NOVOS | USADOS | ASSINAR REVISTA | PDA | Newsletter
DIRECTÓRIOConcessionários Oficiais | Stands | Centros de IPO | Financiamento | Links Úteis

 
   
 
 
 
 
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
XL > AutoMotor > Especial > Gestão de frotas
 
 
 
 


Joaquim Robalo de Almeida, secretário-geral da ARAC
O responsável máximo da Associação dos Industriais de Aluguer de Veículos sem Condutor (ARAC) acredita que as empresas nacionais estão a mudar de mentalidade e a recorrer, cada vez mais, ao Aluguer Operacionalde Viaturas para as suas frotas

AGOSTO 2006
 
"O AOV continuará a crescer em 2006"
AberturaEntrevista Compra, Leasing, Ald, Aluguer operacional...Escolha do AOV idealQuestões fiscais
OperadoresOperadores especializadosOperadores marcasComparativoSimulação ALD e Leasing- Bancos
Simulação AOV (Renting) - EspecializadosSimulação AOV, ALD e Leasing - MarcasDestinatários
Cartões de FrotaNovas Tecnologias
 
O negócio da gestão de frotas automóveis em Portugal “vai bem e aconselha-se”, apesar de a actual conjuntura económica nacional não ser a mais convidativa para a realização de grandes investimentos empresariais, e de “todos os sectores atravessarem um a crise”.

Quem o garante é Joaquim Robalo, secretário-geral da Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor (ARAC), que espera encerrar 2006 “com um crescimento na ordem dos dois dígitos”.

No ano transacto a subida traduziu-se em 14%, mas, este ano, “deverá ser menor”, reconhece. Uma expectativa, ainda assim, bastante optimista, e que muito deve ao contributo e evolução do Aluguer Operacional de Viaturas (AOV) no nosso país, como uma modalidade cada vez mais procurada em detrimento do Aluguer de Longa Duração (ALD), devido aos múltiplos serviços que este produto traz acoplados, libertando as empresas de preocupações com a sua frota para se dedicarem exclusivamente à sua área de actividade.

   
Segundo dados da ARAC, em 2005 a facturação das empresas de gestão de frotas nacionais alcançou os 528 milhões de euros, entre Janeiro e Dezembro, comparativamente com os 453 milhões de euros registados em 2004. Uma subida de 17%. “Prende-se, sobretudo, com a atractividade e juventude do produto em Portugal. Se ainda não atingimos uma fase de maturação do produto no nosso país, até lá, continuaremos a crescer”, sublinha Robalo de Almeida, que acredita estar a operar-se “uma mudança de mentalidade das pessoas relativamente ao automóvel”. E uma alteração do próprio conceito de propriedade aplicado ao automóvel...

O termo “propriedade”
“O automóvel é um bem de uso, um bem de consumo duradouro”, afirma Robalo de Almeida, mas nunca “um bem de investimento. E explica: “se alguém pensa que, ao vender um automóvel, vai realizar o valor da compra está muito enganado – desde o dia em que o compramos até ao dia em que o vendemos, se formos para o conceito de propriedade, está sempre a desvalorizar. E com desvalorizações muito altas”, reforça.

Por outro lado, a propriedade acarreta, na opinião do nosso interlocutor, uma série de outros problemas, como seja a venda futura do veículo enquanto usado; o pagamento do seguro; as manutenções e reparações; e a viatura de substituição em caso de avaria ou acidente.

“Há toda uma panóplia de problemas inerentes à propriedade em que, geralmente, as pessoas, quando compram um carro, não pensam. No caso do AOV, o cliente pensa apenas que tem de pagar uma determinada renda pela utilização do veículo. Renda essa que tem em conta todos esses factores.

O SECTOR EM NÚMEROS

1 é o número de viaturas a partir do qual a ARAC considera ser vantajoso o AOV
528 milhões de euros foi a facturação das empresas de gestão de frotas em 2005
760 milhões de euros foi a facturação das empresas que operam em ALD no ano passado
5000 é o número de viaturas que cada uma dascinco maiores empresas gere actualmente
80 000 é o número de viaturas vendidas em Portugal destinadas a contratos de ALD
99 580 é o número de contratos de algum sistema de ALD assinados em 2005
134 000 é o número de veículos actualmente objecto de contratos de ALD

Se pararmos para fazer as contas, vamos verificar que o AOV é um produto mais atractivo do que a compra da viatura”, assegura. Porquê? “Não há grandes milagres! É lógico que as empresas de AOV têm melhores condições de aquisição das viaturas porque as compram em blocos; têm melhores negociações nos seguros, melhores negociações e relacionamento com as oficinas... Digamos que há aqui toda uma compra em escala, que depois é transferida para o cliente.

