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Se não
for o Mercedes mais belo construído
até hoje, anda lá muito perto.
Posiciona-se entre os modelos E e S. Com apenas
três letras se define esta classe à
parte: CLS. Em Portugal, será visto
a partir da primeira quinzena do próximo
mês de Outubro
Por Bruno Castanheira Fotos Mercedes-Benz
NOVEMBRO 2004 |
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Desvendado no Salão
de Frankfurt de 2003, ainda como concept (Vision
CLS), o primeiro coupé de quatro portas da
Mercedes inaugura uma nova classe. Concebido a partir
do E, posiciona-se entre este e o topo-de-gama S.
Pretende conjugar o temperamento desportivo e a
elegância de um coupé com a funcionalidade
e o conforto de um saloon. Por isso, tem quatro
portas em vez de duas. Completa a oferta de coupés
da marca, juntando-se ao CLK (posicionado entre
os Classes C e E) e ao CL (criado a partir do Classe
S).
A nível mundial, espera-se que o mercado
absorva cinco mil unidades do CLS até final
do ano, número que subirá para 30
mil em 2005, estimativa que in-clui a versão
AMG (143 548 e), prevista para Portugal apenas para
a próxima Primavera.
Imponente e sublime
São os principais adjectivos que se coadunam
com a extrema beleza do CLS. Reclama uma elevada
componente emocional e faz da inovação
o seu cartão de visita. Começa por
se destacar pelo design. Diferente dos restantes
Mercedes da actualidade, este coupé de quatro
portas é original e elegante.
A frente destaca-se pela volumosa grelha cromada
e pela nova forma dos grupos ópticos. A silhueta
é dominada pelas cavas das rodas salientes,
pela reduzida superfície vidrada e pela elevada
linha de cintura. As jantes são de 17”
no 350 e de 18” no 500, estando disponíveis,
em opção, várias de 18”
e 19” (algumas AMG). Quanto à traseira,
que não esconde alguma inspiração
Maybach, é dominada pelos farolins esguios
e pela dupla saída de escape cromada. Em
opção, está disponível
o pack AMG, que lhe confere maior agressividade.
Com um Cx de 0,30 (0,31 no 500), o CLS tem 4913
mm de comprimento, 1873 mm de largura e 1403 mm
de altura (1390 mm no 500). A largura de vias é
de 1593 mm na frente e de 1603 mm na traseira. O
peso é de 1730 kg no 350 e de 1810 kg no
500.
Com uma distância entre eixos de 2854 mm,
o interior, concebido para quatro ocupantes, é
suficientemente espaçoso: entre bancos existem
829 mm de espaço; para a cabeça, 975
mm na frente e 924 mm atrás; em largura ao
nível dos ombros, os valores são de
1429 mm à frente e 1422 mm atrás;
o espaço para os cotovelos é de 1472
mm nos lugares dianteiros e de 1464 mm nos traseiros.
A mala possui um plano de carga relativamente baixo
e um processo de abertura/fecho totalmente eléctrico.
Tem 505 litros no 350 e 495 litros no 500. O pneu
suplente foi substituído por um kit de reparação
de furos, sendo propostos, em opção,
pneus Runflat, capazes de rolar sem ar durante 100
km.
Mas nem só o espaço e a funcionalidade
agradam no interior.
A qualidade está, claro, num plano elevado.
O design,
desportivo e requintado, deve-se às aplicações
cromadas,
aos revestimentos em pele e aos acabamentos a imitar
madeira.
Em alternativa, estão disponíveis
várias cores e configurações
que permitem personalizar o habitáculo em
função dos gostos individuais. O equipamento
de série é completo, sendo mais extenso
no 500.
Mecânica de
luxo
Como seria de esperar, o CLS exibe uma mecânica
de luxo. A direcção, de cremalheira,
com 11,2 metros de diâmetro de viragem, dispõe
de assistência variável em função
da velocidade. Os travões, de discos ventilados
nas quatro rodas, funcionam através de um
sistema electrohidráulico, designado Sensotronic
Brake Control (SBC) – inclui os dispositivos
ABS, Brake Assist e a nova função
Start-Off Assist (impede que o veículo descaia
acidentalmente nas descidas ou nas subidas, dado
que é fornecida pressão extra ao pedal
de travão).
Os pneus são de medida 245/45R17 (350) e
245/40R18 (500), mas, em opção, podem
ser requisitados pneus mais largos. Quanto à
suspensão, o eixo dianteiro aposta na solução
McPherson com quatro braços (Fourlink); na
traseira vigora o esquema Multilink. A suspensão
pneumática Airmatic DC (opção
no 350) permite regular o amortecimento através
dos modos “Comfort”, “Sport 1”
e “Sport 2”.
As performances do CLS estão entregues, numa
primeira fase, a dois motores: 3.5 V6 de 272 cv
e 350 Nm; 5.0 V8 de 306 cv e 460 Nm. Dispõem,
ambos, de 24 válvulas e cumprem as normas
Euro IV. A versão AMG (V8 Kompressor de 476
cv e 700 Nm) estará disponível posteriormente.
Sobre a possibilidade de serem introduzidos mais
motores, um dos quais Diesel, nada foi avançado.
A potência é transmitida às
rodas posteriores por intermédio da caixa
7G-Tronic. Trata-se de uma transmissão automática
de sete velocidades, que integra os modos de gestão
“Comfort”, “Sport” e manual
do tipo sequencial.
Quanto a segurança, o CLS dispõe de
cintos com pré-tensores e limitadores de
força em todos os lugares; airbags frontais
de duplo estágio; airbags laterais dianteiros
e traseiros (estes opcionais); airbags de cortina;
ABS com BAS e SBC Hold e ESP (desligável,
mas não na sua plenitude).
Em breve, estará disponível o sistema
Pre-Safe, para os bancos dianteiros, estreado no
Classe S. Trata-se de uma solução
que detecta uma possível situação
de acidente (durante as travagens de emergência
ou quando o veículo escorrega, de frente
ou de traseira), preparando o condutor, o acompanhante
e o próprio veículo para a eventualidade
de uma colisão: o tecto de abrir, se estiver
aberto, é automaticamente fechado à
velocidade normal; os pré-tensores dos cintos
dianteiros são activados (ajustando-se ao
corpoe libertando-se de-pois de o veículo
estar imobilizado);a posição do banco
do acompanhante é corrigida, de modoa que,
no momento do embate, esteja numa posição
ideal, reduzindo o risco de ferimentos e aumentando
a eficácia dos airbags. Com início
de comercialização agendado para Outubro,
o CLS 350 custa 84 527 euros, e o CLS 500, 108 074
euros. |
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