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Embora chegue a Portugal apenas em Janeiro de 2010, a Infiniti, divisão de luxo da Nissan recém-chegada à Europa, apresentou a sua gama que, para já, pode ser vista a circular em Espanha, França, Itália, Bélgica e Suíça. A oferta contempla uma berlina, um coupé, dois SUV e, claro, cargas de charme e distinção
Por Bruno Castanheira Fotos Infiniti
DEZEMBRO 2008 |
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Depois de, no passado mês de Maio, a Infiniti ter levado a cabo um evento no nosso país, inserido na mega operação Nissan 360, desta vez a marca nipónica apresentou a sua gama europeia que, para já, pode ser vista a circular em cinco países: Espanha, França, Itália, Bélgica e Suíça. Portugal terá de esperar até Janeiro de 2010, altura em que a primeira concessão da marca em solo nacional, localizada em Lisboa, estará pronta para satisfazer os desejos dos consumidores preocupados, essencialmente, com o luxo e a exclusividade.
Criada em 1989 para o mercado norte-americano, a Infiniti só este ano chegou à Europa, depois de, em 1997, ter entrado em Taiwan, em 2002 no Médio Oriente, em 2005 na Coreia, em 2006 na Rússia e em 2007 na China e Ucrânia. A importação dos modelos da marca, cujo símbolo representa uma estrada que se direcciona ao infinito, será assegurada no nosso país pelo Grupo Bergé.
Embora a oferta contemple, por enquanto, quatro modelos (G Sedan, G Coupé e os SUV EX/FX), quando chegar a Portugal já estarão disponíveis o G Convertible dotado de tejadilho retráctil em aço, o motor 3.0 V6 Diesel para os EX/FX e, provavelmente, quer a terceira geração da berlina M, quer um híbrido. Sem mais demoras, vamos então conhecer os modelos que compõem a oferta da Infiniti.
Polivalência EX
Reunindo o estilo de um coupé, o espaço de uma carrinha e a versatilidade de um crossover dotado de tracção integral, o EX é o SUV mais acessível da Infiniti. Está disponível, para já, nos supracitados cinco países, em duas versões: EX37 e EX37 GT. Estas designações parecem confusas mas são fáceis de perceber: “E” designa o nome do modelo; “X” traduz o facto de dispor de tracção às quatro rodas; “37” simboliza a cilindrada do motor; “GT” refere-se à especificação.
Equipado, por enquanto, apenas com o motor V6 de 3,7 litros com 320 cv e 360 Nm – utilizado, também, no G (o V6 Diesel de 3,0 litros, fruto da aliança Renault-Nissan, chegará em 2009) –, o EX37 começa por apostar num estilo sui generis para fazer a diferença no concorrido segmento dos SUV. Com um Cx de 0,32, 4,64 metros de comprimento, 1,80 metros de largura e 1,60 metros de altura (incluindo as barras no tejadilho), a atracção visual que exibe deve-se às proporções musculadas de cada volume, aos grupos ópticos bem elaborados e às inserções cromadas. Com uma distribuição de peso de 54% para a frente e 46% para a traseira, o EX pesa 1876 kg.
No habitáculo reina o luxo, o conforto e o equipamento. O design é deveras agradável. Tal como a qualidade de construção. O amplo espaço para cinco pessoas deve-se, também, aos 2,80 metros de distância entre eixos. A tecnologia e a segurança estão em alta.
Dotado de caixa automática de sete velocidades, suspensão independente, jantes de 18”, controlo de estabilidade, diferencial traseiro de escorregamento limitado e sistema de tracção integral (integra uma embraiagem central que se encarrega de distribuir o binário entre os dois eixos em função das necessidades do momento – nunca excede um máximo de 50% para a frente, podendo, contudo, atingir os 100% para trás), este SUV é um todo-o-lazer e não um todo-o-terreno. Está disponível em duas versões: EX37 e EX37 GT. Esta última distingue-se da primeira apenas pelo facto de incluir mais equipamento.
Sedução FX
“Onde um desportivo e um SUV se fundem”. Esta frase, proferida pelos responsáveis da Infiniti, talvez seja, de facto, a que melhor define o imponente FX. Senhor de uma aparência sedutora e exclusiva, é, sem dúvida, o modelo mais apetecível desta divisão de luxo, sobretudo na potente versão 50S, que, face às 37GT/S (equipadas com o motor V6 de 3,7 litros com 320 cv e 360 Nm), se destaca pelo performante e possante motor V8 de 5,0 litros com 390 cv e 500 Nm.
