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XL > AutoMotor > Especial > Especial Motos 125 cc
 
 
 
Texto Marcos Leal Fotografia Miguel Ângelo Silva, Arquivo CM e Oficiais
DEZEMBRO 2009
 

Novos horizontesAnde protegidoRegras básicas de segurançaPoupe tempo e dinheiroEscolha a sua

Legislação
Novos horizontes
Desde Agosto de 2009 que se pode conduzir motociclos de 125 cc com carta de ligeiros, em resultado da transposição da directiva 91/439/CE para a legislação portuguesa. A AutoMotor dá-lhe, agora, a conhecer as principais vantagens desta determinação, assim como as regras básicas para de as mesmas melhor desfrutar

Durante vários anos, mais de uma década, o sector motociclístico (e não só…) debateu-se para conseguir que a directiva europeia 91/439/CE, respeitante à utilização de motos de 125 cc, fosse transposta para a lei portuguesa. Foi em 1991 que a Comunidade Europeia aprovou uma directiva que abria a possibilidade de condução de motociclos aos detentores de habilitação de condução da categoria B (veículos ligeiros). Esta directiva foi desenvolvida como uma solução simples para descongestionar os centros urbanos e reduzir as emissões poluentes, mas a sua aplicação era facultativa. Cabendo a cada Estado-membro a decisão de a transpor.

Foi em Agosto deste ano que o processo foi concluído com sucesso. Depois de várias demandas, foi a proposta do grupo parlamentar do Partido Comunista Português que conseguiu vencer todos os receios que existiam em termos de segurança. O rosto desta iniciativa é o deputado Miguel Tiago, que contou com o apoio de Isabel Jorge, do Partido Socialista, à data detentor da maioria na Assembleia.

O texto final do Projecto de Lei que possibilita aos detentores de carta de categoria B a condução de motociclos até 125cc com potência limitada a 11 kw foi aprovado pela Comissão de Transportes e Segurança Rodoviária, passando depois à votação em plenário. Daqui saiu a lei 78/2009, publicada em Diário da República a 13 de Agosto.
 

A importância para o mercado

Esta resolução é muito importante para este sector, que tem estado em quebra nos últimos anos, mas vem beneficiar todos os automobilistas. Todos os que até hoje procuravam um meio alternativo ao automóvel, mais rápido e eficaz, mas que garantisse alguma independência, têm agora a possibilidade de conduzir uma moto de 125 cc. O mais prático da questão é que esta facilidade acontece sem ter de passar pela ­provação de tirar uma nova carta de condução.

O resultado desta medida nas vendas não se fez esperar, com um claro crescimento das vendas de motociclos. Segundo os dados divulgados pela ACAP, as vendas de motociclos de cilindrada superior a 50 cc cresceram 192,4 por cento em Setembro, face ao mês homólogo do ano passado. Este resultado positivo inverte a tendência negativa que se registava e deixa no ar alguma esperança de recuperação nos próximos meses.

Mas deixemos de lado a legislação e o estado do mercado motociclístico e passemos às próximas páginas para conhecer melhor este novo mundo das duas rodas.

A quem se destina
O disposto na alínea d) do n.º 4 do artigo 78/2009 aplica -se a todos os titulares de carta de condução válida para a categoria B que cumpram uma das seguintes condições:

- Tenham idade igual ou superior a 25 anos
ou
- Sejam titulares de habilitação legal válida para a condução de ciclomotores

Os titulares de carta de condução válida para a condução de veículos da categoria B que tenham idade inferior a 25 anos e não sejam titulares de habilitação legal para a condução de ciclomotores estão sujeitos, para os efeitos da alínea d) do n.º 4 do presente artigo, à realização e aprovação em exame prático, sendo facultativa a instrução adicional em escola de condução.


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Equipamento essencial
Ande protegido
Numa moto estamos em contacto directo com o meio que nos rodeia, com tudo o que isso tem de bom e de mau. Para melhor desfrutar, deve andar bem protegido. Saiba como

Andar de moto é muito apelativo, em especial pela sensação de liberdade que transmite o facto de circularmos ao “ar livre”. É normal cairmos no erro de usar roupas leves para sentir melhor o vento, mas devemos evitá-lo. Ter zonas do corpo expostas é um risco, já que ficamos sujeitos a todo o tipo agressões exteriores. Picadas de insectos, queimaduras do sol ou arranhões feitos por detritos projectados são adversidades a que a nossa pele se sujeita. Isto tudo sem pensar em quedas… É por isso fundamental ir além do uso de capacete, que é obrigatório por lei, e andar de moto sempre com o equipamento mínimo: blusão, luvas e calçado fechado.

