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O deficiente estado dos pneus é responsável por 1% da totalidade dos acidentes rodoviários no Mundo. Mas estes continuam a ser negligenciados pelos condutores. Pelo quarto ano consecutivo, a Michelin lança, em Portugal, uma campanha de revisão gratuita, disponível para todos os tipos e marcas de “calçado”...
Texto Jorge Flores Fotografia Michelin
JULHO 2010 |
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Se estabelecermos uma analogia entre sapatos e pneus, poderíamos afirmar que os automobilistas nacionais não olham muito para os pés dos seus veículos. Mesmo sabendo que estes são o único elo de ligação entre o automóvel e o solo, os hábitos de controlo da pressão e do estado dos pneus ainda não estão enraizados em Portugal.
Não é por culpa da Michelin que tal acontece. Pelo quarto ano consecutivo, o fabricante de pneus tem em curso (de 14 de Junho a 3 de Julho) uma campanha de revisão gratuita para os pneus de todas as dimensões e as marcas, nos centros da rede ViaLider. Desde 2007, a Michelin já fiscalizou em Portugal cerca de 68 mil veículos (um total de 280 mil pneus), esperando conseguir examinar outros 20 mil modelos na campanha deste ano.
SEGURANÇA E POUPANÇA
Segundo estudos efectuados pela Michelin, 1% do total dos acidentes está, de alguma forma, relacionado com o estado deficiente dos pneus, seja na forma de desgaste dos mesmos, ou da utilização de uma pressão incorrecta. Para se ter uma noção de como estes factores influenciam a segurança rodoviária, veja-se a diferença entre a distância de travagem de um pneu com a pressão correcta para outro mais... desleixado: se um indivíduo circular a 90 km/h, e tiver de travar bruscamente, caso tenha os pneus com uma pressão de 2,0 bar, levará 40 metros até conseguir imobilizar o veículo. Nas mesmas condições, mas com os pneus com 1,0 bar, o mesmo indivíduo levaria mais cinco metros até parar o veículo, o que, em muitos casos, poderá ser fatal.
Quem procurar razões económicas para cuidar dos seus pneus, também as encontrará. Um pneu com menos 1,0 bar provoca um aumento de resistência ao rolamento (devido à maior deformação dos flancos) e, como tal, sofrerá uma subida dos consumos de combustível na ordem dos 6%.
Ora, num consumo médio de 8,0 l/100 km, tal corresponderá a um acréscimo de 0,5 l/100 km. De acordo ainda com a Michelin, um pneu com -20% de pressão diminui o rendimento quilométrico em outros tantos 20%, o que reduzirá em 8000 quilómetros a vida útil de um pneu que tenha uma duração média de 40 mil quilómetros. Uma questão de fazer as contas... |
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