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| XL > AutoMotor > Comparativos > Honda Accord 2.2 i-DTEC Executive Advance vs Mazda6 2.0 MZR-CD Sport vs VW Passat 2.0 TDI Highline |
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A Honda tem confiança absoluta no novo Accord. Afinal, o caso não é para menos. Apurado na forma, melhorado na função e dotado de um nível de segurança exemplar, é, sem dúvida, das melhores propostas da classe. A versão 2.2 i-DTEC desafiou os Mazda6 2.0 MZR-CD e VW Passat 2.0 TDI
Por Bruno Castanheira Fotos Miguel Ângelo Silva
AGOSTO 2008 |
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Ao segmento dos familiares médios chegou uma nova proposta: o Honda Accord. Disponível, para já, apenas com carroçaria de quatro portas (a carrinha chegará em Setembro), disponibiliza três motorizações, quatro níveis de equipamento e dois tipos de transmissão.
Uma das versões comercialmente mais apelativas é a 2.2 i-DTEC Executive Advance. Para avaliar o que vale, comparámo-la com Mazda6 2.0 MZR-CD Sport e VW Passat 2.0 TDI Highline. Os concorrentes ideais, diríamos. É que o novo Accord não só partilha com o Mazda6 o ar hi-tech como assume o posicionamento quase premium do Passat...
Estética, construção, segurança
Apesar de mais actual e melhor elaborado do que o seu antecessor, o novo Honda Accord aposta, contudo, numa espécie de evolução na continuidade no que ao design diz respeito. Embora o visual tenha sido alvo de actualização, a verdade é que não existem grandes diferenças face ao modelo da anterior geração.
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| Com uma segurança inigualável, o novo Accord é mais envolvente do que aquilo que a sua aparência deixa transparecer |
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Se estivéssemos a falar da carrinha, o caso seria diferente. Mas não estamos. Por isso, o novo Accord não conseguiu a nota mais alta neste domínio, tendo, inclusivamente, conquistado o mesmo número de pontos dos Mazda6 e VW Passat. Além do recorte dos grupos ópticos e da grelha de generosas dimensões, destacamos as jantes de 17” com cinco raios, os retrovisores com os “piscas” integrados e os acabamentos cromados. No óculo traseiro, é visível o lettering i-DTEC.
Quanto aos Mazda6 e Passat, ambos agradam visualmente, embora cada um à sua maneira. Enquanto o Mazda exibe um aspecto mais hi-tech, fruto do recente restyling de que foi alvo (as jantes de 18” com dez raios, os grupos ópticos esguios e as molduras dos vidros cromadas resultam muito bem), o VW caracteriza-se pela sua postura mais aburguesada (as jantes de 17” “Le Mans” com dez raios, a imponente grelha cromada e os volumosos grupos ópticos assim o definem).
Dotados de plásticos mais agradáveis ao toque e tabliers mais macios, Accord e Passat são mais convincentes do que Mazda6 no domínio da construção. Embora o Honda exiba um som menos abafado quando se fecham as portas comparativamente ao VW, ambos se situam no mesmo patamar, ou seja, um degrau acima do Mazda. Acabamentos defeituosos não se veêm, montagens com falhas não existem e materiais de segunda escolha não fizeram parte do caderno de encargos da Honda e da VW.
O Mazda só não conquistou o mesmo número de pontos dos seus rivais nesta matéria devido à existência de alguns plásticos sofríveis e ao facto de o tablier ter uma zona central menos almofadada.
Na questão da segurança, não há dúvida: o melhor é o Accord. Embora não inclua trancamento automático de portas e airbags laterais traseiros (dispositivos presentes apenas no Passat), o Honda, graças ao seu sistema avançado de assistência à condução (ADAS), inclui, para além das soluções mais comuns – como seis airbags, encostos de cabeça activos e controlo de estabilidade –, três dispositivos que fazem toda a diferença: cruise-control adaptativo (ACC); assistência à manutenção na faixa de rodagem (LKAS); travagem atenuante de colisões (CMBS).
