova versão orientada para
o lazer, baptizada Outdoor, que se distingue pelo design mais aventureiro e pela
maior altura ao solo.
APARÊNCIA RENOVADA
Demonstrando a sua crescente força no mercado espanhol, a Kia também
montou uma operação em larga escala no Salão de Barcelona,
ocupando praticamente um pavilhão inteiro, onde a grande estrela era a
estreia mundial da nova evolução do Picanto.
Com um design de formas mais arredondadas e orgânicas, a carroçaria
do Picanto cresceu 40 mm em comprimento, graças a uma frente mais pronunciada
(+30mm) e a um pára-choques traseiro mais robusto (+10mm). Todos os grupos ópticos
são novos e seguem o design mais curvilíneo da carroçaria.
Os espelhos também foram redesenhados, passando a integrar os "piscas".
O interior recebeu diversos melhoramentos, incluindo a adopção
de um volante de três braços redesenhado, de novos revestimentos
e esquemas de cores, de novas entradas de climatização e de um
novo painel de instrumentos, que adopta um esquema de luz semelhante ao estreado
pelo novo Cee'd.
Em termos mecânicos, a única novidade resume-se à introdução
da direcção assistida eléctrica nas versões a gasolina,
tal como já sucedia na variante Diesel. Por isso, na gama de motorizações,
mantêm-se em funções os motores a gasolina 1.0 de 62 cv e
1.1 de 65 cv, bem como o turbodiesel 1.1 CRDi de 75 cv.
O importador nacional da Kia espera iniciar as vendas do renovado Picanto no
mercado português em Novembro próximo, não apontando para
grandes oscilações ao nível da oferta de equipamento e preços,
face ao conhecido do modelo ainda em comercialzação.
DESPORTIVO ACESSÍVEL
O espaço da Opel em Barcelona acolheu também uma estreia mundial,
na forma do Corsa GSi. Esta nova versão desportiva é animada por
um motor turbo 1.6 com 150 cv, versão "simplificada" do bloco
de 192 cv que anima a variante Corsa OPC.
Oferecendo um binário máximo de 210 Nm, constante entre
as 1800 e as 5000 rpm, esta motorização permite ao Corsa GSi atingir
uma velocidade máxima de 210 km/h e cumprir os 0-100 km/h em 8,1 segundos.
O consumo anunciado situa-se nos 7,9 l/100 km em ciclo combinado. Para acentuar
a eficácia dinâmica, esta versão conta com direcção
eléctrica com assistência variável e com châssis desportivo
rebaixado (18 mm à frentre e 15 mm atrás), que incorpora, de série,
o sistema ESP.
No exterior, o GSi reclama a sua desportividade através dos spoilers dianteiros
e traseiros, do estabilizador aerodinâmico posterior, da ponteira de escape
desportiva e das jantes em liga de 17". O tratamento desportivo no interior
passa pelos bancos desportivos com apoio lateral reforçado e decoração
bicolor, pelo volante em couro com inserções a vermelho e pelos
pedais em alumínio.
A filial portuguesa da Opel estima que o novo Corsa GSi possa estar disponível
entre nós no último trimestre deste ano, sendo que as melhores
expectativas apontam para o final de Outubro como data provável de chegada
deste modelo ao nosso país.
FAMÍLIA ALARGADA
Tendo em conta a preferência dos consumidores espanhóis pelas berlinas
de três volumes e quatro portas, a Citroën elegeu, naturalmente, a
mostra catalã como palco para a estreia mundial da versão tricorpo
do C4. Produzida na Argentina, esta variante distingue-se pelas suas dimensões
mais generosas, dispondo de 4,77 metros de comprimento e de 2,71 metros de distância
entre eixos, o que garante uma habitabilidade acrescida para todos os passageiros,
especialmente para os que viajam no banco traseiro. A capacidade da bagageira
atinge os 513 litros, valor que leva a marca francesa a reclamar ser o melhor
desta classe.
Este sedan aproveita o mesmo esquema de suspensão do C4 e está disponível,
de série, com os sistemas ABS com EBD e EBA. O ESP é proposto como
opção consoante as versões e motorizações
disponíveis.
A gama europeia do C4 Sedan engloba dois motores a gasolina (1.6 de 110 cv e
2.0 de 143 cv), além do turbodiesel 1.6 HDI de 110 cv. Até ao
momento, Espanha é o único mercado europeu que confirmou o lançamento
deste C4, agendado para o último trimestre do ano. A marca ainda não
definiu se irá enriquecer a gama portuguesa com esta versão, mas é certo
que, se tal ocorrer, estará disponível apenas na variante Diesel. |
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