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XL > AutoMotor > Salão > Salão Paris
 
 
 
A edição de 2008 do Salão de Paris voltou a caracterizar-se por um autêntico desfile de novidades, uma chuva de estrelas que decerto não defraudou as expectativas dos seus visitantes. Só que, em plena época de crise, e ao mesmo tempo que a aposta no ambiente (e na poupança de recursos) é cada vez mais evidente, também não faltou quem revelasse propostas que, paradoxalmente (ou talvez não…), de económicas têm muito pouco

Por António de Sousa Pereira, José Macário, Jorge Flores e Rui Faria Fotos Photo4
NOVEMBRO 2008                  
 
O mundo ao contrário?
 
A crise económica mundial veio juntar-se às manifestas preocupações ambientais para estabelecer novas barreiras ao sector automóvel a nível internacional. Se a busca por soluções mais amigas da preservação do planeta há muito que vem condicionando a actividade da esmagadora maioria dos construtores (nem que seja por via da implementação de normas antipoluição cada dia mais restritivas), o facto de as soluções adoptadas passarem, incontornavelmente, pela poupança de combustível tornou a sua materialização ainda mais premente, fruto do autêntico estado de sítio que o sector financeiro actualmente vive, e ao qual nenhum país parece conseguir passar incólume.

Como tal, e como já vem sendo da praxe, o Salão Automóvel de Paris, na sua edição de 2008, voltou a ser, em boa parte, dominado pela promessa de introdução no mercado (num prazo mais ou menos curto, consoante os casos) de tecnologias capazes de tornar os automóveis, simultaneamente, menos gastadores e menos poluentes. Dos ainda animados por motores de combustão interna a uma parafernália de propostas híbridas (com distintos graus de sofisticação), passando pelos veículos totalmente eléctricos, seja aqueles em que as baterias que alimentam os respectivos motores contam apenas com a carga que são capazes de acumular, seja os que dispõem de energia a bordo para recarregar em permanência as referidas baterias (caso notório das chamadas fuel-cells, em que o Hidrogénio é o combustível utilizado e as emissões se resumem a mero vapor de água).

Perante isto, será óbvio concluir que, num prazo cada vez mais curto, é possível antever uma redução notável do impacto do automóvel sobre o meio ambiente. Mas significará isso que o automóvel, tal como o conhecemos, está condenado à extinção, e que a solução do futuro passará, inexoravelmente, por veículos totalmente racionais, de que a emoção esteja ausente? Não parece que assim seja… pelo menos para já!

Lugar ao sonho                  
A verdade é que, lado a lado com esta visão mais pragmática do automóvel, se trilha o caminho que leva ao sonho de uma grande maioria, que uns quantos terão oportunidade de materializar. Prova-o o conjunto de modelos mostrados em Paris capazes de o justificar. Como o California, o novo coupé-cabriolet da Ferrari, que tem já vendida a sua produção dos primeiros dois anos, com a marca a garantir, ainda, que a crise mundial não afectou a sua actividade, garantindo que, em 2008, a sua actividade voltará a registar um recorde lucros.

Do lado da Aston Martin, as coisas também não parecem dramáticas: a marca não só vai avançar para a produção das 77 unidades do supercarro One-77 como, em 2009, lançará, finalmente, o Rapide, a sua proposta de “familiar”, com quatro portas e quatro lugares, rival do Porsche Panamera – mais um modelo de sonho que o mercado acolherá no próximo ano. E como se tudo isto não bastasse, também a Lamborghini decidiu surpreender em Paris com o Estoque, uma magnífica berlina desportiva de quatro portas e quatro lugares, que, para já, não passa apenas de um protótipo (mas sendo conhecida a política da marca, de que os concept realizados raramente não passam à produção…).

Parece, pois, o mundo estar ao contrário no sempre activo e muito competitivo sector automóvel. Ou talvez não… O facto é que este sempre foi um sector em que as aspirações, tanto ou mais do que as meras necessidades de locomoção, sempre desempenharam um papel fulcral, e não parece que assim vá deixar de ser tão cedo. Confirme-o connosco numa visitada guiada ao estimulante Salão de Paris de 2008.



 ALFA ROMEO                    
A chegada do pack TI à gama Brera foi a única novidade da Alfa em Paris. Esta opção, disponível em Portugal em breve, será, numa primeira fase, proposta com os motores 2.2 JTS e 3.2 V6, estendendo-se, posteriormente, ao resto da gama. Inclui elementos como molas e amortecedores mais firmes; jantes de 19” de desenho inspirado nas do 8C Competizione; pinças de travão vermelhas; bancos desportivos em pele; consola central em alumínio ou carbono, e pedaleira em alumínio.


 ASTON MARTIN                   
Novas e interessantes opções passam a estar disponíveis para o DBS.
Caso da caixa robotizada de seis velocidades, com comandos no volante, Touchtronic 2, estreada no DB9 Volante e que aqui adopta uma relação final mais curta, para que os 0-100 km/h possam ser cumpridos nos mesmos 4,3 segundos anunciados para a variante de caixa manual. Ao mesmo tempo,o DBS passa a poder contar com dois pequenos lugares atrás, em vez dos habituais espaços de arrumação, assim como com um sistema de som Bang & Olufsen (com 1000 Watt, treze canais e dez altifalantes) e jantes de 20” e dez braços em alumínio forjado.

Aston Martin DBS Touchtronic 2
Aston Martin One-77

O Salão de Paris foi ainda aproveitado pela Aston Martin para voltar a aguçar a curiosidade em torno do seu supercarro, do qual foi possível vislumbrar… mais um contorno. Conhecido sob a sigla de projecto One-77, trata-se de um coupé de dois lugares com monocoque em fibra de carbono e aerodinâmica activa, animado por um V12 com cerca de 700 cv e capaz de superar os 300 km/h, do qual serão construídas apenas 77 unidades (daí a sua denominação), destinadas a clientes muito seleccionados. As primeiras entregas estão previstas para o último trimestre de 2009.


 AUDI                      
A marca de Ingolstadt continua a espevitar o apetite do mercado com versões-protótipo do A1, que deverá chegar ao Mercado em 2010, tendo por base a plataforma e as motorizações que o novo VW Polo estreará já no próximo ano. Desta feita, a Audi impressionou com uma versão desportiva de cinco portas do seu futuro utilitário, a que chamou Sportback. Ao mesmo tempo foram mostrados os novos S4 e S4 Avant, as versões desportivas da gama A4, em Portugal na próxima Primavera. O motor 3.0-V6 de injecção directa de gasolina, sobrealimentado por um compressor mecânico, oferece 333 cv e conta com o auxílio de uma caixa manual de seis velocidades (S Tronic robotizada, de sete velocidades e dupla embraiagem, em opção); a tracção integral permanente quattro é de série.

Audi A1 Sportback Concept
 
Audi S4

Em termos de prestações, os novos S4 anunciam 5,1 segundos nos 0-100 km/h; 250 km/h de velocidade máxima (limitada electronicamente) e um consumo médio de 9,7 l/100. Já o Audi A4 TDi concept e aposta na eficácia energética. Anuncia consumos da ordem dos 3,99 l/100 km e uma redução de 5 g/km das emissões de CO2.


 BENTLEY                     

Bentely Arnage Final Series
A geração Continental é a imagem do sucesso que o Grupo VW conquistou para a marca britânica. Mesmo assim, o restyling do Flying Spur (pára-choques redesenhados, novas tomadas de ar e insonorização melhorada, que ajuda ao desempenho de um sistema áudio com 15 altifalantes ligados a um amplificador de 1100 Watt), foi eclipsado pela apresentação do Arnage Final Series, modelo que marca o fim da produção do último Bentley do “antigamente”...

O Arnage Final Series tem produção limitada a 150 unidades e montao “velho” V8 de 6,75 litros e 507 cv, que lhe permite atingir 288 km/h e cumprir os 0-100 km/h em 5,5 segundos. O importador nacional admite que o modelo “não é facilmente vendável em Portugal”, mas os potenciais interessados têm aqui a possibilidade de adquirir um automóvel “histórico”, com a “mascote Flying B” retráctil no cimo da grelha fontal, dotado de jantes de 20” com cinco raios. São propostas 42 cores exteriores, 27 cores interiores e 3 tipos de embutidos em madeira.



 BMW                     
A protecção ambiental esteve em destaque no espaço da marca bávara,que salientou incluir 23 modelos na sua gama cumpridores da norma Euro5 e com emissões de CO2 abaixo de 140 g/km. Simultaneamente, deu a conhecer o 330 BluePerformance, em que um catalisador de acumulação de NOx para pós-tratamento lhe permite cumprir já as normas Euro6, cuja entrada em vigor está prevista somente para 2014. E não deixou de salientar que em 2009 lançará o seu primeiro híbrido, embora sem confirmar em que carroçaria (em Paris, voltou a mostrar o protótipo do X6 híbrido, mas também uma variante híbrida do novo Série 7, equipada com motor V8).