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| A imbatível relação preço/equipamento do Mazda6 é, sem dúvida, o seu grande argumento, ao qual se junta a dinâmica |
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Enquanto que o ACC mantém a distância de segurança em relação ao veículo que circula à frente (inclui memória de velocidade), o LKS permite que o veículo não se desvie da faixa de rodagem (funciona desde que o condutor tenha as mãos no volante).
Quanto ao CMBS (desligável, tal como o controlo de estabilidade, através de um botão), monitoriza constantemente a distância em relação ao veículo que circula à frente, actuando em conformidade com uma eminente situação de colisão: emite um sinal sonoro que aconselha a travar; elimina a folga existente no cinto do condutor se essa travagem não tiver sido iniciada; no limite, fixa o cinto ao corpo do condutor e desencadeia uma travagem de emergência. E ainda existe a assistência à estabilidade do atrelado (TSA), que os seus concorrentes não anunciam ter...
Em segundo lugar no domínio da segurança posiciona-se o Passat e, em terceiro, o Mazda6. Ao contrário do VW, o Mazda não inclui trancamento automático de portas nem airbags laterais traseiros. De resto, os itens são comuns aos dois: seis airbags; cintos dianteiros com pré-tensores e regulação em altura; airbag desligável; fixações Isofix; avisadores da não colocação de todos os cintos; ABS com EBD+EBA; e controlo de estabilidade (desligável em ambos).
Conforto, habitáculo, equipamento
Equipados com suspensões mais firmes (o Mazda vai mais longe, ao incluir, também, jantes de 18”), os menos agradáveis em termos de conforto são Mazda6 e Passat. Sempre que existem desníveis de terreno as oscilações incómodas são evidentes e as vibrações estão presentes em número superior. Como sempre, o corpo é que paga...
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Enquanto se aguarda pela chegada do motor common-rail, o Passat continua
a fazer uso do motor injector/bomba |
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Mais confortável é, sem dúvida, o Accord. Embora monte jantes de 17” e os bancos não sejam do mais macio que existe, a verdade é que a sua suspensão é a mais compatível com as irregularidades do piso.
Na análise ao habitáculo e mala verifica-se um empate entre os três. Embora a mala do Mazda6 seja ligeiramente maior, o espaço interior é semelhante nos três, tal como a arrumação e os detalhes funcionais que caracterizam as propostas do segmento médio.
Se nos virarmos para o design, chegamos à conclusão de que o interior do Mazda é o mais apelativo. Não só tem uma orientação mais desportiva, como é, também, melhor elaborado. Já o Accord aposta num ambiente mais discreto apesar de, aqui e acolá, exibir um toque hi-tech, ao passo que o Passat é praticamente igual a qualquer outro VW.
Na disputa pelo equipamento de série mais completo, o primeiro lugar é ocupado, ex-aequo, por Mazda6 e Passat. Não dispõem dos mesmos itens, mas equivalem-se. Enunciemos, então, as diferenças entre eles: enquanto o Mazda tem bancos dianteiros com regulação eléctrica (no VW apenas o do condutor é eléctrico), sistema de som Bose, entrada auxiliar para acessórios mp3 e tecto de abrir eléctrico, o VW contrapõe esses argumentos com travão de estacionamento electrónico, banco do passageiro com regulação lombar, alarme, retrovisores exteriores electrocromáticos, tomada de 230 Volt, rede na mala e cortinas nas janelas laterais traseiras e no óculo posterior.
Em último, posiciona-se o Honda. A sua lista é apelativa, mas bem menos completa do que a dos seus rivais.
Posto de condução, comportamento
Dotados de volantes, de três braços, bem posicionados, bancos com eficaz apoio lateral e lombar, pedais e alavancas da caixa correctamente localizados e comandos secundários distribuídos de forma ergonómica, Accord, Mazda6 e Passat oferecem um posto de condução muito bom. O volante com a melhor pega é o do Honda, devido, essencialmente, à sua espessura, mas em qualquer destes familiares o condutor tem todas as condições para desempenhar com mestria a sua tarefa. À visibilidade não há críticas a apontar.