Nesta página fique a saber um pouco mais sobre este equipamento para poder fazer a melhor escolha na hora de se equipar para andar de moto.


Capacete
O capacete é o único elemento de protecção de utilização obrigatória por lei, mas existem três tipos principais: abertos (ou “jet”), fechados (ou integrais) e modulares – que são unidades integrais que abrem.

Os capacetes abertos são aqueles que as pessoas mais têm tendência para comprar. São menos claustrofóbicos e adaptam-se melhor a quem não está habituado a ter a cabeça fechada em algo tão pequeno como um capacete. Têm ainda a vantagem de deixar a cara a descoberto, o que os torna mais simpáticos para uma relação com o ambiente e as pessoas que nos envolvem no trânsito. Contudo, esta liberdade tem a desvantagem de nos deixar menos protegidos. Deve utilizar-se óculos para proteger os olhos de poeiras, sejam eles de sol ou próprios para o efeito.

Os mais seguros são, sem qualquer dúvida, os integrais ou fechados. Este tipo de capacete protege a cabeça na sua totalidade, ­incluindo sempre uma viseira que dispensa a utilização de outro tipo de elementos para defender os olhos de agentes estranhos.

Para quem quer a protecção dos integrais e a liberdade proporcionada pelos abertos, a melhor solução são os capacetes modulares. Estes possuem um sistema de “queixeira” com articulação que permite que toda a frente do capacete levante e se transforme em aberto. Assim pode-se tê-lo fechado enquanto se circula, para ter maior protecção, e abri-lo sempre que estiver parado ou por outro motivo o pretender.


Restante equipamento

Para andar bem equipado deve usar sempre um bom blusão, luvas e calçado fechado, além do capacete – que é obrigatório
No respeitante às restantes partes do corpo é importante que nos protejamos minimamente. Um blusão de ganga pode ser uma solução fácil e leve para iniciar, mas o ideal será um blusão próprio. Existe já no mercado muito equipamento para andar de moto com um desenho mais descontraído e com o aspecto mais casual. Possuem, contudo, todas as características necessárias para protecção. São fabricados com materiais próprios, resistentes à fricção mas com muitas cores, leves e confortáveis. Possuem protecções nas zonas mais expostas, como ombros e cotovelos, garantindo um reforço extra.

As mãos são um dos membros que estão mais expostos em caso de uma pequena queda.  É um acto natural ampararmo-nos com elas em situação de desequilíbrio ou potencial queda. Um par de luvas para as proteger é, por isso, indispensável. Estas devem ter algum reforço nas palmas e nos nós dos dedos, que são as zonas mais expostas.

O ponto final no equipamento de protecção é o calçado, que deve ser fechado e suficientemente alto para proteger a zona do calcanhar. Nunca esqueçamos que, bem equipados, estamos mais confortáveis e seguros.


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Técnicas de condução
Regras base de segurança
Andar de moto obriga a que tenhamos outra forma de encarar o trânsito para nos sentirmos mais seguros. Estas são regras sumárias para nos defendermos de algumas situações de perigo


Atrás de outros veículos não se coloque ao centro da sua traseira e não fique no “ângulo morto” durante muito tempo

Andar de moto implica mudar a nossa forma de conduzir a um nível bastante profundo. Os elementos que nos rodeiam passam a ser mais ameaçadores fora do habitáculo revestido a airbags. Embora mais expostos, numa moto temos a grande vantagem de ter uma maior agilidade, e as menores dimensões aumentam a facilidade de evitar acidentes. Rapidamente mudamos de direcção para nos desviarmos de algo; e qualquer pequeno espaço é suficiente para passarmos incólumes.

Mas para tal é necessário, como já referimos, alterar a nossa forma de olhar para o trânsito. Temos de ter uma postura muito activa e de antecipação face ao que nos rodeia. Ou seja, estar sempre alerta!


Sempre alerta!
É a postura que temos de adoptar em todas as situações. Começa com coisas tão simples como nunca assumir que se o semáforo está verde podemos entrar sem preocupações no cruzamento. De moto, mesmo com prioridade ou sinal verde, devemos ver se o restante trânsito está parado e que é mesmo seguro continuar.