Não obstante, os principais motivos de interesse na BMW eram mesmo a nova geração do Série 7 (ver apresentação nas pág. 26/27 desta edição) e, principalmente, o X1. Trata-se do protótipo (ainda sem motor) de um modelo cuja versão definitiva deverá ser revelada em 2009 (provavelmente em Frankfurt) e que marcará a entrada da gama “X” da casa de Munique no segmento compacto. Isto porque o X1, com 4457 mm de comprimento,é 108 mm mais curto do que o X3, sendo a distância entre eixos de 2760 mm. Com linhas tipicamente BMW, o X1 possui um amplo portão traseiro, promete oferecer um amplo espaço interior e exibe uma protecção inferior do châssis que confirma a sua aptidão para enfrentar outros terrenos que não apenas o asfalto.


 BRILLIANCE                     
Enquanto se fazem apostas sobre qual será o seu importador para Portugal, a Brilliance aproveitou o evento parisiense para se dar a conhecer melhor à Europa. Fê-lo por intermédio de três modelos, todos com linhas algo familiares para o público e esperados no Velho Continente em 2009. O BS2 pretende concorrer no segmento dos citadinos, mas ainda pouco se sabe acerca deste protótipo, além de que possui um design colado ao da Rover e que contará com dois motores a gasolina (1.3 e 1.6).

Brilliance BC3
Brilliance BS2

Já o BS4 tem inspiração evidente no BMW Série 3 e deverá avançar para comercialização também no próximo ano, com duas variantes do mesmo bloco de quatro cilindros e 1,6 litros: 100 cv e 136 cv. Em destaque esteve ainda o BC3, concept de um coupé (2+2) desenhado pela Pininfarina, para o qual  a marca ainda estuda a melhor forma de abordar a Europa, devendo acolher um motor 1.6 turbo com 170 cv.



Cadillac CTS Sport Wagon
 CADILLAC                     
O espaço da Cadillac foi dominado pela presença da nova carrinha CTS Sport Wagon, a grande cartada da marca americana pertença do Grupo GM, a lançar na Primavera de 2009. Os responsáveis chamam-lhe o “radical discreto”, muito embora as suas linhas sejam bastante ousadas. Propõe um habitáculo (deveras) espaçoso e elegância quanto baste, pretendendo ser uma alternativa de peso aos seus rivais europeus de luxo, como a BMW Série 5 Touring. Os motores eleitos serão dois: 3.6-V6 a gasolina (311 cv) e 2.9–V6 turbodiesel (250 cv). Ao mercado chegarão variants com tracção traseira e às quatro rodas, ambas dotadas de caixa automática de seis velocidades.



Chevrolet Cruze
CHEVROLET                  
Em franca expansão                  

Do Grupo GM, a Chevrolet foi a marca que mais novidades deu a conhecer em Paris. Foram três as grandes estreias, mas duas delas emblemáticas para a marca. A primeira consistiu na apresentação mundial do Cruze, o primeiro modelo “realmente” global da marca. Trata-se de uma nova berlina de quatro portas que ocupará o lugar do Nubira já na Primavera de 2009. Assentando na plataforma da mais recente geração do Opel Astra, o Cruze tem no seu visual agressivo um dos grandes apelativos.

A carroçaria distingue-se também pelas suas dimensões generosas, ao nível da largura como do comprimento, prometendo quotas de habitabilidade de referência para a classe. A gama de motores é composta por dois blocos a gasolina (1.6 de 112 cv e 1.8 de 140 cv) e ainda por um 2.0 turbodiesel de 150 cv, o mais indicado para Portugal.


Do sonho à realidade
O outro gran de destaque da Chevrolet na capital francesa foi a versão de produção do Volt. Estamos perante um novo conceito automóvel, no qual a marca deposita grandes expectativas. Possui tracção eléctrica às rodas dianteiras e quatro verdadeiros lugares, recorrendo a uma avançada bateria de iões de Lítio para garantir uma autonomia de até 65 km. Quando esta se esgota, entra em funções um motor de combustão convencional (a gasolina) que está ligado a um gerador, funcionando apenas como extensor de autonomia, já que a sua única função é recarregar as baterias.

Segundo as estimativas da marca, um condutor que percorra 100 km/dia irá poupar cerca de 1900 litros de combustível/ano. Outras contas: quem percorre apenas 60 km/dia, não gastará mais do que um euro diariamente (o equivalente aos gastos em energia eléctrica de uma arca frigorífica).


Chevrolet Volt
De referir ainda que este sistema, acoplado a um GPS, possui “inteligência” para entender, consoante o destino programado, se a energia disponível chegará ou não. Caso não chegue, “carregará” apenas a gasolina necessária para chegar ao local pretendido, conhecedor de que é este o combustível mais dispendioso.

O Volt estará no mercado europeu no final de 2011, mas os adeptos desta filosofia vão poder aceder ao sistema aqui estreado num modelo Opel no início desse ano, numa proposta que poderá ter um motor Diesel como “segundo” combustível e um design mais ousado do que o do Volt.

Estreia mundial foi ainda a do protótipo Orlando, que antecipa a entrada da marca na classe dos MPV de sete lugares. Desconhece-se quando arrancará a produção, mas, para já, exibe um visual que bebe inspiração no Cruze e no próprio Captiva. O motor será um 2.0 turbodiesel de 150 cv.


CITROËN                  
Celebrar as origens                  


Citroën C3 Picasso
Passado e futuro no espaço da marca do double chevron, onde a celebração dos 60 anos do 2 CV partilhou atenções com um conjunto de novidades de peso. Do C3 Picasso, apresentado pela AutoMotor na passada edição, vale a pena salientar a chegada ao mercado nacional na próxima Primavera, por cerca de 22 mil euros na versão mais acessível (1.6 de 120 cv). A inclusão de uma variante 1.6 HDI (110 cv) numa segunda fase de comercialização também está prometida, assim como ser este o modelo que estreará, em 2010, a nova geração do sistema Stop&Start da marca francesa (capaz de regenerar a energia da travagem e de proporcionar uma redução de até 15% do consumo): quando dotado deste dispositivo e da caixa robotizada de seis velocidades, o C3 Picasso promete um consumo médio de 4,2 l/100 km e emissões de CO2 de 110 g/km.

O compromisso ambiental da Citroën é comprovado também pela confirmação da passagem à produção do enaltecido C-Cactus, que, quando chegar ao mercado, proporá não só a motorização híbrida instalada no protótipo original, como o novo motor 1.0 a gasolina do Grupo PSA e ainda uma variante totalmente eléctrica, com baterias de iões de Lítio, 150 km de autonomia e apta a alcançar 110 km/h (justamente a que estava instalada no C-Cactus presente em Paris), denominada HYmotion2.


Citroën C-Cactus HYmotion2
Nova filosofia
Aliás, a Citroën inaugurou mesmo na Cidade Luz uma nova estratégia de motorizações híbridas, identificada pela sigla HYmotion. O conceito assenta numa total versatilidade, podendo actuar apenas sobre um dos eixos ou em ambos, sendo também possível que as unidades motrizes estejam instaladas na frente ou na traseira, o que permite, ainda, recorrer a motores de combustão de capacidade superior a 1,6 litros.

A prova está no protótipo Hypnos, dotado de um eixo traseiro específico, que tem integrado um motor eléctrico com 50 cv e 200 Nm, enquanto que na frente surge um 2.0 HDI de 200 cv e 420 Nm com filtro de partículas, sendo por isso um tracção integral.

A caixa robotizada de seis relações e o sistema Stop&Start são outras características deste modelo com 1800 kg, capaz de cumprir 3 km no modo totalmente eléctrico, de alcançar 212 km/h e de cumprir os 0-100 km/h em 9,4 segundos, sendo o consumo médio de 4,5 l/100 km e as emissões de CO2 de 120 g/km.


Citroën GT
A Citroën salienta que o Hypnos é um híbrido também no estilo, definindo-o como um automóvel com aparência de berlina e volumetria de crossover (4,9 metros de comprimento, 2,17 m de altura e 3,0 m de distância entre eixos). Se as linhas, desprovidas de pilar central, e sublinhadas pelas jantes de 22”, pelas portas traseiras de abertura no sentido oposto ao habitual e pela cor cinza que varia de intensidade consoante a incidência da luz, são futuristas, o interior não fica atrás: pelo luxo exibido, pelos materiais utilizados e pela configuração 2+2 com bancos “descentrados” (os do lado direito um pouco mais recuados do que os do lado esquerdo) e compostos por gomos insufláveis, que podem encher e esvaziar para massajar o corpo dos seus ocupantes.


Citroën Hypnos
Vocação desportiva
A emotividade também esteve em alta no espaço da Citroën. O GT é uma maqueta à escala real de um modelo nascido, inicialmente, no espaço virtual, pois foi criado para o jogo Gran Turismo 5. Um carro de corridas a meio caminho entre um GT e um protótipo.

