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XL > AutoMotor > Apresentação > Citroën C5
 
 
Um design mais moderno e várias novidades tecnológicas. Eis os principais traços distintivos deste segundo fôlego do Citroën C5, já à venda em Portugal. As motorizações 1.6 HDi e 2.0 HDi são importantes como o ar que o construtor francês respira no mercado nacional. O primeiro está disponível a partir de 28550 euros

Por Jorge Flores Fotos Citroën
NOVEMBRO 2004
 
Segundo fôlego
Ficha Técnica
 
Depois de uma existência comercial algo discreta no nosso país, o novo Citroën C5 que a AutoMotor foi conhecer a França parece determinado em assumir uma postura mais competitiva no mercado nacional. Para isso, o construtor francês não teve sequer de empreender uma grande revolução no modelo. Bastou-lhe conservar os muitos atributos de qualidade que lhe eram imediatamente associados e afastar-se, tanto quanto possível, do rótulo de “esteticamente monótomo”, algo que também lhe assentava...

O resultado, neste capítulo, pode dizer-se que foi muito positivo. Neste segundo fôlego, o C5 ostenta umas linhas bastante mais modernas e depuradas, sendo evidente a influência do C4 (com chegada agendada para a segunda quinzena de Novembro), nomeadamente na grelha frontal semelhante a um boomerang, com o lo-gotipo da marca no centro, bem como ao nível dos grupos ópticos traseiros prolongados sobre o tampo da mala. Mas, apesar das inegáveis melhorias estilísticas, não deixa de notar-se um certo desequilíbrio nas formas, já que o design procura fazer convergir as novas tendências patentes no C4 com as linhas mais conservadoras do C5, tarefa, sem dúvida, complexa...

       
 
 
   
As linhas exteriores foram o que mais mudou no renovado C5, mas o habitáculo também
foi sujeito a diversas melhorias, por forma a aumentar o conforto a bordo
 
       

       
 
 
       
As alterações, porém, foram além da estética. O modelo aumentou 12 cm em zonas de deformação – um crescimento que visa assegurar um melhor desempenho nos testes de colisão da Euro NCAP, sem com isso roubar o precioso espaço para a bagageira, que continua a ser uma autêntica referência no segmento. Já no amplo habitáculo o restyling foi mínimo, tendo a consola central passado a contar com o sistema Navidrive, dispositivo onde se reúne o controlo de quase todos os intrumentos, desde o computador de bordo ao ar condicionado e ao rádio.

Diesel quase a 100%
Ciente da apetência nacional pelos blocos Diesel, a grande aposta da Citroën não podia ser outra que não os dois novos reforços: 1.6 HDi de 110 cv e 2.0 HDi de 138 cv, mantendo-se ainda em funções os motores 1.8 (117 cv); V6 3.0 (210 cv) e 2.2 HDi (136 cv).

Reconhecendo que os motores a gasóleo representam mais de 90% das expectativas de vendas do novo C5 (a ideia será comercializar 1700 unidades em 2005), a Citroën também não poderá esconder que o 1.6 HDi é tão importante para as suas contas como o ar que respira, dado que, quanto
       
 
 
       
menor for a cilindrada, menos o IA sobrecarregará carteira dos clientes – estando esta versão disponível a partir de 28550 euros.

A AutoMotor teve oportunidade de iniciar os testes dinâmicos precisamente ao volante da versão berlina equipada com este motor, e a sua competência revelou-se em várias vertentes, desde o momento em que se roda a chave na ignição.

Dificilmente o percurso de cento e poucos quilómetros poderia ter sido mais suave e confortável, predicados que muito ficam a dever ao concurso da suspensão Hydractive3, dotada de três mo-dos de regulação – e presente em todas as versões do novo C5.

Depois, os 110 cv às 4000 rpm evidenciam uma frescura contagiante, transmitindo uma constante sensação de confiança ao condutor, quer nas acelerações quer nas recuperações. Algo que, quando conjugado com uma caixa manual de velocidades precisa e muito bem escalonada, como é o caso, tornam todo o conjunto num excelente companheiro de viagem.

C3 Start&Stop
TRAVAR A POUPAR

A Citroën aproveitou a apresentação do novo C5 para proporcionar aos jornalistas um primeiro contacto com o citadino C3 Start & Stop. Ainda que esta edição limitada a 2000 unidades não esteja prevista para o mercado nacional, a AutoMotor comprovou, in loco, os benefícios deste sistema que alia a caixa manual robotizada Sensodrive a um alternador controlado electronicamente.
O sistema Start&Stop está apenas disponível no motor 1.4i 16V de 90 cv, a gasolina. E para o accionar basta carregar num pequeno botão “Eco” situado na consola central, que será suficiente para desligar o motor nas travagens, mal a velocidade baixa para os 6 km/h, mantendo-se em estado “zen” enquanto o pedal do travão se mantiver pisado. Uma vez retirada a pressão, o motor volta automaticamente a si, assegurando, desta forma, não apenas baixas emissões de gases poluentes, mas também uma redução do ruído e ainda uma superior economia do consumo de combustível desnecessário – segundo a marca, esta poupança poderá chegar aos 17% em circuitos urbanos particularmente densos. Uma tecnologia que, não sendo inédita (o VW Lupo 3,0 litros havia já experimentado um sistema semelhante), parece tentar, pela primeira vez, democratizar o conceito de uma inteligente gestão do esforço do motor.

Sistema AFIL
PALMADAS PEDAGÓGICAS

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O sistema AFIL (emite um sinal sonoro e vibrações no banco do condutor quando este traspõe as linhas marcadas na estrada) é um must do novo C5
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Uma das tecnologias mais interessantes que integram o novo C5, e que poderá representar uma mais-valia em matéria de segurança, responde pelo nome de AFIL (Alerta de transposição involuntária de linha indicadora de via). Como funciona?

Através de um dispositivo de infra-vermelhos, colocado imediatamente abaixo do pára-choques frontal, permite detectar quando o condutor pisa inadvertida e inconscientemente um traço contínuo ou muda de faixa de rodagem sem accionar o pisca (sempre que a velocidade for superior a 80 km/h).

Como resposta – leia-se punição… –, o banco trata de dar umas “palmadinhas” pedagógicas ao condutor, indo estas vibrações ao pormenor de se sentirem na nádega esquerda ou direita, consoante o lado para que seja cometida a distracção. Proposto como opcional e parte integrante do Pack Tecnológico (1750 euros), composto ainda por faróis direccionais bi-xénon, este inédito dispositivo deverá marcar o arranque de uma nova era em termos de segurança activa.

Ainda no capítulo de segurança, destaque para a presença do ESP e sete airbags, aqui se integrando uma almofada de ar para os joelhos do condutor.
 
 
 
 
 

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