Quando circulamos devemos estar atentos a tudo o que se passa à nossa volta, incluindo aquilo que vem atrás de nós. Temos de procurar activamente os potenciais perigos, sejam automóveis a mudar de direcção, crianças a brincar, peões nos passeios – e avaliar aqueles que se poderão tornar em ameaças reais. Então, é fundamental preparar mentalmente a manobra de recurso para os evitar. Assim, se os perigos se tornarem realidade, temos muito mais tempo para nos desviar.


Atrás de nós
Os perigos podem vir atrás de nós, como tal, devemos ter atenção aos espelhos, para saber sempre o que se passa. Devemos ter cuidado com quem nos segue muito próximo. Se tivermos de travar repentinamente é tão ou mais perigoso sermos colhidos pelo automóvel que nos segue, como batermos no que está à nossa frente.

A “zona cega” ou “ângulo morto” dos outros veículos é o local de grande perigo para um veículo pequeno circular. Não devemos permanecer na zona que fica do meio da porta do condutor até ao fim da traseira dos veículos. O condutor que nele segue não nos vê nem através dos seus espelhos nem directamente. Se decidir mudar de faixa, não se vai aperceber da nossa presença antes de efectuar a manobra.


Perigos da estrada
As próprias estradas onde circulamos de automóvel sem preocupações apresentam alguns desafios para os veículos de duas rodas. Os que têm uma relação mais directa são os que diminuem a capacidade de aderência dos pequenos pneus. A maioria das pinturas de sinalização do asfalto, carris de eléctrico ou tampas de esgoto são muito deslizantes, em especial com chuva. Sempre que se deparar com este tipo de elementos, deve adoptar uma postura de condução mais suave, com menores inclinações em curva ou menor pressão nas manetes no caso de travagem. De preferência, evite-os. Uns dos maiores problemas de quem vive em Lisboa são os carris dos eléctricos, mas não tenha medo deles. Estes devem ser ultrapassados de forma convicta o mais perpendicularmente possível e nunca devemos travar em cima deles.


Condições climatéricas
Quando estiver mau tempo, o mais provável é não ter vontade de tirar a moto da garagem. Contudo, estes são dos dias em que andar de moto pode ser mais vantajoso, já que há sempre mais trânsito. Com um bom impermeável e alguns cuidados extra, vai continuar a poupar tempo e dinheiro. Com chuva devemos fazer todas as manobras de forma muito suave. As travagens devem ser sempre antecipadas e a pressão nos travões suave.

O mesmo se aplica ao uso do acelerador, nomeadamente se tivermos a moto inclinada em curva. As trajectórias das curvas devem ser perfeitas, “redondas” e sem correcções acentuadas. Muita atenção ao centro da via, pode ter óleo, que se torna mais escorregadio quando molhado. Caso haja vento, devemos circular no lado da faixa de onde vem o vento. Se houve uma rajada temos a restante faixa para recuperar o equilíbrio.


Esteja seguro, mesmo parado
Agora que chegou ao seu destino lembre-se de que as motos são veículos algo apetecidos pelos amigos do alheio e fáceis de colocar dentro de uma carrinha. Por isso, deve protegê-las contra o roubo. Um alarme é uma solução a ter em conta, até porque existem unidades relativamente acessíveis (cerca de €100) e muito fáceis de instalar. Já um cadeado ou uma corrente são fundamentais. Não esqueça: coloque-os numa roda, de preferência na traseira, e prenda-os a um poste ou qualquer outro tipo de elemento fixo.

Escolas de condução
Se nunca teve qualquer contacto com uma moto, é importante que as suas primeiras experiências neste mundo sejam boas. É aconselhável que se inscreva num curso de condução defensiva. É caso da Escola de Condução Defensiva da Honda ou da do Action Team.

Caso queira uma atenção mais personalizada e focada no acto de conduzir, pode sempre optar por adquirir um pacote de aulas numa escola de condução tradicional.

As aulas de condução defensiva são extremamente úteis mesmo para quem tem experiência, já que elas estão muito focadas nos perigos com que nos cruzamos na estrada, dotando-nos de capacidades para conseguirmos reagir de forma mais correcta perante eles.


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Vantagens de usar uma moto
Poupe tempo e dinheiro
Já sabe que pode andar de moto com carta B; que tipo de equipamento deve utilizar; e até já conhece alguns truques para conduzir de forma mais segura. Mas que vantagens reais tem em utilizar uma moto no dia-a-dia?