Já o C4 WRC HYmotion4 é o primeiro protótipo de um carro de ralis híbrido, com motor/gerador eléctrico de 167 cv ligado ao diferencial traseiro, capaz de  regenerar a energia da travagem, que armazena num pack de baterias de iões de Lítio instalado sobre o depósito. Nos troços de ligação,o consumo pode ser reduzido até 30%, expandindo a autonomia em 40 km. Em prova, o piloto pode optar entre quatro modos de funcionamento: só motor de combustão; motor de combustão combinado com regeneração da energia de travagem (incrementa a resistência à fadiga dos travões); apenas motor eléctrico (para ligações sem tempo limite, áreas residenciais e zonas de assistência); Boost Mode: (o motor eléctrico fornece um binário adicional de 300 Nm por tempo limitado). A meta deste projecto é antecipar as futuras normas que se espera a FIA introduza em breve no Mundial de Ralis.


Jeep Patriot Back Country Concept,

 CHRYSLER/JEEP                     
Enquanto que a Chrysler dava destaque ao 25º aniversário das suas minivans, e às mais de 12 milhões de unidades de modelos deste género por si vendidas desde então, a Jeep exibia o Patriot Back Country Concept, versão construída a partir do Patriot Limited, que se distingue pela inclusão de acessórios (como o porta-bagagens no tejadilho com luzes adicionais ou as jantes de 18”) e de uma decoração interior (cores esclusivas; acabamentos cromados) específicos.


 DACIA                  

Duas novidades no espaço da Dacia: introdução do motor 1.5 dCi na gama Sandero (nas versões de 70 cv e 85 cv, antes do final do ano em Portugal) e lançamento do renovado Logan MCV (no início de 2009). Neste restyling, o “Multi Convivial Vehicle” do braço romeno do Grupo Renault adopta os padrões estéticos já estreados no Logan e no Sandero (grelha maior com símbolo integrado; ópticas de maiores dimensões; novos pára-choques, responsáveis pelo aumento de 2 cm do comprimento exterior) e passa a propor uma versão Lauréate mais refinada, com painel de instrumentos semelhante ao do Sandero; nova consola; novos painéis nas portas; mala com mais 54 litros e ABS de última geração com EBA.

A gama de motores continua a ser composta pelas unidades 1.4 e 1.6 a gasolina e pelo 1.5 dCi (70 cv e 85 cv).
Referência final para a nova assinatura ambiental da Dacia, denominada Eco2 e aplicável a todos os modelos com emissões de CO2 inferiores a 140 g/km ou aptos a consumir biocombustíveis, que sejam produzidos em fábrica com certificação ISO 14001, cujo peso seja 95% reciclável e incorporem, pelo menos, 5% de materiais recicláveis.


 FIAT                  
Por não apresentar verdadeiras novidades em Paris, a Fiat apostou na Abarth e na “inevitável” protecção ambiental para cativar atenções. Neste domínio, a assinatura PureO2 passa a identificar as propostas mais ambientalistas da marca, e pretende provar que preservar o ambiente não implica, necessariamente, recorrer a dispendiosa tecnologia. A partir de Novembro, as propostas PureO2 da Fiat combinarão um sistema Start&Stop, desenvolvido em conjunto com a Bosch, com um pack ambiental composto por pneus de baixo atrito, fluidos de baixa viscosidade, aerodinâmica aperfeiçoada e caixa de velocidades com escalonamento modificado. São as seguintes as versões PureO2 já confirmadas pela Fiat, e respectivas emissões de CO2: 500 1.2 (115 g/km; ainda menos a partir de Janeiro, quando esta variante puder montar, em opção, a caixa robotizada Dualogic);  Bravo 1.6 Multijet 90 cv (115 g/km); Bravo 1.6 Multijet 105 cv (119 g/km); Croma 1.9 Multijet 120 cv (140 g/km).


Abarth 500 Asseto Corse
Ainda neste domínio, registe-se o lançamento, já em Outubro, do projecto Eco Drive, numa primeira fase disponível para o 500 e o Grande Punto dotados do sistema Blue&Me, mas durante 2009 alargado a toda a gama. Trata-se de um sistema que visa analisar, através de um software gratuito, disponível no site da marca, e que deverá ser instalado num PC, os dados recolhidos através de uma memória USB, relativos à condução praticada, permitindo ao condutor identificar se está a ter um comportamento mais ou menos ambientalista e, em função dessa análise, corrigir as suas práticas no sentido de poupar combustível e reduzir emissões.

Quanto a novos modelos, a presença da Fiat ficou limitada ao 500 by Diesel, série especial disponível com os motores 1.2 de 69 cv, 1.3 Multijet de 75 cv e 1.4-16v de 100 cv, que tem por base a versão Sport deste modelo e de que serão construídas 10 mil unidades nos próximos dois anos (distingue-se pelas cores exclusivas, pelas jantes de 16” com logo Diesel, que surge também na manete da caixa, no painel de instrumentos e no material exclusivo, com costuras amarelas, que reveste os bancos). E ao Bravo 2.0 Multijet de 165 cv, a lançar em Portugal durante 2009.


Fiat Bravo Pure02
Mais animado esteve o espaço da Abarth. Por um lado, devido à estreia do esperado 500 SS, dotado de um kit que inclui um turbo IHI, que eleva a potência do motor 1.4 para 160 cv e o binário para 206 Nm (230 Nm no modo Sport), permitindo ao modelo alcançar  211 km/h e cumprir os 0-100 km/h em 7,4 segundos, sendo o consumo médio de 6,5 l/100 km e as emissões de CO2 de 155 g/km. A seu lado estava o 500 Abarth Asseto Corse destinado à competição: 120 kg mais leve do que a versão normal (920 kg), conta com jantes ultraleves de 17”, suspensão rebaixada e diversos apêndices aerodinâmicos de competição, e ainda com um motor 1.4 dotado de um turbo Garrett, com 200 cv e 300 Nm, combinado com uma caixa manual de seis velocidades. O interior inclui roll-bar homologado, bancos e volante desportivos e painéis das portas em carbono. Este é o modelo a utilizar no quase certo troféu ibérico, assim como nos seus homólogos que se disputarão um pouco por toda a Europa, e ainda num troféu internacional que decorrerá em paralelo com o Ferrari Challenge.


FERRARI                  
Alheia à crise                  

Apesar do muito que já se disse e escreveu sobre ele (a AutoMotor já o tinha visto em Maranello), a verdade é que foi em Paris que decorreu a estreia oficial em público do California. Inspirado no lendário 250 California de 1957, o mais recente modelo da Ferrari (em cujo desenvolvimento participou Michael Schumacher) é, também, a primeira proposta da história da marca com tejadilho rígido removível electricamente (em 14 segundos), o que dele faz um coupé-cabriolet. Propõe ainda o original conceito 2+, em que o espaço atrás dos bancos dianteiros pode ser aproveitado para transportar bagagem, um ocupante, ou mesmo dois ocupantes (a mala oferece 340 litros com a capota colocada, ou 240 litros com esta recolhida).


O California é, ainda, o primeiro modelo da nova era da Ferrari, por isso estreando um V8 a 90°de 4,3 litros com injecção directa de gasolina; uma caixa de 7 velocidades robotizada com dupla embraiagem (está ainda disponível uma manual de seis relações); um novo esquema de suspensões (triângulos sobrepostos na frente; Multilink atrás);  e a nova evolução do controlo de tracção F1-Trac. Além de oferecer travões carbocerâmicos de série.Usável em todas as circunstâncias, mesmo em latitudes onde o clima é menos ameno, o California mede 4563 de comprimento e conta com 2670 mm entre eixos, anunciando um peso de 1735 kg (distribuído numa proporção de 47%-53% sobre os eixos dianteiro e traseiro, respectivamente). As prestações estão de acordo com os pergaminhos da marca do cavallino rampante: 3,6 segundos nos 0-100 km/h; 310 km/h de velocidade máxima. O motor cumpre já as normas Euro 5, sendo o consumo médio de 13,5 l/100 km e as emissões de CO2 de 305 g/km.

Já com os seus dois primeiros anos de produção vendidos, a primeira unidade do California foi leiloada em Santa Mónica para fins de caridade por nada menos do que 520 mil dólares. Para promover o modelo, Michael Mann (realizador de filmes como “Miami Vice” ou “O Último dos Moicanos”) realizou um video rodado na região da… Califórnia.


Crise? Qual crise?…
Numa iniciativa inédita, Luca de Montezemolo, o carismático presidente da Ferrari, decidiu em Paris levar a cabo uma conferência de imprensa com um lote seleccionado de jornalistas, não apenas italianos, como é da praxe, mas de várias latitudes. A AutoMotor esteve presente e ficou a saber que o programa One to One, que permite personalizar quase tudo num automóvel, foi estendido ao 599 GTB Fiorano, depois do seu êxito quando aplicado ao 612 Scaglietti.

Montezemolo também salientou que, em 2012, as emissões de CO2 da gama da Ferrari terão sido reduzidas em 40% face a 2007.

E que a marca explora várias direcções para contribuir para a preservação ambiental, e que os híbridos são só uma das hipóteses para o conseguir. Mas, seja qual for a solução final, garantido está que a Ferrari nunca abdicará das performances de referência e de uma identidade muito própria.

