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XL > AutoMotor > Ensaio > RENAULT SCÉNIC 1.5 dCi DYNAMIQUE S
 
 
 
Confortável, espaçoso, versátil, elegante, bem construído e possuidor de uma boa relação preço/equipamento. O novo Renault Scénic é, realmente, um monovolume compacto difícil de igualar. Tirando as prestações sofríveis do motor 1.5 dCi de 110 cv, não encontrámos, tal como aconteceu quando ensaiámos o Grand Scénic, mais nenhum ponto contra neste modelo...

Texto Bruno Castanheira Fotografia Miguel Ângelo Silva
OUTUBRO 2009
 
Difícil de igualar
Ficha TécnicaAs nossas mediçõesPontuaçãoA favor/contra
 

A referência entre os monovolumes compactos, o Renault Scénic, já se encontra disponível no nosso país. Lançado depois do Grand Scénic (este último dotado de sete lugares e de um design que o demarca claramente da variante mais curta, pelo simples facto de o público-alvo ser diferente), promete, ainda que a actual conjectura económica não seja a mais favorável, aumentar o sucesso face ao do modelo da anterior geração. Argumentos para tal não lhe faltam. Mais elegante, mais arrojado e tecnologicamente mais sofisticado, o Scénic da terceira geração tem na versão 1.5 dCi Dynamique S de 110 cv uma das comercialmente mais apetecíveis da gama. Não é a melhor, mas é a mais expressiva.

Forma apurada
Nesta nova geração, e ao contrário do que se verificava com o seu antecessor, o Scénic distingue-se claramente do Grand Scénic no que ao estilo diz respeito. A filosofia de design é a mesma, mas os pormenores não.

No Scénic, as entradas de ar dianteiras são específicas e os grupos ópticos traseiros obedecem ao mesmo efeito boomerang da variante mais comprida, mas ocupam uma posição inversa face aos do Grand Scénic. Se tivéssemos de eleger o mais apelativo dos dois, a nossa escolha recairia categoricamente sobre o Scénic. Por ser o mais compacto, o menos “desajeitado” e o que mais agrada à vista. Mesmo havendo quem diga que o novo Scénic ganhou um ar demasiado japonês na traseira devido ao facto de os farolins serem transparentes...


 
Espaço, versatilidade e arrumação são apenas alguns trunfos do habitáculo. O design é agradável. Quanto ao motor 1.5 dCi de 110 cv, convence mais pelos consumos do que pelas performances

Mais moderno e tecnologicamente mais evoluído, o habitáculo é um verdadeiro ex-líbris em termos de espaço, versatilidade e arrumação. Já o era na anterior geração, aliás. Amplas bolsas nas portas; porta-luvas de dimensões generosas; mesas e bolsas nas costas dos bancos dianteiros; alçapões na plataforma; tomadas de 12 Volt; gavetas sob todos os bancos; e bancos traseiros rebatíveis e deslizáveis – eis alguns dos mimos com os quais este Renault brinda os seus ocupantes. Espaço é o que também não falta, albergando cinco adultos e oferecendo um bom volume para a bagageira, que tem um acesso óptimo.

Ao posto de condução correcto (o volante, de três braços, tem uma pega agradável e o banco proporciona um eficaz suporte lateral) junta-se uma qualidade de construção muito boa (o revestimento almofadado do tablier assim o define) e um nível de equipamento que oferece, além de tudo o que faz falta, cruise-control; navegação Carminat TomTom; travão de estacionamento automático; espelho que permite observar o comportamento das crianças nos lugares posteriores; e painel de instrumentos digital (cujo novo grafismo e cor seleccionada revelam um extremo bom gosto). O botão para ligar/desligar o motor e a ranhura existente para o cartão (não  precisa de lá estar inserido para o veículo trabalhar) são duas soluções típicas da Renault.


Os grupos ópticos traseiros obedecem ao mesmo efeito boomerang do Grand Scénic, mas ocupam uma posição invertida. As opcionais jantes de 17” resultam muito bem
   

Conforto primeiro
Ainda que a facilidade de condução, os consumos reduzidos e as performances sofríveis sejam características da versão 1.5 dCi de 110 cv do Scénic, o conforto é o principal argumento deste monovolume compacto no que à dinâmica diz respeito. Nem mesmo as opcionais jantes de 17” (290 euros) prejudicam o bom trabalho da suspensão.

Seguro e preciso q.b., conduzir este Renault é, não só bastante fácil, como, também, deveras agradável. Claro que a envolvência não é praticamente nenhuma, mas também não é este o propósito deste tipo de veículo. Ainda assim, a direcção tem uma assistência correcta, os travões são competentes e o comando da caixa é uma suavidade. O rolamento da carroçaria em curva está presente, tal como o controlo de estabilidade, que apenas permite desactivar a parte da tracção.

O motor 1.5 dCi de 110 cv, um dos contributos que permite que este modelo seja comercializado sob a assinatura Eco2, não é muito ruidoso, agradando, sobretudo, pelos consumos reduzidos que proporciona. De acordo com a média ponderada aos 100 km por nós medida, com apenas um depósito podem ser percorridos mais de... 1000 km!

Já no que toca às performances, o cenário é pouco favorável. No entanto, as acelerações são mais convincentes do que as reprises. Se as performances não constituem motivo de orgulho quando se trata de deslocar apenas o peso deste modelo (1385 kg) mais 75 kg de peso do condutor, agora imagine-se com ­cinco pessoas e respectiva bagagem...

Com preços que se iniciam (sem despesas) nos 24 100 euros do 1.4 TCe de 130 cv Dynamique S e terminam nos 41 350 euros do 2.0 dCi de 150 cv Luxe automático, o novo Scénic continua a ser a referência entre os monovolumes compactos. Até porque a Renault pode não ter sido a pioneira nesta categoria de veículos na Europa (ao contrário do que aconteceu em 1984 com a Espace), mas é a que melhor sabe fazê-los.

 
 
 
 
 

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