Todos os construtores estão empenhados em melhorar a eficiência dos seus motores e a Mazda não é excepção. Fomos visitar o Centro R&D da marca, em Oberursel, na Alemanha, para ficarmos a saber quais os projectos dos responsáveis japoneses para os próximos anos.
Um dos pontos de partida para este workshop foi um breve contacto dinâmico com o novo motor Diesel MZR-CD 2.2, que vai passar a equipar o Mazda6, versão essa que será lançada no início de 2009. Este bloco em liga de alumínio tem por base o anterior 2.0 de 136 cv, mas sofreu alterações consideráveis para melhorar o rendimento e a eficiência, mantendo o mesmo peso.
A potência chega aos 185 cv e o binário, entre as 1500 e as 3000 rpm, é de 400 Nm. O sistema common-rail conta com injectores mecânicos Denso, ao contrário dos piezzo usados noutras marcas, mas com mais orifícios (10 ao todo) e mais pequenos cerca de 20%, ou seja, com 0,1 mm de diâmetro cada. A pressão de injecção chega aos 2000 bar.
Além disso, o turbo de geometria variável conta agora com pás mais compridas e curvas, o que permite melhorar a capacidade de resposta numa faixa de regimes mais ampla. Os êmbolos também foram revistos, são em liga de alumínio e incluem um anel interior para circulação do óleo, o que melhora o arrefecimento.
A Mazda pretende reduzir entre 100 a 200 kg o peso de todos os seus modelos até 2011
Curiosamente, este bloco ainda não cumpre as normas Euro 5, mesmo com o filtro de partículas melhorado, mas os técnicos dizem que está preparado para o fazer.
De destacar que este motor foi totalmente desenvolvido pela marca nipónica e não tem qualquer relação de parentesco com o bloco da mesma capacidade presente em modelos da Ford, Citroën e Peugeot.
Nos poucos minutos que nos permitiram conduzir o Mazda6 2.2. MZR-CD gostámos do que sentimos, graças à boa aceleração e às reprises céleres que exibe. Segundo a marca, este modelo consegue recuperar dos 50 aos 100 km/h, em 3.ª, em apenas 5,2 segundos. O ruído de funcionamento foi o único elemento que nos pareceu melhorável, face a outros Diesel da concorrência de potência equivalente, apesar de a marca afirmar que é dos mais silenciosos da gama.
Por outro lado, as vibrações são praticamente inexistentes, o que está directamente relacionado com a colocação de veios de equilíbrio na cambota.
Mais e melhores impressões de condução irão acontecer em Novembro, altura em que será feita a apresentação oficial desta nova versão do Mazda6.
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Pare, escute e olhe
Outra das novidades apresentadas nesta acção da Mazda foi o sistema SISS (Smart Idle Stop System), que mais não é do que um dispositivo semelhante ao Start/Stop da BMW
ou da Mercedes, que começou a ser utilizado há já alguns anos pelo VW Lupo 3L.
Com este sistema, o motor desliga-se sempre que paramos num semáforo ou numa demorada fila de trânsito, o que traz benefícios óbvios em termos de consumos e emissões poluentes. Basta colocar em ponto-morto, soltar o pé do pedal da embraiagem e escutar... o silêncio. Assim que se aperta o pedal novamente o motor volta a acordar.
A particularidade do SISS, sobretudo quando comparado com os sistema de outros modelos, é que consegue ser mais rápido e suave ao longo de todo o processo.
O segredo está nos sensores na base do bloco, que monitorizam a posição exacta dos êmbolos no momento da paragem, e num motor eléctrico que os ajusta para a posição ideal, imediatamente antes do arranque. A injecção de gasolina é feita directamente
no cilindro ainda com o motor parado, e assim que o combustível é inflamado empurra o pistão para baixo, o que, combinado com a ajuda do motor eléctrico, torna o processo mais rápido e económico. Segundo os dados do construtor, o tempo para colocar o motor em funcionamento não ultrapassa os 0,35 segundos e a poupança de combustível chega aos 9% em ciclo combinado.
Para já, o SISS só está disponível com o novo motor a gasoline de injecção directa, o 2.0 DISI de 151 cv, que experimentámos, ainda sob a forma de protótipo, num Mazda3.
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Mazda diet
A redução de peso num automóvel só traz vantagens:
o comportamento melhora, os consumos idem e até o impacto em caso de acidente é menor.
A Mazda sabe disso e está empenhada numa redução de peso considerável em todos os seus modelos, os quais, até 2011, deverão perder entre 100 a 200 kg.
O exemplo começou com o novo Mazda2, que já foi sujeito a uma cura de emagrecimento, graças ao recurso a materiais mais leves e resistentes, além
de novos métodos de produção.
1 Nas suspensões, os técnicos conseguiram poupar 13 kg
2 Os novos altifalantes do Mazda 2 pesam menos 1 kg do que os anteriores
3 No sistema eléctrico, a redução de peso ronda os 3 kg
4 A supressão de alguns elementos do escape diminuiu o peso em 7,5 kg |
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