NOVOS | USADOS | ASSINAR REVISTA | PDA | Newsletter
DIRECTÓRIOConcessionários Oficiais | Stands | Centros de IPO | Financiamento | Links Úteis

 
   
 
 
 
 
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
XL > AutoMotor > Desporto > Fórmula BMW
 
 
 
A Formula BMW permite a pilotos jovens dar o salto do karting para uma competição neste tipo de monolugares. Além disso, a marca alemã também deixa que o FB02 seja conduzido por qualquer pessoa que esteja disposta a pagar para participar no programa BMW Racing Experience, em vários circuitos europeus. Eu experimentei-o no Autódromo Internacional do Algarve, no mesmo dia da Race of Champions

Texto Luís Guilherme Fotografia BMW
OUTUBRO 2010
 
O MEU PRIMEIRO FÓRMULA
 
Com mais de uma década dedicada ao jornalismo automóvel, havia dois sonhos que há muito perseguia e que teimavam em não se concretizar: conduzir um Ferrari e um Fórmula qualquer. Se fosse um F1, melhor ainda…

O primeiro realizei há relativamente pouco tempo; o segundo só agora, no Autódromo Internacionaldo Algarve (AIA), numa acção para a imprensa destinada a dar a conhecer aos jornalistas as emoções, in loco, de conduzir o Fórmula BMW. Como este monolugar seria um dos modelos conduzidos na Race of Champions que decorreu no circuito nesse mesmo dia, a marca aproveitou a ocasião para juntar o útil ao agradável. E, já agora, concretizar o meu segundo sonho…

O Formula BMW FB02 faz parte de uma plataforma de formação de jovens pilotos, a partir dos 15 anos, que vêm aqui a sua oportunidade para dar o salto do karting para uma competição de Fórmula, o que aconteceu, por exemplo, com Sebastian Vettel e Nico Rosberg antes de chegarem ao volante de um F1.

Este monolugar está presente em duas competições internacionais: o Formula BMW Europa e o Formula BMW Pacífico. Além disso, e foi essa uma das razões que levou a marca a convidar a imprensa para uma acção tão emocionante, o FB02 é também utilizado num programa denominado Formula BMW Racing Experience, destinado a qualquer pessoa que queira ter acesso a uma experiência de condução em pista num monolugar, em perfeitas condições de segurança.

   
São vários os circuitos onde tudo pode acontecer, em países como Alemanha, Reino Unido, Suécia, Hungria, Itália, França e, pela primeira vez, em Portugal. Um programa também aberto a grupos de empresas. Os preços para particulares são de €1290 (1 dia), com um dia e meio a custar €1990. O programa especial custa €3450, com o valor para grupos de empresas, até 60 pessoas, a chegar aos €50 000, incluindo o aluguer da pista. Todos estes preços incluem IVA de 19% (a taxa vigente na Alemanha).

HORA H
Após um curto briefing no paddock, o acaso dita que vou ser um dos primeiros jornalistas a conduzir carro n.º 4, juntamente com o João Sena, da AutoFoco, que me iria seguir no carro n.º 2. Depois de vestir com parcimónia o fato completo à prova de fogo, balaclava, luvas, botas, capacete específico e auricular para a comunicação rádio, mergulho de pés no minúsculo habitáculo, com um banco improvisado para poder ser usado por condutores de todo o tipo de estaturas.

Aliás, nos requisitos de participação no Formula BMW Experience está escrito que os participantes devem ter entre 1,60 m e 1,88 m de altura, menos de 100 kg e, por último, mas não menos importante, o número do calçado não deve exceder o 47. Se é profissional do basquetebol, esqueça. Felizmente, estou longe dos limites dos requisitos, apesar de a cerveja nas férias ter deixado marcas na zona abdominal…

Já perfeitamente instalado, com os cintos de quatro pontos apertados e o volante colocado, um dos mecânicos diz-me que o comando da caixa sequencial de seis velocidades deve ser tratado de forma bruta e com força. Só assim as relações serão correctamente engrenadas e, curi - osamente, é a melhor forma de perservar a transmissão. O pedal da embraiagem só serve para arrancar e para as trocas a subir, já que nas reduções é dispensável.


A curta experiência não deixou de ser marcante. Será que ainda aceitam jornalistas de 37 anos para competir na Formula BMW?

   

   
Com um toque num botão acordo o motor 1.2 de 140 cv, um quatro cilindros oriundo das motos BMW com designação K1200 (GT, S e R). A ideia é seguir atrás de um BMW M3 que, durante 3 voltas, faz a função de pace car para nos dar conhecimento dos pontos de travagem e das trajectórias correctas, para depois nos deixar à nossa sorte por mais 3 voltas...

Além do que vejo à minha frente, também ouço o condutor do M3 a dar indicações sobre a forma mais correcta de levar o FB02 a passear, apenas numa parte do circuito especificamente destinada a esta acção. Mesmo com os pneus slick frios, apesar dos 35º que se fazem sentir no Algarve, fico logo impressionado com o som do motor, com a direcção ultra directa, com a capacidade de travagem, com a eficácia da caixa e com a agilidade global.

É que, apesar dos 140 cv não serem um valor de tirar o sono, a verdade é que este monolugar acusa apenas 465 kg na balança, o que oferece uma relação peso/potência de 3,3 kg/cv, ou seja, ao nível do Audi R8 Spyder com 525 cv presente nesta edição. A construção da estrutura é em fibra de carbono e aramid Kevlar, o que contr ibui para as prestações anunciadas: menos de 4 segundos nos 0-100 km/h e uma velocidade máxima de 230 km/h.

medida que a confiança aumenta (o prazer já vai alto…) começo a retardar mais a travagem e a acelerar cada vez mais cedo. Nas curvas fechadas, e com os pneus ainda longe da temperatura ideal, sinto uma ligeira subviragem que se cor r ige com um pequeno alívio no pedal da direita. Sem perceber bem como e porquê, é me dado sinal para regressar à box. Já?...

SÓ MAIS UMA…
Para minha satisfação, sou informado que ainda vou ter direito a mais uma sessão, mas desta vez sou eu que vou atrás do carro n.º 2, que agora é conduzido pelo Bernardo Gonzalez (Volante), jornalista com experiência na condução de um Fórmula.

Neste momento, já só ansiava pela saída do pace car, com um sorriso nos lábios e uma (grande) vontade de não descolar da traseira do carro do Bernardo. Ainda me passou pela cabeça tentar uma ultrapassagem na travagem mais forte para uma esquerda longa, mas felizmente o bom senso ganhou a melhor, pois vim a descobrir que esta manobra não era permitida pela organização. Ainda assim, a diversão foi imensa, já que ambos rodámos a bom ritmo e com uma confiança crescente nas capacidades do FB02.

No volante quadrado tinha apenas a informação da relação de caixa engrenada e, no topo, uma linha de luzes LED que indica a aproximação da zona vermelha das rotações do motor, útil sobretudo para quem deixava que a excitação, por vezes, resultasse num “corte de corrente”… Mais uma vez é dado o sinal para abandonar a pista, o qual é recebido com a mesma dose de desilusão que sentia quando acabavam as fichas nos carrinhos de choque na feira popular. É um trauma infantil, que nunca ultrapassei.
 
 
 
 
 

Anunciar on-line | Assinaturas | Classificados | Emprego | Contactos | Directórios | Fóruns | Notícias por RSS | Promoções
Serviços Móveis | ADSL.XL | Alojamento | Kuantokusta.XL | Jogos | Horóscopo | Tempo

Copyright ©. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina.
Consulte as condições legais de utilização.