Se o seu dia começa com uma deslocação de automóvel em direcção ao centro de uma cidade, então sabe o tempo que perde nessa deslocação, tempo que podia utilizar a fazer tudo aquilo que gosta e para o qual não tem disponibilidade. Esta é apenas a vantagem mais óbvia da utilização de uma moto no dia-a-dia, mas os “prós” não se ficam por aqui. O stress a que deixa de estar sujeito no trânsito e a poupança de dinheiro são apenas mais duas. Mas vamos por partes, e comecemos pela vantagem óbvia do tempo.


Economia de tempo
Segundo estudos feitos em Lisboa por entidades especializadas do meio motociclístico, uma pessoa que venha trabalhar de uma localidade limítrofe poupa, em média, 1h30m por dia, entre deslocação e tempo à procura de estacionamento. Este número significa que pode ganhar 7,5 horas numa semana, mais de 1 dia por mês e, ao fim de um ano, tem o equivalente a 15 dias livres. É muito tempo para usar consigo ou com a família.


Algumas vantagens de uma 125 cc: os consumos rondam os 3,5 l/100 km; têm estacionamento gratuito; e 30% de desconto nas portagens desde que com Via Verde

Para aferir as vantagens de que pode usufruir por andar de moto, faça o seguinte: cronometre o tempo que demora de automóvel, sem trânsito, multiplique-o por 1,5 e terá o tempo que demora (aproximadamente) de moto num dia com muito trânsito. Compare esse valor com o que gasta, normalmente, na sua deslocação de automóvel (mais o estacionamento) e fica com a ideia do que pode ganhar.


Dinheiro em caixa
Se ainda não ficou convencido, então, passemos às contas do dinheiro que se poupa ao utilizar uma moto no dia-a-dia. Uma pequena moto de 125 cc consome entre 2,5 e 3,0 litros de gasolina por cada 100 km, um valor que varia com o tipo de moto que se utiliza. As scooters são as que gastam mais, devido ao tipo de caixa que utilizam, mas, ainda assim, não ultrapassam os 3,5 l/100 km. Estes valores são menos de metade do que um pequeno automóvel utilitário consome em cidade.

Se uma pessoa fizer um trajecto casa/trabalho de 20 km, poupa €2,60/dia, €52/semana. Ao fim de um ano, os cerca de €630 poupados são uma bela ajuda para umas férias a gozar naqueles 15 dias que poupou em tempo. Estas contas são feitas sem pensar no estacionamento do automóvel numa zona de parquímetros ou num parque de recolha. Acrescentado este custo, os valores disparam.

Mas tem mais: se o seu trajecto incluir a passagem em vias com portagem, saiba que, com a utilização de um identificador de Via Verde, tem um custo de passagem 30% mais baixo, mais um importante ponto de poupança. Para concluir os custos baixos de utilização de uma moto, pense que estas têm uma manutenção bastante contida e não pagam o IUC (Imposto Único de Circulação).

Contas feitas, uma moto de 125 cc paga-se a ela mesma ao fim de dois anos, dando ao seu utilizador, nessse período, um mês inteiro de tempo livre para gozar!


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Tipos de motos
Escolha a sua
Por escolher uma 125, pensa que está limitado? Bem pelo contrário: no mercado existe uma vasta variedade de modelos e tipos de motos por onde escolher. Saiba quais e as suas vantagens

TIPO Trail
A FAVOR Polivalência de utilização | Conforto
CONTRA Assento alto | Guiador largo
A legislação europeia das 125 cc tem ajudado à criação de vários novos modelos de motos, que se somam em mais de uma centena de possibilidades de escolha. Sendo impossível falar de todas, optámos por apresentar aqui os ­principais tipos, com as suas vantagens e desvantagens.


Scooter
As scooters são, por si só, um mundo de opções. Têm grandes vantagens para quem se inicia, devido ao tipo de motorização que utilizam, com caixa automática. É esta característica que lhes dá o epíteto de “aceleras”, referindo-se ao facto de ser apenas necessário acelerar para andar. A adaptação é, por isso, muito mais fácil e rápida.

A construção de uma scooter, com o motor colo­cado por baixo do assento e junto à roda traseira, deixa o espaço na zona das pernas para uma melhor movimentação. Facilita em muito a “entrada” e “saída” da mesma. Por baixo do assento as scooters possuem um espaço para arrumar objectos, que pode chegar, nas scooter maiores, para albergar dois capacetes integrais e mais alguns objectos.