Não obstante, obviamente que o tema mais premente da sessão foi conhecer a perspectiva do presidente da Ferrari acerca da crise que afecta a economia mundial. E as respostas foram esclarecedoras: a Ferrari não sentiu essa crise, e encerrará o ano de 2008 com novo recorde de lucros, muito por culpa da conquista de novos mercados, que já representam 35% das suas vendas (destinando-se a esses o aumento da produção, e não ao aumento de quota nos seus mercados tradicionais). Montezemolo crê, ainda, que, superada a crise, o mundo será melhor do que antes dela, com muita da especulação a dar lugar a uma economia mais “real”. E dá como exemplo o caso da marca que dirige: se algumas encomendas foram canceladas, a Ferrari identificou-as como maioritariamente destinadas à especulação, sendo que a sua extensa lista de espera de imediato as absorveu, com benefícios para os clientes, que assim receberão o seu Ferrari mais cedo e pelo justo valor. Uma situação que a maioria dos restantes construtores, decerto, muito invejará…


 FORD                  
Lançado em 1996, o Ka vendeu mais de 1,4 milhões de unidades ao longo de doze anos, mas em Janeiro já estará disponível em Portugal a nova geração do citadino da Ford, proposta entre nós num único nível de equipamento (Titanium). Com um design tipicamente kinetic, o novo Ka poderá não ser tão arrojado quanto o anterior, mas é, decididamente, mais consensual, contando ainda com um interior a condizer, marcado pela posição de condução elevada e pelo espaço interior generoso.


Produzido na Polónia lado a lado com o Fiat 500, com o qual partilha a plataforma, o novo Ka estará disponível com o motor 1.2 de 69 cv e, pela primeira vez, numa versão Diesel, no caso animada pelo propulsor 1.3 TDCi de 75 cv. Ambas as variantes anunciam emissões de CO2 inferiores a 120 g/km, estando a Diesel apta a reclamar um consumo médio de 4,2 l/100 km. Equipamentos como o sistemas mãos-livres Bluetooth, o sistema de som com seis altifalantes ou os bancos aquecidos estarão disponíveis com o novo Ka, uma das estrelas do novo filme da saga James Bond, onde é conduzido pela belíssima actriz Olga Kurylenko.

Ainda em Paris a Ford deu a conhecer a versão 2.5 Turbo de 200 cv do Kuga, proposta que por razões óbvias, a marca não planeia introduzir em Portugal. Ao contrário da extensão do programa de personalização Individual destinado ao Fiesta e ao Mondeo, disponível entre nós durante 2009, tanto como equipamento de origem como na rede de pós-venda.


 HONDA                  

Honda Civic Hybrid
A nova geração do Jazz foi uma das estrelas da Honda em Paris (ver Apresentação nas pág. 34/35 desta edição). A marca mostrou ainda o novo Civic Hybrid, com alterações ao nível dos grupos ópticos, do desenho dos pára-choques e dotado de novas jantes de liga leve, melhoramentos que serão extensíveis ao Civic 1.8 de quatro portas.

Em termos de futuro, a grande novidade chama-se Insight, a evolução de um projecto híbrido que a marca lançou em 1999, dois anos depois de a Toyota surgir com o Prius, e que se ainda é um concept, deverá estar à venda já na Primavera de 2009, sendo o primeiro de três modelos híbridos que a marca vai lançar nos próximos tempos. Salvo os grupos ópticos e os indicadores de direcção recheados com LED, o futuro Insight estará muito próximodo protótipo que em Paris muitos consideraram bastante semelhante ao Prius da Toyota, modelo que, também ele, conta com um motor eléctrico alimentado por baterias convencionais, já que as de iões de Lítio continuam a ser futuro.


 HYUNDAI                   

Hyundai i20
O sucessor do Getz chama-se i20. Foi desenhado na Alemanha pelos designers do centro que a marca sul-coreana gere em Rüsselsheim, e vai estar disponível no mercado europeu no final do ano, ainda que só com carroçarias de cinco portas, já que as versões de três portas só chegarão no primeiro trimestre de 2009. Face ao Getz, o i20 é mais volumoso: conta com uma nova plataforma, 70 mm mais longa, mede mais 115 mm em comprimento e 45 m de largura, embora a altura (1490 mm) seja semelhante. Em termos de motorizações, as propostas a gasolina passam pelos blocos 1.2 (78 cv), 1.4 (100 cv) e 1.6 (126 cv), enquanto que a oferta Diesel se reparte pelos motores 1.4 (com 75 cv e 90 cv) e 1.6(com 115 cv e 128 cv). A chegada dos novos i20 a Portugal só deverá acontecer no início do próximo ano, sendo ainda cedo para avançar com qualquer referência a nível dos preços.

A Hyundai mostrou ainda o ix55, um SUV de quatro lugares baseado no Veracruz vendido no mercado americano. Com 4840 mm de comprimento, é 70 mm mais comprido do que o Santa Fé, oferece sete lugares, mas apenas irá contar com um (proibitivo) motor turbodiesel 3.0-V6 CRDi de 240 cv.


 KIA                  

Kia Soul
No stand da marca sul-coreana marcou presença o Cee’d ISG (Idle Stop & Go), que deverá chegar à Europa em 2009. Ainda no tema ambiental, destaque para a notícia da chegada a Portugal da opção Bifuel da gama Cee’d até ao final do ano, que operará a gasolina e GPL. No entanto, o destaque foi a estreia mundial do Soul, crossover urbano com o qual a Kia pretende cativar a clientela jovem. O seu design procura combinar as vantagens de um SUV, de um MPV e de um hatchback, transmitindo a sensação de liberdade e irreverência, o que resultou numa silhueta inconfundível. O interior é espaçoso, com muitos espaços de arrumação e acabamentos personalizáveis, num total de mais de 15 combinações possíveis.

O Soul chegará a Portugal em meados de Março de 2009, e estará munido do motor 1.6 a gasolina conhecido do Cee’d, mas agora com 126 cv. Para o final de 2009 está prevista a chegada da versão 1.4 Diesel. Com uma previsão de vendas entre nós de 200 unidades/ano, o Soul ainda não tem preços definidos, mas os responsáveis da marca apontam a fasquia dos 23 mil euros como tecto máximo para o preço praticado em Portugal.


 LAMBORGHINI                   

Lamborghini Estoque
Numa altura em que o mundo dos automóveis espera o lançamento do Aston Martin Rapide e do Porsche Panamera, a Lamborghini mostrou em Paris o concept Estoque, nada mais nada menos do que um fantástico superdesportivo de quatro lugares, na linha do Espada, produzido entre 1968 e 1978. A marca controlada pela Audi referiu que “não sabemos se o protótipo vai passar à fase de produção”, mas todos recordam que o patrão, Stephan Winkelmann, admitiu que só apresentaria protótipos que pudesse dar origem a modelos vendáveis.

O Estoque impressionou pela forma da carroçaria, que não trai a imagem Lamborghini, especialmente com a frente bem ao estilo da do Murciélago.


O châssis é do tipo space frame em alumínio e o motor surge em posição central dianteira, logo atrás do eixo da frente, enquanto que os 3010 mm de distância entre eixos permitiram realizar um habitáculo espaçoso, apesar da altura reduzida do modelo (1350 mm). O requinte dos estofos de couro e a modernidade do painel de instrumentos LCD, com várias configurações, quer digitais, quer com os mostradores clássicos, mostram todo o cuidado colocado nos detalhes.

Se em Paris o Estoque surgiu equipado com o motor 5.2-V10 de 560 cv do Gallardo, e tracção total permanente quattro, responsáveis pela marca de Sant’ Agata Bolognese não escondem que também poderia receber outras motorizações, pelo que resta saber que outras novidades nos reservam...



 LANCIA                  
Uma série especial do Y desenvolvida em parceria com a Versace, e, como tal, denominada Versus, foi a única novidade da Lancia em Paris.

Com produção limitada a 500 unidades, o Y Versace marca pelas cores de carroçaria exclusivas com logo Versus no tejadilho; pelas jantes de 16” específicas; pelo revestimento interior com padrão logo Versus, também presente nos encostos de cabeça forradodos a couro.


 LAND ROVER                  

Land Rover Freelander TD4_e
A partir de 2009, todos os Freelander a gasóleo dotados de caixa manual passam a denominar-se TD4_e e, sem acréscimo de preço, a incluir o sistema Start&Stop com indicador de mudança de velocidade no painel de instrumentos, solução que faz deste o Land Rover energeticamente mais eficiente de sempre. O consumo médio baixa de 7,5 para 6,8 l/100 km e as emissões de CO2 de 194 para 179 g/km, uma redução de 8% que, segundo testes levados a cabo pela marca, pode chegar aos 20% em situações de intenso tráfego urbano.


 LEXUS                   
A estreia mundial do IS 250C teve todo o destaque no stand da Lexus, onde também foi mostrado o restyling dos IS, que passou por pequenas alterações no interior e no exterior, mas também pela regulação da suspensão, da direcção e até da transmissão, para vincar o carácter desportivo de um modelo que passou a contar com o VDIM (sistema integrado de gestão dinâmica) como equipamento de série.

Lexus LF-Xh

O IS 250C é o cabrio que faltava à gama. A capota em alumínio,com três secções distintas, pode ser subida ou descida em apenas 20 segundos. Conta com um motor (para já, o único) 2.5-V6 a gasolina com 208 cv, combinado com uma caixa de seis velocidades automática. O lançamento em Portugal está agendado para Junho de 2009, sendo ainda muito cedo para falar em preços.