Obviamente que as empresas de gestão de frotas estão aqui para ganhar dinheiro, mas aquilo que o cliente consegue através de um contrato de AOV, somando todos aqueles detalhes, e tendo em consideração um “X” número de quilómetros que andará, será sempre vantajoso”...

Menos benéfico será este produto para aqueles clientes que gostem de ter o veículo estacionado à porta: “É o tipo de cliente que mais perde, porque não rentabiliza a viatura. Esse cliente, que apenas utiliza o veículo para ir de férias, ou para percursos muito limitados, é um cliente típico de rent-a-car. Nem sequer é cliente de AOV, porque não lhe dá utilização”, garante a mesma fonte.

   
A Explosão recente do Aov
Talvez por ser um produto ainda jovem, o AOV é disponibilizado por muitas empresas sob o nome de “Renting”. Qual a designação correcta? Ambas. “Em termos jurídicos legais, o que existe em Portugal é o Aluguer de Automóveis sem Condutor. O resto são slogans publicitários. Há quem lhe chame renting e quem lhe atribua ainda outros nomes. E há quem fale em Aluguer Operacional de Viaturas. Quer dizer que o renting não é operacional?”, ironiza Robalo de Almeida.

Em Portugal, o AOV (ou renting…) já existe desde 1984, tendo tido como pioneiras empresas como a Ibercar, a A. Castanheira e a Iberent – que ainda hoje operam no mercado. Mas a grande explosão do produto apenas ocorreria mais tarde, com o aparecimento das grandes multinacionais no território lusitano.

“Quando chegaram a Portugal empresas como a IBM e os grandes laboratórios farmacêuticos trouxeram uma nova postura: ‘Não queremos comprar nada, apenas queremos alugar’ – era a estratégia delas. E foi aí que as empresas vocacionadas (cujo core business é o rent-a-car) passaram a desenvolver este novo produto”, diz. O AOV, presente no mercado desde 1980, conhece, contudo, o seu grande desenvolvimento, “a partir da segunda metade da década de noventa, com a entrada das entidades financeiras no negócio. Até então, o boom fora do ALD, que desde a década de oitenta até 1995, 1996, dominava praticamente sozinho o mercado”, recorda o secretário-geral da ARAC.

Hoje, os produtos concorrem uns com os outros: “Costumo sempre dizer: que ganhe o melhor! O que o cliente considerar mais vantajoso. E encontramos, muitas vezes, na mesma entidade, a venda dos vários produtos. Se escolhe o ALD é porque entende que tem mais vantagens. Se opta pelo Leasing é porque procura outros benefícios. Se escolhe o AOV é porque considera que é a melhor solução”, adianta.

PORQUÊ COMPRAR UMA VACA?

Uma das questões que se coloca muitas vezes a uma empresa que pretende contratar uma gestora de frotas é a seguinte: a partir de que número de viaturas é que será vantajoso tal contratação deste serviço? Joaquim Robalo de Almeida não tem dúvidas de que, para o cliente, um veículo já basta para que seja benéfico o AOV. “É francamente vantajoso. E é por isso mesmo que também os particulares recorrem, cada vez mais, a contratos de AOV para a aquisição dos seus automóveis”, afirma, recordando, de seguida, a frase de uma campanha publicitária que resume, na perfeição, aquela que é a principal vantagem do AOV sobre a compra de um automóvel: “Se você apenas precisa de um pacote de leite, porquê comprar uma vaca? Se eu apenas preciso da utilização do carro, para que é que vou comprá-lo?”, interroga-se...
 
 
 
 
 

Anunciar on-line | Assinaturas | Classificados | Emprego | Contactos | Directórios | Fóruns | Notícias por RSS | Promoções
Serviços Móveis | ADSL.XL | Alojamento | Kuantokusta.XL | Jogos | Horóscopo | Tempo

Copyright ©. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina.
Consulte as condições legais de utilização.