Entre as scooters há três grupos principais: de roda pequena, de roda alta e as executivas. As dimensões das rodas são um ponto fundamental na escolha de uma scooter. As scooters de rodas pequenas – que vão de 10” a 12” – têm a vantagem de ser mais ágeis e de ter um melhor ângulo de viragem. Como as rodas de menor raio ocupam menos espaço, permitem que a bagageira sob o assento seja bastante volumosa.

TIPO Custom
A FAVOR Comportamento | Diversão
CONTRA Pouco prática | Desconforto
Optando pelos modelos de roda alta, que vão até à jante de 16”, ganha-se uma maior estabilidade, capacidade de ultrapassar buracos e subir passeios. A direcção torna-se mais lenta, o que obriga a um maior empenho nas mudanças de direcção, mas tem-se uma maior confiança. Como a roda traseira é maior, a zona de arrumação é pequena. É por este motivo que uma boa parte destas scooters é vendida com a oferta do “top case” (mala traseira).

As scooters executivas são modelos de maiores dimensões. Oferecem um nível de conforto elevado, com assentos amplos, grandes carenagens frontais, que garantem protecção à deslocação de ar, e um espaço debaixo do assento volumoso. Dadas a suas dimensões, estas scooters têm uma menor capacidade de circular entre filas de trânsito e a sua brecagem é mais reduzida.

Entre as scooters é comum encontrar alguns elementos de segurança activa. Os sistemas de travões combinados (basta accionar uma das manetes para fazer trabalhar os travões de ambas as rodas) e o ABS são os mais comuns, aconselháveis a quem se inicia neste meio.


Motos “de caixa”
As motos que não são scooter costumam ser diferenciadas por serem unidades “de caixa”, ou seja, com uma caixa de velocidades.

TIPO Desportiva
A FAVOR Assento baixo | Estética (para quem gosta…)
CONTRA Posição de condução | Suspensões “secas”
As desportivas têm motores de melhores prestações, embora, com a limitação a 11 kw, essa diferença acabe por ser pouco notória. Têm sempre um desenho muito apelativo, com esquema de cores vivos e quase sempre próximos dos das motos de competição. Se quer ser um Rossi em ascensão, este é o modelo a escolher, mas prepare-se para sentir no corpo a falta de conforto. São menos práticas, sem sítios para bagagem, mas muito divertidas em estradas sinuosas.

Se quer uma moto simples, económica e com um preço acessível, então procura uma utilitrária. Possuem motores de prestações modestas mas de baixa manutenção. Têm uma posição de condução direita, com o guiador bem colocado, pensada para oferecer conforto. Na traseira, uma grelha permite transportar bagagem.

As custom são motos baixas e de grande volume, que procuram oferecer a imagem de um ícone americano: as Harley-Davidson. São uma escolha para quem procura muitos cromados e aspecto descontraído. O comportamento dinâmico é ­pouco eficaz e o conforto reduzido, dada a posição de condução e o curto curso das suspensões. Têm a vantagem de ser baixas.

As trail são as motos para os aventureiros, que procuram explorar caminhos de terra. Rodas de grande diâmetro (19” ou 21” na frente) e suspensões de grande curso garantem um bom nível de conforto e uma grande facilidade em ultrapassar os obstáculos das estradas. Têm uma posição direita e um guiador alto e largo, que nos dá um bom controlo da direcção, mas limita a passagem entre automóveis. O assento é corrido, colocando o passageiro perto do condutor; na traseira têm quase sempre uma grelha de transporte.

Depois desta passagem sumária pelos principais tipos de motos, decida aquela que faz mais sentido para a utilização que lhe vai dar.


TIPO Utilitária
A FAVOR Posição de condução | Economia
CONTRA Estética pouco apelativa | Motor simples
TIPO Scooter roda baixa
A FAVOR Dimensões contidas | Agilidade
CONTRA Direcção nervosa | Ultrapassar buracos
TIPO TIPO Scooter executiva
A FAVOR Conforto elevado | Espaço de arrumação
CONTRA Dimensões no trânsito | Ângulo de viragem
TIPO Scooter roda alta
A FAVOR Estabilidade | Ultrapassar buracos
CONTRA Menor agilidade | Espaço de arrumação pequeno


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