O LS460 passa a contar com uma versão de tracção integral permanente com um diferencial Torsen, desenvolvido especificamente para este modelo. Já o protótipo LF-Xh materializa a visão da marca no campo dos SUV, podendo ser visto como o caminho a seguir pelo sucessor do actual RX, e que montava a motorização híbrida, que associa dois motores eléctricos a um 3.3-V6 a gasolina com 272 cv, conhecida do actual RX 400h.


 MAZDA                   
O concept Kiyora (em japonês, limpo e puro) é mais um produto do que a marca denomina estilo Nagare (fluxo), que, desde 2007, presidiu a muitos protótipos por si realizados. Desenhado pela Mazda Europe, este citadino de três portas com ares de coupé, 3770 mm de comprimento, 2495 mm entre eixos e jantes de 18” pode parecer muito radical, também por via da sua estrutura em fibra de carbono, das portas transparentes de abertura vertical e do seu interior bilugar ou do tipo 2+2, configurável consoante as necessidades.

Mas a verdade é que, com alguma imaginação, é possível antever neste estudo (que é, também uma mostra de soluções ambientais), as linhas mestras do futuro Mazda1, a posicionar abaixo do Mazda2.


Mazda Kiyora
O Kiyora monta um motor 1.3 de quatro cilindros e injecção directa de gasolina de nova geração, dotado de distribuição variável e do sistema SISS (Smart Idle Stop System, um exclusivo da marca, que desliga o motor para reduzir consumos e emissões de CO2 quando o veículo está parado – uma espécie de Stop&Start que funciona apenas graças à electrónica da gestão do motor, sem intervenção do alternador), combinado com uma nova caixa automática de seis velocidades, anunciando emissões de C02 de somente 90 g/km. Apanágio de qualquer protótipo, o Kiora não abdica dos gadgets, como o sistema de recuperação, filtragem e purificação da água da chuva, que é armazenada para poder ser bebida pelos ocupantes…

Seguro é que, a existir um Mazda1, tal nunca acontecerá antes de 2011, sendo até muito provável que antes disso venha a ser lançado pela Mazda um modelo destinado à classe dos SUV compactos.

Mais realista, o face-lift do MX-5, em que as maiores diferenças passam pela grelha frontal mais volumosa, pelos faróis de nevoeiro, pelos pára-choques redesenhados, pelas cavas das rodas mais volumosas e pelas jantes de novo desenho.

No capítulo mecânico, referência para a caixa automática de seis velocidades com commandos no volante, para a sonoridade do motor amplificada e para o facto de, na versão 2.0 M/T, a potência passar a ser alcançada 300 rpm mais tarde (7000 rpm), sendo que todas as variantes com motores 2.0 passam a ter como limite máximo de funcionamento as 7500 rpm (actualmente 7000 rpm). A chegada ao mercado nacional do renovado MX-5 está prevista para Fevereiro.

No campo das motorizações, foi apresentado o motor turbodiesel MZR-CD 2.2 (ver pág. 22/23 desta edição) e anunciado o lançamento em Portugal, em meados de 2009, do Mazda2 1.6 MZ-CD – com 90 cv, anuncia 4,2 l/100 km de consumo e emissões de CO2 de 112 g/km, sendo a velocidade máxima de 173 km/h e os 0-100 km/h cumpridos em 11,4 segundos.


 MINI                  
Um conjunto de soluções inéditas num Mini foram adoptadas pelo protótipo Crossover: mais de quatro metros de comprimentos (4,07 m); quatro portas de acesso ao habitáculo (três normais, sendo a traseira do lado do condutor basculante); tracção integral; quatro lugares individuais (os de trás regulam 13 cm em comprimento). As linhas são uma reinterpretação das formas do modelo original, o habitáculo exibe soluções a reter, como a calha central que o percorre em toda a sua extensão (destinada à arrumação de objectos ou à ligação de dispositivos electrónicos como leitores de mp3, consolas de jogos ou telemóveis), alguns materiais pouco vulgares (caso da porcelana, da madeira maciça e do vidro temperado) e, sobretudo, do globo tridimensional com projecção laser (onde é possível comandar e visualizar as funções de entretenimento, comunicação, navegação e condução).


Maior, mais largo e mais alto do que qualquer outro Mini, o Crossover conta ainda com uma distância entre eixos alongada (2606 mm), dispensa os pilares centrais e dispõe de um tecto de abrir em lona a todo o comprimento do veículo, que pode abrir em qualquer dos sentidos. A versão definitiva será revelada em 2009, provavelmente no Salão de Frankfurt, esperando-se que conte com quatro portas convencionais e proponha tanto versões 4x4 como 4x2.



Mercedes S600 Pullman
MERCEDES                  
Ofensiva ambiental                  

Presença de respeito da marca da estrela em Paris. Desde logo devido ao Concept FASCINATION, protótipo de uma carrinha de duas portas e 2+2 lugares sem pilares centrais, mistura de station e coupé ao mais puro estilo shooting break, que tem por base a plataforma do futuro Classe E, do qual em Janeiro será revelada a primeira imagem oficial. A este estudo foi ainda confinada a missão de dar a conhecer as novas tendências de estilo da Mercedes, na frente como na traseira.

A produção de um modelo deste género está dependente apenas da reacção do público e, a acontecer, este inserir-se-á na família de coupés da marca. E como está por definir se o sucessor do actual CLK (a revelar em 2009, em Genebra, tal como o novo Classe E, com o qual partilhará a plataforma, já que vão passar a existir versões coupé e cabrio do novo Classe C) manterá a designação ou passará a chamar-se Classe E Coupé, também a versão final do Concept FASCINATION, a existir, tanto poderá adoptar a sigla CLK Shooting Break como Classe E Shooting Break (a este propósito, está igualmente por definir se a derivação cabrio da gama, a lançar no próximo Salão de Frankfurt, ao mesmo tempo que a Classe E Station se chamará CLK Cabrio ou Classe E Cabrio).


Mercedes SLR McLaren 722S
De volta ao Concept FASCINATION, atente-se que, como em todos os coupés da Mercedes, os vidros laterais traseiros abrem totalmente. Elementos em destaque são ainda a bagageira revestida a madeira e alumínio, dotada de um compartimento refrigerado e de humidificador, para além de um amplo espaço de carga; o amplo tecto panorâmico; o interior revestido a pele, madeira e alumínio – materiais inspirados no mundo equestre, como o confirmam os dois pares de binóculos e a máquina digital com lentes intermutáveis Leica incluídos “de série”. O motor instalado é o 250 CDI Bluetec, a caixa é automática de cinco relações, a suspensão adopta uma geometria de três braços na frente e multilink atrás e o châssis Agility Control também marca presença.

Novidades palpáveis
Também muito esperado, o C250 CDI equipado com o novo 4 cilindros Diesel biturbo em alumínio de 204 cv, com injecção common-rail de 2000 bar e injectores piezoeléctricos de quarta geração, motor que durante 2009 será introduzido também no Classe E (berlina e coupé), no GLK e na carrinha da Classe C (apenas em Junho). Numa primeira fase, esta unidade motriz será disponibilizada apenas numa série especial limitada a 5000 unidades do Classe C berlina, denominada C250 CDI BlueEFICCIENCY Prime Edition e dotada de caixa manual de seis velocidades (a versão de produção poderá montar a automática 7G-Tronic de sete relações), capaz de cumprir os 0-100 km/h em 6,7 segundos e de atingir os 250 km/h, sendo o consumo médio de 5,2 l/100 km.
Sistemas como o Pre-Safe ou o Audio 20 serão de série, as jantes são de 16” com pneus 205/55 (17” com pneus 225/45 na frente e 205/40 atrás em opção, mas sem custo adicional) e o preço em Portugal será de 51 mil euros com jantes de 16” (com jantes de 17” será necessário desembolsar mais mil euros, devido às superiores emissões de CO2, e correspondente penalização fiscal).

Resta salientar que com os seus novos motores aptos a cumprir as normas Euro5, a oferta Diesel do Classe C fica ainda mais apetecível, até porque promete praticar preços mais competitivos, em virtude da menor penalização fiscal de que será alvo: o C220 CDI mantém os 136 cv mas o binário sobe de 270 Nm para 330 Nm e as emissões de CO2 baixam de 156 para 130 g/km; o C220 CDI de 170 cv e 400 Nm vê as emissões de CO2 passarem de 161 para 130-135 g/km; o C250 CDI, com 204 cv e 500 Nm, não vai além de 138 g/km.