Dotadas de caixa automática de sete relações com patilhas situadas atrás do volante e tracção integral (usada, também, nos G e EX), o FX dispõe de suspensão de triângulos sobrepostos na frente e Multilink na traseira. As versões 37GT/S e 50S partilham, claro, a excelência do design, o elevado conteúdo tecnológico e o interior luxuoso.
Contudo, existem diferenças entre elas. A 50S é, como seria de prever, mais exclusiva. Assim, para além de incluir mais equipamento (bancos desportivos, regulações eléctricas para os bancos dianteiros em 14 vias e pacote multimédia são apenas alguns exemplos), dispõe, ainda, de direcção activa nas quatro rodas e controlo contínuo do amortecimento. As jantes são de 20” com cinco raios (pneus de medida 265/50) na versão 37GT, e de 21” com seis raios (pneus de medida 265/45) nas versões 37S e 50S.
Com um Cx de 0,35, o FX tem 4,87 metros de comprimento, 1,93 metros de largura e 1,68 metros de altura. A distribuição de peso é, tal como no mais contido EX, de 54% para a frente e 46% para a traseira. Já o peso é bem superior: 2012 kg nas versões 37GT/S; 2121 kg na versão 50S.
Tal como os G e EX, o FX já se encontra à venda em Espanha, França, Itália, Bélgica e Suíça nas versões 37GT, 37S e 50S.
Factor G
Dá pelo nome de G o modelo de acesso à gama da Infiniti. Disponível nas variantes Sedan e Coupé, está equipado com um motor V6 de 3,7 litros com 320 cv e 360 Nm (daí a designação G37), dotado de sistema de controlo variável de abertura das válvulas de admissão e escape (VVEL/CVTCS). Visualmente, diferenciam-se dos seus concorrentes pelo capot de grandes dimensões, pelo perfil musculado, pelos grupos ópticos em forma de “L”, pelos farolins LED e pelo deflector colocado no topo da mala.
Mais desportivo o Coupé e, naturalmente, mais clássico o Sedan, o G aposta num habitáculo onde impera o espaço (sendo a configuração do banco traseiro 2+2 no caso do Coupé, este dotado de um acesso pior aos lugares posteriores), o equipamento e o ambiente luxuoso. A consola central com a secção superior double wave e os acabamentos em alumínio “Washi-style” no tablier e nas portas, conferem-lhe um toque de classe que não esconde a sua inspiração nipónica. Curioso é ainda o facto de o painel que envolve os mostradores avançar e recuar sempre que se regula a coluna de direcção em profundidade...
Dotado de tracção traseira, suspensão independente, jantes de 18” e controlo de estabilidade, o G pode ser requisitado com caixa manual de seis velocidades ou automática de sete relações, esta última dotada de patilhas em magnésio situadas atrás do volante. Para além da base, são duas as especificações disponíveis para as carroçarias Sedan e Coupé: GT e S. A mais desportiva é a S, diferenciando-se da GT pelo facto de dispor de direcção activa nas quatro rodas (até aos 40 km/h actua só à frente; entre os 40 e os 80 km/h as rodas traseiras viram no mesmo sentido das dianteiras, nunca excedendo o máximo de 1°; acima dos 80 km/h as rodas traseiras viram um pouco mais, evitando, assim, que as dianteiras virem muito), suspensão mais firme, travões melhores (quatro pistões na frente; dois pistões na traseira) e diferencial traseiro de escorregamento limitado (VLSD). Quem pretender um G mais dócil poderá optar, mas apenas no Sedan, pela versão de tracção integral (neste caso a designação passa a incorporar um “x”). Refira-se, contudo, que a Infiniti não disponibiliza o sistema de tracção integral para a mais desportiva especificação S nem para o Coupé.
O G está disponível em oito versões nos cinco países onde é já comercializado: G37 Sedan; G37x Sedan; G37 GT Sedan; G37x GT Sedan; G37S Sedan; G37 Coupé; G37 GT Coupé; G37S Coupé. |
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