
|
 |
|
 |
| |
|
|
 |
Audaz
e de estética irreverente, o novo Toledo
acaba de ser apresentado à imprensa,
estando prevista a sua chegada a Portugal
na primeira quinzena de Novembro. Não
é bonito, mas o filme de Agnés
Jaoui ensina-nos que o gosto dos outros é
tão legítimo como o nosso
Por Luis Guilherme Fotos Seat
NOVEMBRO 2004 |
|
|
 |
 |
 |
 |
|
|
 |
Poucos construtores
mudaram um modelo como a Seat o fez com o novo Toledo.
Desde que saíram as primeiras fotos, o familiar
espanhol não colheu as melhores critícas
no que respeita à sua indumentária,
que viu a tradicional confiuração
de três volumes de quatro portas dar lugar
a uma de dois volumes e meio, de cinco portas, com
a traseira a revelar muitas semelhanças com
algumas propostas da Renault, nomeadamente o Vel
Satis.
Confrontado com esta consideração,
o director de Comunicação da marca
espanhola defende que o projecto já estava
em curso mesmo antes do desenvolvimento do modelo
francês. Verdade ou não, o facto é
que o Toledo é agora apresentado pela primeira
vez e as semelhanças são por demais
evidentes, apesar de o mesmo director considerar
que “a marca francesa sempre foi elogiada
pela audácia estilística dos seus
modelos e, como tal, qualquer semelhança
não é motivo de vergonha, mas sim
de orgulho”.
Não deixa, no entanto, de ser insólita
a forma deste Toledo, tendo em conta que a Seat
já há algum tempo defende ser a marca
de cunho mais desportivo do Grupo VW. Ainda mais
curioso é o Toledo ser um mix de semelhanças,
visto que tudo o que está para a frente da
porta traseira é praticamente igual ao Altea,
modelo com o qual partilha grande parte dos componentes,
o que permitiu poupar (muitos) custos na concepção
deste familiar.
Influência Altea
De frente para o Toledo, ou sentados no lugar do
condutor, nada há que nos diga que não
estamos perante um Altea, pois também o interior,
apesar das dimensões mais generosas, é
colado a este recém-lançado monovolume
compacto. Ao contrário do que acontecia com
a anterior geração do Toledo, agora
o tablier exibe um plástico duro na totalidade
da sua concepção, o que é criticável
para um automóvel deste segmento. Ou seja:
não obstante as maiores habitabilidade e
versatilidade que apresenta face ao modelo substituído,
a verdade é que a qualidade de construção
saiu comprometida, não estando em causa o
rigor da montagem e os acabamentos. A bagageira
mantém os generosos 500 litros de capacidade
e existe uma compartimentação através
de divisórias móveis, como acontece
no Altea.
Com a gama dividida entre as versões Reference,
Sport, Stylance e Sport-Up, o equipamento de série,
logo a partir da primeira (base), é extenso
e inclui elementos como ar condicionado, rádio-CD
com oito altifalantes e comandos no volante, seis
airbags (dois de cortina), ABS e controlo de tracção.
No nível seguinte encontram-se jantes em
liga de 16 polegadas, suspensão desportiva
e acabamentos específicos no interior, como
o volante e o punho da caixa em pele.
É necessário subir para o nível
Stylance para se ser contemplado com o controlo
de estabilidade e com o sistema coming home, isto
para não enumerar a lista toda. No Sport-Up,
a diferença mais visível está
nas jantes de 17 polegadas com cinco raios. Na lista
de opcionais existem o sistema de navegação
com ecrã de 6,5 polegadas e Bluetooth, o
cruise-control e os sensores de estacionamento,
apenas para citar os mais importantes.
No capitulo mecânico, a Seat continua a recorrer
ao denominado “Chassis Ágil”
(DSR), que assenta num esquema de suspensão
do tipo McPherson à frente, e do tipo multibraços
(dois transversais e um longitudinal) no eixo traseiro.
Para animar o Toledo, vão estar disponíveis
duas motorizações a gasolina –
1.6 de 102 cv e 2.0 FSI de 150 cv –, com esta
última a poder ser combinada com uma caixa
Tiptronic como opção à caixa
manual de seis velocidades. No domínio Diesel,
a gama oferece os já conhecidos 1.9 TDI de
105 cv e o 2.0 TDI de 140 cv, sendo possível
optar pela caixa DSG no mais potente.
Esta foi, precisamente, a versão com que
tomámos contacto durante alguns quilómetros,
os suficientes para provar a rapidez de funcionamento
desta transmissão e validar o comportamento
dinâmico equilibrado e eficaz que o Toledo
apresenta.
Se é um dos que gostam da estética
do novo Toledo e é um potencial comprador,
podemos adiantar que a sua comercialização
terá início na primeira quinzena de
Novembro próximo, com preços ainda
por definir, mas que tudo indica deverão
ser superiores em cerca de 1500 euros relativamente
aos das versões equivalentes do Altea.
 |
|
 |
| |
| |
 |
 |
| O
novo Toledo partilha inúmeros
componentes com o Altea, sinergia
que permitiu reduzir substancialmente
os seus custos de desenvolvimento |
 |
 |
 |
 |
|
|
|
 |
|
 |
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
| |
| |
|
|
|
|