Mercedes S400 BlueHybrid
E se a ecologia está na ordem do dia, um construtor como a Mercedes não podia ficar à margem do fenómeno. Daí que, em Julho, chegue a Portugal o novo S400 BlueHybrid: partindo do S350 a gasolina (motor 3.5-V6 com 279 cv, mais 7 cv do que na versão “normal”), junta-lhe um módulo eléctrico com 20 cv (actua como regenerador de energia nas travagens, motor eléctrico e motor de arranque), um conjunto de baterias de iões de Lítio sob o motor (não roubando, por isso, qualquer espaço ao habitáculo ou à mala) e um sistema Start/stop (que funciona em desaceleração logo a partir dos 15 km/h), argumentário que lhe permite oferecer 299 cv e 385 Nm (mais 10% do que no S350), atingir 250 km/h, cumprir os 0-100 km/h em 7,2 segundos, consumir em média 7,9 l/100 km (menos 22% do que o S350) e reclamar emissões de CO2 de 190 g/km.

Resta saber se o benefício fiscal de que esta proposta usufruirá entre nós será suficiente para cobrir o acréscimo de custos que a sua produção implica comparativamente ao S350. De qualquer modo, há a salientar que no final de 2009 terá início o produção dos novos Bluetec Hybrid Diesel, os híbridos a gasóleo da Mercedes, onde o novo motor 250 CDI é combinado com um módulo eléctrico semelhante, sendo o rendimento combinado
de 224 cv e 560 Nm (uma solução que começará por ser aplicada no Classe E, no GLK e no Classe S). E ainda que, no final de 2010, a casa de Estugarda lançará não só o seu primeiro modelo 100% eléctrico, provavelmente criado a partir da plataforma do Classe A, mas também o Classe B Fuel Cell (ainda que de forma selectiva, e em países onde existam estações de abastecimento de Hidrogénio), isto é, dois anos antes do prometido.


Mercedes Concept FASCINATION
Para terminar, duas propostas de sonho da Mercedes. De um lado, o S600 Pullman, modelo que recupera uma designação estreada na década de 1920 e foi criado a partir do S600 (motor V12 de 517 cv e 830 Nm), mas apresentando mais 1115 mm de comprimento, ou seja, tem 6356 mm de comprimento e 4315 mm de distância entre eixos. Podendo dispor de vários tipos de blindagem e oferecendo um habitáculo que é um autêntico salão sobre rodas (pelo espaço e pelo requinte), pretende tirar partido da tradição da Mercedes em fornecer veículos a inúmeras individualidades (mais de 90 chefes de estado utilizam modelos da marca) e do crescimento do mercado dos automóveis blindados – estimado em 18 mil unidades/ano para protecções B4 e em 2000 unidades/ano para as protecções B6/B7. Quanto ao SLR McLaren 722 S, destaca-se pelo seu motor 5.5-V8 sobrealimentado com 650 cv e 830 Nm (626 cv e 780 Nm na versão normal); pelas prestações (3,7 segundos nos 0-100 km/h; 335 km/h de velocidade máxima) e pela suspensão reafinada e 10 mm mais baixa.


 MITSUBISHI                   
A grande novidade da marca japonesa foi a apresentação do Racing Lancer, a estrear em competição na Baja de Portalegre (ver pág. 94/95 desta edição), como preparação para o Dakar 2009. Ao mesmo tempo foi mostrado o novo Lancer Sportback, que tem chegada a Portugal agendada para Janeiro, nas versões 1.8 a gasolina (143 cv) e 2.0 turbodiesel (140 cv), estando prevista para Junho de 2009 a disponibilidade de um novo motor 1.8 D-iD turbodiesel (140 cv), mais em linha com a fiscalidade nacional.

A marca japonesa decidiu ainda homogeneizar a estética da sua gama de acordo com o padrão do novo Lancer. Por isso, o pequeno Colt estreou a grande e agressiva grelha dianteira trapezoidal que passou a ser a imagem da Mitsubishi, sendo as alterações na traseira mais subtis. A nova gama Colt chega a Portugal em Novembro, com motores a gasolina 1.1 (75 cv), 1.3 (95 cv) e 1.5 (109 cv), não havendo qualquer proposta Diesel.

Mitsubishi Colt
Mitsubishi Lancer Sportback
Mitsubishi Racing Lancer

Destaque ainda para as revisões nos motores do Pajero turbodiesel, que passa a contar com 200 cv, e para a pick-up Strakar, que contará com uma opção de 178 cv. Tal como acontece com outros construtores, a Mitsubishi decidiu desenvolver versões mais desportivas dos seus modelos, a que chama Ralliart: estão disponíveis nos Lancer
de quatro e cinco portas (mecânica próximas da do Lancer Evolution, com 240 cv) e no Colt (a versão CZT, equipada com o motor 1.5 Turbo, cede o seu lugar ao Colt Ralliart de 150 cv, de cariz ainda mais desportivo, mas com a mesma potência).

Referência final para o i-MiEV, um veículo eléctrico com baterias de iões de Lítio, quatro lugares, 140 km de autonomia, e capaz de atingir velocidades na ordem dos 130-160 km/h. Algumas unidades deste modelo, que será comercializado no Japão em 2009, serão entregues na Europa a grandes empresas para testes de desenvolvimento.


 NISSAN                  
Foram três as estreias da Nissan em Paris. O concept NUVU, o Pixo e o revisto Note. Em exposição estiveram também o novo Murano e o Qashqai +2 (ver pág. 38/39 desta edição). O NUVU é um 2+1 lugares eléctrico com 3,0 metros, que usa o sistema de propulsão que será comercializado em Portugal no modelo a lançar em 2011, e que lhe permite anunciar 125 km de autonomia e uma velocidade máxima de 120 km/h. Estreia uma plataforma única e usa a tecnologia X-by-Wire para todas  as suas funções, bem como materiais naturais e recicláveis na sua composição, incluindo um conjunto de painéis solares no tejadilho para alimentar a bateria.

O Pixo chegará ao nosso país em meados de 2009, estando direccionado para os utilizadores eminentemente citadinos, por montar um motor 1.0 de 65 cv, reclamando emissões de CO2 de 103 g/km e um consumo médio de 4,6 l/100 km. Com 3560 mm de comprimento, contará, de série, com ABS e dois airbags, ficando o ESP para a lista de opcionais.

Nissan Pixo
Nissan NUVU

A revisão do Note também foi apresentada em Paris e chegará a Portugal até ao final do ano. A revisão da grelha, faróis e pára-choques dianteiros são as alterações de maior monta e conferem ao Note um aspecto mais elegante. No interior, de referir a inclusão do sistema Nissan Connect, que engloba GPS, leitor de mp3 e kit mãos-livres por Bluetooth. A maior novidade está na introdução do bloco 1.5 dCi de 103 cv, equipado com filtro de partículas, que anuncia emissões de CO2 de  119 g/km.



Opel Insignia Sports Tourer
 OPEL                  
A montra da Opel em Paris serviu, sobretudo, para revelar o Insignia Sports Tourer, cuja comercialização arrancará já na próxima Primavera. O visual desta carrinha destaca-se pelos volumosos grupos ópticos e pelo amplo portão traseiro, que se alarga para os flancos e permite o acesso aos 540 litros de capacidade da bagageira extensíveis até 1510 litros caso se rebata o banco traseiro. Com 4908 mm de comprimento, 1856 mm de largura e 1520 mm de altura, o Insignia Sports Tourer tem uma habitabilidade invejável, muito por conta também dos 2737 mm de distância entre eixos. Os motores eleitos são os adoptados para a versão berlina (ver pág. 36/37 desta edição).

A marca alemã do grupo GM aproveitou o evento para mostrar uma outra versão deste seu novo topo de gama, aqui em estreia: trata-se do Insignia ecoFLEX, variante que combina eficácia ambiental sem comprometer o prazer de condução Nesta variante ecológica, o Insigina foi alvo de uma específica afinação aerodinâmica, tendo ainda sido rebaixada a sua suspensão em 10 mm e adoptados pneus de baixa resistência da Michelin. O motor Diesel 2.0 de 160 cv foi o eleito para animar o Insignia ecoFlex, conseguindo, segundo a marca, emissões de CO2 abaixo dos 140 kg/km. E se as emissões são baixas, as prestações também não envergonham: 9,5 segundos nos 0-100 km/h e 218 km/h de velocidade máxima.


Peugeot 308 CC
PEUGEOT                  
Factor casa                  

O novo 308 CC foi a principal novidade de produto exibida pela Peugeot, tendo como meta reconquistar a liderança do mercado na sua classe, para o que adopta uma postura mais de topo de gama do que o seu antecessor, e uma estética mais distinta. Mais comprido 124 mm, e mais baixo 72 mm, do que o 308 “normal” (a capacidade da mala varia entre 226 e 403 litros), no habitáculo encontram-se algumas soluções inéditas, como o airbag lateral para protecção da cabeça, bacia e tórax,ou o sistema Air Wave de ventilação integrado nos encostos de cabeça dianteiros (em ambos os casos, uma estreia mundial num cabrio de quatro lugares).

Os arcos de protecção escamoteáveis e o tejadilho rígido retráctil electricamente (operável em 20 segundos) são outros dados a reter num modelo que chegará a Portugal em Abril/Maio de 2009, nas versões 1.6 THP de 150 cv e 2.0 HDI (140 cv ou 136 cv) – alguns meses mais tarde chegará o 1.6 HDI de 110 cv.


