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XL > AutoMotor > Especial > Gestão de frotas
 
 
 
 
São várias as opções para a aquisição de uma frota, mas as empresas dividem-se entre o ALD e o AOV. Já os especialistas não têm dúvidas de que o último será o primeiro do sector...

AGOSTO 2006
 
A MELHOR FORMA DE AQUISIÇÃO DE UMA FROTA
AberturaEntrevista Compra, Leasing, Ald, Aluguer operacional...Escolha do AOV idealQuestões fiscais
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Cartões de FrotaNovas Tecnologias
 
Quando não existe senão uma opção, as decisões são muito mais simples de tomar. Mais complicadas são as matemáticas quando existe uma panóplia de produtos concorrentes no mercado, servindo todos eles o propósito de assegurar a mobilidade de uma empresa.
Por este motivo, no momento em que uma empresa se prepara para adquirir uma frota automóvel, uma das maiores dores de cabeça da administração será optar por umas das muitas soluções existentes, se excluirmos, para o efeito, a possibilidade (quase residual) de o fazerem recorrendo a fundos próprios. São elas: Aluguer de Longa Duração (ALD), Leasing e Aluguer Operacional de Viaturas (AOV), também designado por Renting.


AOV apanha ALD
Se a base da decisão assentasse em motivos meramente históricos, então, o ALD seria, sem dúvida, a escolha principal das empresas. Até porque já assim foi. Durante a década de 1980, o ALD foi um sistema que operou praticamente sozinho no mercado.

   
Acontece que os tempos estão claramente a mudar. Como garante Joaquim Robalo de Almeida, secretário--geral da Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor (ARAC), “cada vez mais, a tendência aponta para o AOV, até devido à oferta que privilegia este produto”. O Aluguer de Automóveis sem Condutor em Portugal representa actualmente, segundo assegura, “entre 50 a 60% dos veículos novos vendidos. Desses, cerca de 20 a 25% são para o rent-a-car (Aluguer de Curta Duração). E, neste momento, perto de 20% são AOV, representando o ALD outros 20%”, afirma ainda o mesmo responsável.

Estaremos diante de um empate técnico? Porventura. Mas também pontual. É que, no desenrolar dos últimos anos, o AOV tem recuperado muito terreno relativamente ao ALD, atendendo sobretudo ao facto de ter menos de uma década de operacionalidade, através de empresas profissionais, no nosso país.

Joaquim Gonçalves, director comercial da Finlog, avança com outra explicação para esta viragem, considerando que as empresas do sector de aluguer de longa duração foram forçadas a operar no AOV desde que a antiga ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite alterou a legislação e o ALD passou a estar tutelado pelo Banco de Portugal. “A partir desse momento, os contratos de ALD passaram a estar sobre o controlo dos bancos, pois estes podem ser tutelados. Tanto o Leasing como o ALD implicam um capital social de grande volume e uma estrutura e organização bancária”, explica o nosso interlocutor.

Mais oferta, mais procura?
Uma prospecção efectuada junto do mercado das principais empresas gestoras de frotas nacionais permite concluir facilmente que o AOV é hoje o produto privilegiado nas suas carteiras – sendo que a sua maioria não disponibiliza tão-pouco outro tipo de sistemas.

Será, então, uma questão de quanto maior a oferta, maior a procura? Talvez. Embora o raciocínio inverso também tenha a sua lógica, dados os muitos benefícios para as empresas (e particulares) que os vários especialistas do sector encontram nos contratos de AOV. A explicação mais recorrente prende-se com a eliminação de riscos desnecessários para a empresa, nomeadamente para aquelas cujo core business em nada se relaciona com o ramo automóvel – transformando em custos fixos, através de uma renda imutável, os tradicionais custos variáveis e imprevisíveis, como os pagamentos de serviços, reparações, seguros, manutenções, viaturas de substituição, entre outros.

Custos esses que, uma vez definidos logo no acto da assinatura do contrato de AOV, permitem às empresas orçamentar as suas despesas a longo prazo, sem o perigo de verem as suas contas resvalar. Algo que as empresas mais tradicionais, e as que recorrem ao ALD, Leasing ou crédito, não conseguem antecipar, por desconhecerem quanto terão de gastar neste tipo de serviços com as suas frotas. Segundo estudos da ARAC, tanto as grandes empresas como as PME estão a “terceirizar” as suas frotas, a fim de reduzir os custos e melhorar a qualidade da sua própria actividade devido a esta gestão externa.

Perfil de quem escolhe
Será possível definir um perfil de quem recorre a um e a outro produto? “O particular que vise ficar com o carro no final do contrato geralmente opta por um contrato financeiro de ALD ou Leasing. Um ALD com promessa de compra e venda ou um Leasing com opção de compra.

O cliente que apenas quer a utilização da viatura vai, maioritariamente, para o sistema AOV. A quota dos clientes de AOV é de cerca de 90% de empresas, 6% de profissionais liberais e 4% de particulares”, afirma Joaquim Robalo de Almeida.

Ou seja, o grosso da coluna do AOV são as empresas, enquanto que, no caso do ALD, a faixa maior “tenderá a ser para os particulares, embora ainda haja muitas empresas a procurar este produto”, adianta o secretário-geral da ARAC.

“Quanto ao Leasing, o que vejo são sobretudo empresas que também não querem investir capital à cabeça, mas querem ser elas a fazer a gestão da sua frota. Por isso, optam pelo Leasing, que é um dos produtos, em termos fiscais e contabilísticos, em tudo idênticos à compra com capitais próprios”, sublinha a mesma fonte.

Leasing residual...
Podemos, ainda assim, concluir que o Leasing tem um papel secundário no que se refere à aquisição de frotas. “Não tem a mesma preponderância no sector automóvel do que os outros dois produtos. O Leasing é um produto em crescimento, mas mais em termos de veículos pesados, uma vez que a legislação não nos permite o aluguer sem condutor de veículos de mais de seis toneladas”, refere Joaquim Robalo de Almeida, acrescentando: “Nestas situações, o transportador só tem duas hipóteses viáveis: ou adquirir as frotas em Leasing ou através de capitais próprios”.

Estatísticas da ARAC
NÚMEROS PROVAM CRESCIMENTO DO AOV

As opiniões favoráveis ao AOV dos especialistas do sector confirmam-se com as estatísticas facultadas pelo gabinete de estudos da ARAC. Observando os números referentes a 2005, verifica-se que o AOV obteve um crescimento assinalável, num ano caracterizado por um cenário económico amplamente desfavorável em Portugal.

Assim, em Dezembro do ano passado, o AOV alcançou as 99 580 unidades de veículos em frota, face às 80 738 registadas em igual período do ano anterior, o que representa um crescimento de 23%. Quanto ao total nacional, os valores registados em Dezembro de 2005 e Dezembro de 2004 foram, respectivamente, de 113 580 e 93 739 veículos.

Por seu turno, as aquisições de viaturas novas para o exercício de AOV obtiveram no ano passado um total de 40 687 veículos, representando uma subida de 25% em relação a 2004 – divididos em 14% de veículos de passageiros e 18% de comerciais ligeiros.

O ano de 2006 deverá manter a mesma inclinação positiva. A ARAC acredita que o crescimento “não será inferior aos dois dígitos”. O que corresponderá a 120 mil unidades, prevendo que o total nacional atinja as 135 mil unidades.

útil, a continuação desta longa história que começa nestas páginas e acabará na barra do tribunal...
 
 
 
 
 

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