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Um Alfa Romeo tem sempre um design com apelo muito próprio, sedutor, bem ao estilo de uma marca italiana. O MiTo é um bom exemplo de um modelo que encantou desde o seu lançamento e continua a ser, na nossa opinião, dos utilitários mais atraentes à venda em Portugal, com uma pose vincadamente desportiva. As influências do Alfa 8C são inegáveis, sobretudo no conjunto dianteiro, com a grelha e faróis de moldura triangular. Os aros cromados também são utilizados nas ópticas traseiras, estas com luzes LED, como já vem sendo habitual nos tempos que correm.
Mas a novidade deste ensaio é o motor 1.4 turbo com sistema Multiair, na versão de 135 cv, menos 20 cv que o último MiTo ensaiado na AutoMotor. Esta tecnologia permite gerir a elevação e tempo de abertura das válvulas segundo vários parâmetros de funcionamento, analisados e calculados em tempo real, para que o motor possa escolher, a cada momento, a melhor configuração possível para responder às exigências do condutor.
Para tal, o comando das válvulas de admissão é feito através de um novo sistema electrohidráulico. Existe um êmbolo accionado por um excêntrico mecânico ligado à válvula de admissão através de uma câmara hidráulica, controlada por uma válvula electrónica normalmente aberta.
COM A TECNOLOGIA MULTIAIR, O MOTOR 1.4 TURBO A GASOLINA MELHOROU EM POTÊNCIA, CONSUMOS E EMISSÕES. NA PRÁTICA, OS 135 CV SÃO “DILUÍDOS” POR UMA CAIXA DE CINCO VELOCIDADES COM ESCALONAMENTO LONGO |
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| Ambiente desportivo e boa posição de condução são garantias no interior do Alfa MiTo |
MAIS POTÊNCIA, MENOS CONSUMO
Segundo os engenheiros da marca, esta tecnologia oferece um aumento da potência máxima (10%), um incremento do binário até 15% a baixo regime, além de uma redução dos consumos (10%) e das emissões de CO2 (até 10%), de partículas (até 40%) e de NOx (até 60%), graças à optimização do controlo das válvulas na fase de admissão e à recirculação dos gases de escape. Para ajudar à “festa”, este MiTo passa a estar equipado com sistema start/stop, com os benefícios conhecidos, mesmo que alguns ainda o considerem irritante… Mera questão de hábito.
Na prática, o que sentimos neste Mito foi uma redução nos consumos, mas também na genica, quando comparado com o anterior 1.4 Turbo de 155 cv, que na verdade deverá ser equiparado à versão de 170 cv que chegará em Janeiro. Isto porque o MiTo ensaiado é considerado um upgrade do 1.4 de 120 cv. A caixa de cinco velocidades também tem um escalonamento longo para beneficiar os consumos, o que tira alguma vivacidade nos baixos e médios regimes.
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| Desde o seu lançamento que o MiTo tem encantado na classe dos utilitários, e esta nova versão Multiair não foge à regra. Para tal contribuem as linhas muito apelativas, sublinhadas por alguns pormenores, como as magníficas jantes de liga leve |
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ÁGIL E FIRME
O comportamento é divertido, mesmo que o motor tenha menos “alma” do que o MiTo anteriormente ensaiado. As prestações medidas garantem 9,0 segundos (contra os anteriores8,3) gastos nos 0-100 km/h e a velocidade máxima anunciada é de 207 km/h.
Com a função DNA, é possível escolher três tipos de atitude na condução: Dynamic, o mais desportivo; Normal; e All Weather, para condições de pior aderência. O que varia é a rapidez da resposta do motor às solicitações do acelerador e o grau de assistência da direcção, sendo as diferenças evidentes. No modo Dy - na mic, o controlo de estabilidade (ESP) fica até mais permissivo, dando liberdade extra a uma condução mais empenhada.
CONDUÇÃO FÁCIL
Na prática, o MiTo conduz-se como um típico tracção dianteira, ou seja, é possível entrar rápido em curva, sendo necessário apenas aliviar o acelerador se a subviragem começar a surgir. O resultado é uma deriva do eixo traseiro, maior do que seria esperado para um veículo com ESP, mas facilmente controlada com a direcção e o acelerador. O nível de aderência é elevado, sobretudo nesta unidade, equipada com jantes de 18” que oferecem em eficácia aquilo que tiram no conforto. A travagem está isenta de críticas, tanto em termos de potência como de resistência à fadiga.
Outra novidade neste MiTo é a indicação de relação de caixa aconselhada, com setas para cima ou para baixo, consoante a situação do momento.
De resto, o modelo mantém as características já conhecidas, como a boa posição de condução, com as pernas num ângulo cómodo e o volante à distância correcta das mãos, o qual pode ser regulado em altura e profundidade. O interior prima pelo ambiente desportivo e, apesar de alguns plásticos no tablier, existe uma boa parte do mesmo com um material maleável de textura entrelaçada.
O espaço atrás tem as limitações óbvias de um veículo com estas dimensões, sobretudo no que toca à liberdade para as pernas, mas oferece um nível de conforto razoável, desde que a viagem não seja longa. Esse conforto ressente- se em mau piso devido à suspensão firme, além de o eixo traseiro semi-rígido também ser mais alérgico a esta situação.
A bagageira oferece 270 litros de capacidade e tem um plano de carga elevado, que dificulta a colocação de objectos pesados. Pelo contrário,um dos grandes trunfos deste modelo é o seu preço, pois 23 300 euros parece- -nos um valor bastante justo para o mais potente dos Mito, pelo menos enquanto não chega a variante Quadrifoglio Verde, de 170 cv.
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