Peugeot 908 HYmotion2
Também no 308 foi exibido o novo sistema Stop&Start da Peugeot, praticamente no seu estágio final de desenvolvimento, embora a sua comercialização só avance de forma massiva em 2010, para cumprir o objectivo da marca de, em 2011, ter a circular mais de um milhão de unidades equipadas com este dispositivo.

Outro modelo quase final mostrado em Paris foi o Prologue, em Portugal no segundo trimestre de 2009. Assente na plataforma do 308, para rivalizar com propostas como o Nissan Qashqai tenta combinar, numa mesma proposta, os conceitos de berlina, monovolume e SUV, não faltando quem aposte que se chamará 3008.

O interior aposta na versatilidade, dispondo de um piso plano e de um novo posto de condução, embora conte com apenas cinco lugares (já que vai existir, na gama da Peugeot, uma nova proposta capaz de transportar cinco ou sete passageiros).


Peugeot RC HYmotion4
A aposta no equipamento é outro dos seus atributos: head-up display; alerta de proximidade face ao veículo da frente; sistema de auxílio ao estacionamento; hill-holder; travão de estacionamento eléctrico; ampla oferta de sistemas de navegação WIP – World in Peugeot (no topo está uma solução com visualização 3D e disco rígido de 40 GB). A gama de motores incluirá as unidades 1.6 THP, 1.6 HDI e 2.0 HDI, embora o concept presente em Paris contasse com uma solução híbrida HYmotion4 (motor 2.0 HDI de 163 cv na frente; motor eléctrico de 37 cv no eixo traseiro; caixa pilotada de seis velocidades e sistema Stop&Start – o suficiente para alcançar 209 km/h, cumprir  os 0-100 km/h em 8,8 segundos e anunciar um consumo médio  de 4,1 l/100 km e emissões de CO2 de 109 g/km). Uma versão final híbrida de tracção integral do Prologue está prevista para o Salão de Paris de 2010, devendo chegar ao mercado no ano seguinte.


Peugeot Prologue HYmotion4
Emoção e inovação
Estando a apresentação do desportivo RCZ agendada apenas para o próximo Salão de Genebra, a Peugeot aproveito Paris para desvendar o RC HYmotion4, protótipo de um GT de topo de gama com quatro lugares e mais de 4,7 metros de comprimento, criado, essencialmente, para provar a versatilidade da nova configuração híbrida da PSA.

Aqui, o motor de combustão interna (1.6 THP 218 cv) está colocado em posição central transversal traseira, surgindo o eléctrico (95 cv) na frente. Apesar do consumo anunciado de 4,5 l/100 km, e das emissões de CO2 de 109 g/km, os 313 cv de potência chegam para atingir 295 km/h e cumprir os 0-100 km/h em 4,4 segundos.


Peugeot HYmotion3 Compressor
No espaço da marca do leão era ainda possível encontrar o 908 HYmotion2, que combina um V12 HDI com um motor eléctrico de 82 cv (as baterias são de iões de Lítio) e tentará disputar algumas corridas da Le Mans Series extra-classificação em 2009, para avaliar a viabilidade de competir nas 24 Horas Le Mans, a nível oficial, em 2010.

Quanto ao HYmotion3 Compressor, é o protótipo de uma scooter com três rodas (duas na frente e uma na traseira), realizada em conjunto pelas divisões auto e de motociclos da Peugeot.

Ao motor de combustão interna de 125 cc e 20 cv colocado na traseira (oriundo da Peugeot Satelis ) juntam-se dois motores eléctricos (um por cada roda dianteira, cada qual com 4 cv) e um sistema Stop&Start, para uma potência combinada de 29 cv.

O consumo desta scooter de tracção total, capaz de alcançar 110 km/h, é de 2,0/100 km, sendo as emissões de CO2 de 47 g/km.


 PININFARINA                  
No stand da Pininfarina estava exposto o B0 (B Zero), resultado de uma joint-venture entre a Pininfarina e a Bolloré, empresa que fabrica e desenvolve baterias. Totalmente eléctrico, chegará ao mercado europeu no final de 2009.


As suas baterias de iões de Lítio armazenam energia suficiente para uma autonomia de 250 km e são recarregáveis em casa em algumas horas. Para aumentar a sua eficiência, foram incluídos painéis solares no tejadilho e capot. Em termos de performances, o B0 atinge os 130 km/h e cumpre os 0-60 km/h em 6,3 segundos.


 PORSCHE                  
Apenas em Genebra será revelada uma das novidades mais esperadas da Porsche dos últimos anos – o Panamera de quatro portas e quatro lugares. Em Paris a marca exibiu as séries especiais Boxster S Porsche Design Edition e Cayman S Sport, bem como o Cayenne Turbo S, o  Cayenne S Transsyberia e a renovada gama 911.



 SAAB                  
O concept 9-X Air foi a grande novidade da Saab. A marca sueca revelou em Paris este protótipo de um descapotável compacto de quatro lugares que, apesar da sua configuração identificada com o lazer, tem como principal função preparar a entrada da Saab na classe dos compactos de prestígio, onde rivalizará com propostas como o Audi A3, o BMW Série 1 ou o Volvo C30, dando já a conhecer um habitáculo muito próximo daquele que identificará o futuro 9-1, no mercado europeu no final de 2009. O 9X-Air recorre a um motor 1.4 Turbo, que funciona com combustível E85 e recebe o auxílio de um propulsor eléctrico. As prestações anunciadas apontam para os 8,1 segundos nos 0-100 km/h e para uma velocidade máxima de 231 km/h.




RENAULT                  

Para cumprir o objectivo de ser a marca generalista mais rentável do mercado, a Renault aposta forte numa grande ofensiva de produto. E o novo Mégane será fundamental para esta estratégia, chegando a Portugal já a 5 de Novembro, mas apenas na versão de cinco portas (o coupé está agendado para o início de 2009), numa primeira fase com os motores 1.5 dCi de 85 cv e 105 cv (que no início de 2009 passarão a oferecer 90 cv e 110 cv com filtro de partículas). No pimeiro trimestre de 2009 chegará o 1.4 TCe de 130 cv; já o coupé contará ainda com a unidade 2.0 TCe de 180 cv e com o 2.0 dCi de 160 cv.

Apesar de maior e mais amplo do que o actual (4,3 metros de comprimento e 2,64 m de distância entre eixos), o novo Mégane é cerca de 8 kg mais leve e promete praticar preços semelhantes aos actualmente em vigor.


Renault Mégane 5 p
O equipamento é outra das apostas da Renault, incluindo dispositivos como o sistema de som 3D, o travão de estacionamento eléctrico, a chave electrónica ou o ar condicionado bizona. A mala conta com 405 litros (377 litros no coupé), e até 2010 a família será alargada para seis elementos, estando já confirmado o lançamento da break em meados de 2009, e do coupé-cabriolet em 2010. Já em meados de Novembro próximo será introduzido no nosso país o Laguna Coupé, nas versões Dynamique S e Luxe e com os motores 2.0 Turbo de 205 cv (preço abaixo dos 40 mil euros) e 2.0 dCi de 180 cv (por cerca de 43 mil euros). Em 2009 terá fim a produção do Laguna GT 2.0 Turbo de 205 cv (nas versões berlina e break), em Março/Abril de 2009 o Coupé será o único membro da gama Laguna a fazer uso do novo 3.0-V6 de 235 cv desenvolvido em conjunto com a Nissan.


Renault Mégane Coupé
Se o Kangoo bebop, pela sua exclusvidade, é um modelo que a Renault não prevê tenha mercado em Portugal, foi a partir desta proposta que a marca do losango criou o prótipo Z.E Concept, antevisão do seu modelo 100% eléctrico, a lançar entre nós em 2011.

Os painéis solares no tejadilho, a aerodinâmica optimizada e o motor eléctrico de 94 cv e 226 Nm (alimentado por um conjunto de baterias de iões de Lítio) são as suas principais características.

Resta referir a presença no stand da Renault do protótipo Ondelios, um futurista topo de gama com 4,8 metros de comprimento e Cx de 0,29.

A grelha em alumínio, as ópticas por LED, os farolins em forma de boomerang, o enorme tejadilho panorâmico e as portas de abertura vertical a todo comprimento do habitáculo marcam a arrojada carroçaria; enquanto que no interior o destaque vai para as três filas de bancos suspensos para seis ocupantes (as costas reclinam e os apoios de pé sobem, ao estilo dos bancos de classe executiva da aviação comercial) e para a scooter eléctrica integrada na mala e carregada através do próprio veículo, para circulação em zonas mais “apertadas”.

Renault Ondelios
Renault Z.E Concept

A motorização híbrida do Ondelios combina um motor 2.0 dCi de 205 cv e 450 Nm com um sistema Stop/Start e dois motores eléctricos de 27 cv (um por eixo, o que faz do modelo um 4x4), sendo a caixa de sete velocidades com dupla embraiagem – os 0-100 km/h são cumpridos em 7,8 segundo, o consumo médio é de 4,5 l/100 km e as emissões de CO2 de 120 g/km.


