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XL > AutoMotor > Especial > Gestão de frotas
 
 
 
 

SETEMBRO 2007
 
Futuro assegurado
 
Um ano passou sobre a primeira edição especial exclusivamente dedicada ao tema da Gestão de Frotas realizada pela AutoMotor. Neste espaço de tempo, algumas coisas se alteraram no panorama automobilístico português que levam a que este seja um assunto cada vez mais na ordem do dia. E é também por isso que aqui estamos de novo, com o intuito de que esta possa ser uma ferramenta interessante, um auxiliar útil para todos aqueles que tenham de tomar decisões nesta matéria, em termos individuais ou enquanto responsáveis por uma frota, tanto própria como alheia.

Indubitavelmente, a modificação mais relevante introduzida neste sector nos últimos tempos foi a reforma operada pelo Governo em termos de fiscalidade automóvel. Com a chegada do Imposto Sobre Veículos (ISV) e do Imposto Único de Circulação (IUC), teve fim a vigência do tão famigerado Imposto Automóvel (IA) e de uma série de outros impostos “acessórios”. Em teoria, e à partida, uma boa notícia. Mas como nem tudo o que parece é, um olhar mais atento às novas regras permite facilmente concluir que, por via destas, o que, a prazo, o Estado acabou por conseguir, à “boleia” do argumento “ambiental”, foi garantir um superior nível de receita para o erário público. Possuir um automóvel em Portugal passou, assim, a ser mais caro – e o diferencial será tanto maior quanto mais tempo o veículo ficar na posse de quem o comprou.

Não esquecendo algumas dúvidas que só o tempo permitirá esclarecer, de entre as quais as duas mais significativas serão: como irá reagir o mercado de usados a todas estas modificações, e quanto tempo demorarão as coisas a clarificar-se e a estabilizar? Que decisão final será tomada relativamente à dupla tributação (incidência de IVA sobre o ISV), considerada contrária às regras comunitárias pela Comissão Europeia, e que implicações terá a dita decisão no comportamento do mercado?

Perante isto, a gestão de frotas, genericamente, e o Aluguer Operacional de Viaturas, em particular, enquanto produto cada vez mais implantado em Portugal, e com crescente preponderância nas vendas de determinadas classes de veículos, têm à sua frente novos e difíceis, mas nem por isso menos estimulantes, desafios. De cuja resposta poderá depender, em boa parte, a adesão de novos sectores da sociedade aos serviços por si propostos, nomeadamente os particulares, que aqui têm cada vez mais uma solução interessante, quando não sob uma perspectiva estritamente economicista, pelo menos no que respeita ao conforto de utilização de uma viatura, que, não lhes pertencendo, permite dispensar a maioria, se não mesmo a totalidade, dos riscos inerentes à compra, usufruto e revenda de um automóvel.

É certo que ainda há um longo caminho a percorrer neste domínio. Quase tão difícil como mudar mentalidades é o português médio ter disponibilidade financeira para optar por este tipo de solução em detrimento da tradicional compra, passando a valorizar mais o usufruto da sua viatura do que, propriamente, a sua posse – ou não fosse a nossa economia o que é. Mas o caminho já começou a ser desbravado, e não parece haver quem duvide de que este é o trilho a seguir num futuro mais ou menos próximo.
 
 
 
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