Em termos dinâmicos, e apesar da maior firmeza evidenciada por Mazda6 e Passat, todos se equivalem. Conduzi--los é, de facto, um prazer. Apesar disso, gostámos menos do comando da caixa do Mazda, por ser mais duro e menos preciso do que o desejável.
De resto, as direcções têm uma assistência correcta, os travões resistem relativamente bem à fadiga e oferecem boa sensibilidade, as carroçarias exibem um reduzido rolamento e as velocidades de passagem em curva até conseguem ser surpreendentes para modelos com mais de 4,7 metros de comprimento e mais de 1400 kg de peso. Equipados, os três, com controlo de estabilidade desligável (VSA no Honda; DSC no Mazda; ESP no VW), todos se pautam pela agilidade e eficácia e todos transmitem uma grande dose de confiança a quem vai sentado atrás do volante.
Apesar de diferentes, os pneus dos três convencem: Bridgestone Turanza ER370, de medida 225/50R17, no Accord; Dunlop SP Sport 2050, de medida 225/45R18, no Mazda6; Pirelli PZero Rosso, de medida 235/45R17, no Passat.
Performances e consumos
Equipados todos com motores turbodiesel com potências elevadas (o VW utiliza, ainda, o sistema injector/bomba, uma vez que estão a chegar os novos motores common-rail estreados no Tiguan), Accord, Mazda6 e Passat oferecem performances de bom nível. O motor do Accord, que se designa, agora, i-DTEC, e não i-CTDi, por tratar-se da segunda geração do motor Diesel da Honda, tem mais cilindrada, mais potência e mais binário.
Apesar disso, não conseguiu superiorizar-se ao motor 2.0 TDI do VW no que às performances diz respeito. Ambos se destacam do motor do Mazda por alcançarem reprises mais céleres, merecendo, por isso, nota mais elevada neste domínio. O Mazda é explorado, também, através de uma caixa manual de seis velocidades, mas a resposta menos fulgurante do motor nas recuperações é acompanhada por relações de caixa ligeiramente mais longas a partir da terceira velocidade. Em termos de sonoridade, gostámos mais dos Accord e Mazda6, por serem ligeiramente menos ruidosos do que o Passat.
Nos consumos, regista-se uma igualdade pontual, justificada pela proximidade das médias ponderadas: 6,9 l/100 km no Mazda; 7,2 l/100 km no Honda; 7,5 l/100 km no VW.
Conclusão
Por apenas um ponto de vantagem sobre o recém-chegado Honda Accord 2.2 i-DTEC Executive Advance, e dois sobre o VW Passat 2.0 TDI Highline, o Mazda6 2.0 MZR-CD Sport vence este comparativo. Embora pudesse ser melhor nos domínios da construção e do conforto, a sua imbatível relação preço/equipamento faz toda a diferença: face a Accord e Passat, o Mazda6 custa menos 7016 euros do que o primeiro e menos 6942 euros do que o segundo. É obra...
Em segundo lugar, posiciona-se o Honda. É, sem dúvida, um excelente produto, mas a frieza dos números ditou que a vantagem conseguida na área da segurança fosse atenuada pelo preço mais elevado a que o novo Accord é comercializado face ao Mazda6.
Em último, surge o VW. Embora seja o modelo mais veterano dos aqui presentes, continua a exibir uma imagem que dispensa apresentações e tem seduzido legiões de fãs. Não é acessível, mas é bem construído q.b. e está bem equipado. Apesar de os números poderem indiciar o contrário, a verdade é que o novo Accord está mais próximo do Passat do que do Mazda6. Pelo seu posicionamento e, sobretudo, pelas qualidades intrínsecas do produto. É curioso...
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