 SEAT                   
Para dilatar a oferta da marca espanhola, a Audi abriu as portas do seu “banco de órgãos”, permitindo a criação do Exeo, o três volumes que faltava ao catálogo da Seat. Realizado com base na plataforma da última geração do A4, será produzido na fábrica de Martorell, na Catalunha. No primeiro trimestre de 2009 estará disponível no mercado nacional, com os motores a gasolina 1.6 (102 cv), 1.8 (160 cv) e 2.0 (200 cv), para além do turbodiesel 2.0 TDI (140 cv e 170 cv). Posteriormente, o Exeo deverá derivar numa variante break e, apesar de ser cedo para falar de preços, a Seat anuncia valores a partir de 25 mil euros.

Seat Exeo
Seat Ibiza Cupra

Também no stand da casa espanhola foi revelado o Ibiza Cupra (equipado com um motor 1.4 turbo de 180 cv e caixa DSG de sete velocidades com comandos no volante) e ainda o Ibiza Ecomotive, mais focado na economia de combustível e na redução das emissões poluentes: disponível nas versões SC de três portas e berlina de cinco portas, monta o motor 1.4 TDI com filtro de partículas (alterações no motor, nas relações da caixa e no tipo de pneus adoptados permitiram reduzir as emissões de CO2 para 98 g/km).



 SKODA                   
A marca checa do Grupo VW destacou o restyling do Octavia, disponível em Portugal no início de 2009, com preços alinhados com os actuais. O modelo conta com um novo visual, graças a uma frente mais dinâmica, onde se destacam os novos grupos ópticos e a volumosa tomada de ar sob a grelha, também ela reformulada, assumindo o ar de família estreado pelo novo Superb. As alterações passaram ainda pelo habitáculo,  que exibe um design mais moderno e uma evolução ao nível da qualidade dos materiais. O motor 1.4 TSI de injecção directa a gasolina, com 122 cv, e a opção da caixa automática DSG de sete velocidades vêm aumentar o leque de propostas disponíveis na gama.



 smart                  
10 anos e um milhão unidades depois… electric drive. Depois de 100 unidades a circular em Londres num projecto piloto, mais 100 serão disponibilizadas em Berlim.

Agora com baterias de iões de Lítio e sistema plug-in, as primeiras entregas a clientes seleccionados ocorrerão no final de 2009. Em 2010 estará à venda ao público em geral nos mercados onde a recarga das baterias seja possível.


 SSANGYONG                   

Ssangyong C200
A marca sul-coreana juntou um novo modelo ao seu catálogo 4x4.
Trata-se do protótipo C200, que antevê um SUV compacto que a Ssangyong anuncia como rival directo de modelos como o Toyota RAV4 ou o Honda CR-V. Com 4,4 metros de comprimento, e uma distância entre eixos de 2,64 metros, monta um motor 2.0 turbodiesel de 175 cv. O início da produção poderá vir a ter lugar ainda em 2009.


 SUBARU                  
No espaço reservado à Subaru, os grandes protagonistas foram os dois modelos que passam a acolher o novo motor Boxer Diesel de 2,0 litros e 150 cv recentemente desenvolvido pela marca nipónica: Forester 2.0D e Impreza 2.0D. Propostas que iniciarão a sua carreira comercial na Europa este Outono, juntando-se aos já conhecidos Legacy 2.0D e Outback 2.0D.

As novas versões Diesel do Forester e do Impreza estão equipadas com filtro de partículas e com uma transmissão manual de seis relações recentemente desenvolvida, prometendo uma elevada economia de combustível (6,4 e 5,9 l/100 km, respectivamente) e controlo de emissões de CO2 optimizado (170 g/km e 155 g/km, respectivamente).



 SUZUKI                   
Fabricada na Índia, pela Maruti, a sexta geração do Alto chegará a Portugal na Primavera de 2009, para ocupar um lugar na base da oferta da marca, competindo com modelos como o Citroën C1 e seus pares. O grande argumento deste pequeno compacto com 3,5 metros de comprimento, 1,6 m de largura e 1,47 m de altura é o seu motor 1.0 de 68 cv, com emissões de CO2 de apenas 110g/km, que irá dar uma ajuda na definição final do seu preço em Portugal, onde ainda não há estimativas quanto ao valor.


 TOYOTA                   
Na sua terceira geração, a lançar no mercado nacional durante o primeiro trimestre de 2009, o Avensis está mais elegante do que nunca. Há quem afirme que os designers do centro de estilo ED2, localizado em França, se inspiraram no Lexus para criar as suas linhas, o que só pode ser um elogio. A gama também conta com uma break de linhas fluidas, com o pára-brisas dianteiro muito inclinado.

A berlina mede 4695 mm de comprimento (a break 4765 mm), o que equivale a dizer que apenas cresceram 50 mm face aos seus antecessores. Apesar de a distância entre eixos se manter (2700 mm), o habitáculo, elegante mas sóbrio, é mais espaçoso, graças a um melhor aproveitamento do espaço. O nível de equipamento anuncia-se elevado, incluindo controlo de estabilidade integrado com a direcção (VSC+), faróis direccionais e sistema Pre-Crash (PCS).

A gama de motores a gasolina inclui as opções 1.6 (132 cv), 1.8 (147 cv) e 2.0 (152 cv); a oferta Diesel passa pelo 2.0 D-4D de 126 cv (o mais eficaz, com consumos de 5,1 l/100 km e emissões de CO2 de 134 g/km) e pelo 2.2 D-4D com potências de 177 cv e 150 cv (este último destinado a uma versão equipada com caixa automática de seis velocidades, o que acontece pela primeira vez num Diesel da Toyota).

Toyota iQ
Toyota Avensis
Toyota Urban Cruiser

Outra grande novidade foi o pequeno iQ. Com menos de três metros de comprimento, é apenas 28 cm maior do que um smart fortwo, mas tem quatro lugares, devendo vir a ser um pouco mais caro do que o seu rival da Mercedes quando chegar a Portugal, em Março de 2009. Com um nível de equipamento muito elevado, onde se destacam nove airbags, entre os quais o primeiro airbag de cortina para o vidro posterior, monta um motor de 3 cilindros a gasolina com 1,0 litros e 68 cv (consumo médio de 4,3 l/100 km e emissões de CO2 de 115 g/km), e um Diesel 1.4 D-4D de 90 cv (consumo de 4,0 l/100 km e emissões de CO2 de 127 g/km).

Destaque ainda para o Urban Cruiser, um pequeno SUV compacto com 3,93 metros de comprimento, desenvolvido com base na plataforma do Yaris. Estará disponível em Portugal em Maio de 2009, nas versões 1.4 a gasolina de 100 cv e tracção dianteira, e 1.4 D-4D de 90 cv com transmissão 4x2 ou 4x4.


 VOLKSWAGEN                   
O novo Golf foi a grande atracção da VW. É certo que, desde 1974, a cada Golf sucede, sem revoluções, outro Golf. Foi assim que chegámos ao Golf VI, agora revelado em Paris, e que a AutoMotor já teve oportunidade de conduzir (ver pág. 30/31 desta edição). Ao mesmo tempo, a VW mostrou, na versão protótipo, o futuro Golf GTi de 250 cv, a lançar em 2009. A grelha tipo favo de abelha, a volumosa tomada de ar sob o pára-choques, as enormes jantes de 19” e as duas ponteiras de escape na traseira vincam o aspecto desportivo.


A marca alemã deu ainda a conhecer o novo Passat BlueMotion com conversor catalítico SCR, que estará disponível ainda este ano (o seu motor 2.0 TDI de 143 cv consome 5,5 l/100 km com emissões de CO2 de 137 g/km, cumprindo, desde já, as normas Euro 6), bem como o Passat BlueMotion 2.0 TDI de 110 cv, que anuncia um consumos médio de 4,9 l/100 km e emissões de CO2 de 129 g/km.


 VOLVO                  
DRIVe foi a sigla eleita pela Volvo para identificar as suas criações mais amigas do ambiente. Tendo por base o protótipo C30 Efficiency, mostrado em Frankfurt em 2007, foram criadas variantes DRIVe do C30, S40 e V50, todas equipadas com o motor turbodiesel 1.6D de 110 cv, cuja chegada a Portugal está prevista para o final do ano em curso. Em comum, estas três versões DRIVe têm o chassis rebaixado 10mm, a grelha coberta, os deflectores de ar nas rodas dianteiras, as jantes (de 15” ou 16”) aerodinamicamente optimizadas, os pneus Michelin de baixa resistência, a caixa com relações mais longas na 4ª e 5ª velocidades, a gestão do motor específica, a refrigeração do motor e a assistência  da direcção optimizadas, o novo óleo de transmissão de baixa fricção e o indicador de mudança velocidade.

Volvo V50 DRIVe
Volvo S40 DRIVe
Volvo C30 DRIVe

Exclusivos do C30 DRIVe são o fundo coberto, o spoiler traseiro específico e o novo pára-choques traseiro, enquanto S40 e V50 recebem o spoiler dianteiro da variante T5. Resta referir que o consumo médio e as emissões de CO2 anunciados pela Volvo para as suas novas versões DRIVe são de 4,4 l/100 km e 115 g/km para o C30, e de 4,5 l/100 km e 118 g/km para os S40 e V50.
 
 
 
 
 

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