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A referência entre os monovolumes compactos, o Renault Scénic, já se encontra disponível no nosso país. Lançado depois do Grand Scénic (este último dotado de sete lugares e de um design que o demarca claramente da variante mais curta, pelo simples facto de o público-alvo ser diferente), promete, ainda que a actual conjectura económica não seja a mais favorável, aumentar o sucesso face ao do modelo da anterior geração. Argumentos para tal não lhe faltam. Mais elegante, mais arrojado e tecnologicamente mais sofisticado, o Scénic da terceira geração tem na versão 1.5 dCi Dynamique S de 110 cv uma das comercialmente mais apetecíveis da gama. Não é a melhor, mas é a mais expressiva.
Forma apurada
Nesta nova geração, e ao contrário do que se verificava com o seu antecessor, o Scénic distingue-se claramente do Grand Scénic no que ao estilo diz respeito. A filosofia de design é a mesma, mas os pormenores não.
No Scénic, as entradas de ar dianteiras são específicas e os grupos ópticos traseiros obedecem ao mesmo efeito boomerang da variante mais comprida, mas ocupam uma posição inversa face aos do Grand Scénic. Se tivéssemos de eleger o mais apelativo dos dois, a nossa escolha recairia categoricamente sobre o Scénic. Por ser o mais compacto, o menos “desajeitado” e o que mais agrada à vista. Mesmo havendo quem diga que o novo Scénic ganhou um ar demasiado japonês na traseira devido ao facto de os farolins serem transparentes...
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| Espaço, versatilidade e arrumação são apenas alguns trunfos do habitáculo. O design é agradável. Quanto ao motor 1.5 dCi de 110 cv, convence mais pelos consumos do que pelas performances |
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Mais moderno e tecnologicamente mais evoluído, o habitáculo é um verdadeiro ex-líbris em termos de espaço, versatilidade e arrumação. Já o era na anterior geração, aliás. Amplas bolsas nas portas; porta-luvas de dimensões generosas; mesas e bolsas nas costas dos bancos dianteiros; alçapões na plataforma; tomadas de 12 Volt; gavetas sob todos os bancos; e bancos traseiros rebatíveis e deslizáveis – eis alguns dos mimos com os quais este Renault brinda os seus ocupantes. Espaço é o que também não falta, albergando cinco adultos e oferecendo um bom volume para a bagageira, que tem um acesso óptimo.
Ao posto de condução correcto (o volante, de três braços, tem uma pega agradável e o banco proporciona um eficaz suporte lateral) junta-se uma qualidade de construção muito boa (o revestimento almofadado do tablier assim o define) e um nível de equipamento que oferece, além de tudo o que faz falta, cruise-control; navegação Carminat TomTom; travão de estacionamento automático; espelho que permite observar o comportamento das crianças nos lugares posteriores; e painel de instrumentos digital (cujo novo grafismo e cor seleccionada revelam um extremo bom gosto). O botão para ligar/desligar o motor e a ranhura existente para o cartão (não precisa de lá estar inserido para o veículo trabalhar) são duas soluções típicas da Renault.
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| Os grupos ópticos traseiros obedecem ao mesmo efeito boomerang do Grand Scénic, mas ocupam uma posição invertida. As opcionais jantes de 17” resultam muito bem |
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Conforto primeiro
Ainda que a facilidade de condução, os consumos reduzidos e as performances sofríveis sejam características da versão 1.5 dCi de 110 cv do Scénic, o conforto é o principal argumento deste monovolume compacto no que à dinâmica diz respeito. Nem mesmo as opcionais jantes de 17” (290 euros) prejudicam o bom trabalho da suspensão.
Seguro e preciso q.b., conduzir este Renault é, não só bastante fácil, como, também, deveras agradável. Claro que a envolvência não é praticamente nenhuma, mas também não é este o propósito deste tipo de veículo. Ainda assim, a direcção tem uma assistência correcta, os travões são competentes e o comando da caixa é uma suavidade. O rolamento da carroçaria em curva está presente, tal como o controlo de estabilidade, que apenas permite desactivar a parte da tracção.
O motor 1.5 dCi de 110 cv, um dos contributos que permite que este modelo seja comercializado sob a assinatura Eco2, não é muito ruidoso, agradando, sobretudo, pelos consumos reduzidos que proporciona. De acordo com a média ponderada aos 100 km por nós medida, com apenas um depósito podem ser percorridos mais de... 1000 km!
Já no que toca às performances, o cenário é pouco favorável. No entanto, as acelerações são mais convincentes do que as reprises. Se as performances não constituem motivo de orgulho quando se trata de deslocar apenas o peso deste modelo (1385 kg) mais 75 kg de peso do condutor, agora imagine-se com cinco pessoas e respectiva bagagem...
Com preços que se iniciam (sem despesas) nos 24 100 euros do 1.4 TCe de 130 cv Dynamique S e terminam nos 41 350 euros do 2.0 dCi de 150 cv Luxe automático, o novo Scénic continua a ser a referência entre os monovolumes compactos. Até porque a Renault pode não ter sido a pioneira nesta categoria de veículos na Europa (ao contrário do que aconteceu em 1984 com a Espace), mas é a que melhor sabe fazê-los.
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