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XL > AutoMotor > Comparativo > Toyota Avensis SW D-4D Sol VS Mazda6 SW MZR-CD Sport vs Nissan Primera Wagon DDTI Tekna Exclusive
 
Com a nova Avensis SW D-4D, a Toyota alista-se no poderoso império japonês das carrinhas turbodiesel common-rail. Para avaliar aquilo que realmente vale esta segunda geração comparámo-la com as suas congéneres Mazda6 SW MZR-CD e Nissan Primera Wagon DDTi
POR Bruno Castanheira - FOTOS Kevin Knight
JULHO 2003
 
Império japonês
Ficha TécnicaAs nossas mediçõesPontuaçãoA favor/contra
 
A Toyota é um dos construtores com maior dinâmica no sector automóvel. A sua estratégia de marketing e o seu poder financeiro assim o definem. Com o lançamento da segunda geração Avensis completa-se o ciclo de renovação da oferta da marca na Europa, iniciado em meados de 2000 com o monovolume Previa. De todas as versões que compõem a gama deste modelo destinado ao segmento D, uma das mais procuradas será, certamente, a SW D-4D. Para avaliar aquilo que realmente vale esta nova carrinha turbodiesel common-rail, comparámo-la com as suas congéneres Mazda6 SW MZR-CD e Nissan Primera Wagon DDTi.


Estética, construção, segurança
É a primeira grande diferença da nova Avensis SW face à anterior. A Toyota interpretou melhor os gostos dos europeus e desenhou uma carrinha imponente e elegante, que rompe totalmente com as linhas algo estranhas da anterior geração, e lembra uma carrinha americana ou alemã.

A frente musculada (onde imperam a enorme grelha cromada e os grupos ópticos transparentes), a elevada linha de cintura e a traseira marcada pelo recorte original dos farolins conferem-lhe uma aparência vistosa e requintada. As jantes de 17 polegadas com 10 raios, as barras de tejadilho em cinza-metalizado e os frisos cromados (base dos farolins, da quinta porta e das molduras dos vidros) completam o visual atractivo. Há quem diga que a nova Avensis SW se assemelha a uma carrinha funerária. Outros há que a acham um primado ao design. São opiniões. E as opiniões valem o que valem. A nossa é extremamente favorável, ou seja, gostamos.

Com a mesma igualdade pontual surge a 6 SW. Talvez não seja tão imponente e requintada como a Avensis SW, mas, pelo menos, é mais desportiva e igualmente atraente. Na frente destacam-se os grupos ópticos esguios (compostos por elementos circulares) e o capot pronunciado. De perfil sobressaem as jantes de 16 polegadas com cinco raios e as cavas das rodas salientes. Na traseira, a secção mais apelativa, saltam à vista os farolins circulares envolvidos por plástico transparente.

Um degrau abaixo da Avensis SW e 6 SW posiciona-se a Primera Wagon. Das três, a carrinha Nissan é a que exibe um design menos apelativo. O arrojo estético é bem visível, tanto no desenho dos grupos ópticos e farolins como na forma do capot e quinta porta. As jantes de 17 polegadas com 10 raios e a elevada linha de cintura caracterizam o perfil. A Primera Wagon é a única que propõe as barras de tejadilho em opção.

Sem ser uma referência no segmento, a melhor carrinha destas três, no que à construção diz respeito, é a Avensis SW. Os materiais, os acabamentos e a montagem são os mais convincentes. O tablier tem um toque mais macio e o som quando se fecham as portas, ligeiramente mais abafado, contribui para uma maior sensação de robustez. Além disso, a Toyota é a única que oferece cinco anos de garantia mecânica (3 anos para a pintura e 12 anos para a corrosão).

Embora disponham, também, de garantia anticorrosão de 12 anos (3 anos quer para a mecânica, quer para a pintura em ambas), tanto a 6 SW como a Primera Wagon não agradam tanto quanto a Avensis SW na questão da qualidade. A presença de alguns plásticos de segunda linha, e a existência de vários ruídos parasitas, são os aspectos mais negativos.

Elevada qualidade, posto de condução correcto e equipamento completo são três virtudes da nova Toyota Avensis SW. O espaço disponível no banco traseiro é adequado para três adultos, e o apoio de braços posterior inclui porta-copos
No domínio da segurança, a vitória é dividida pela Avensis SW e 6 SW. Não dispõem as duas dos mesmos dispositivos, mas o resultado final equivale-se. Enquanto a Mazda inclui encostos de cabeça activos nos bancos dianteiros, a Toyota contrapõe esse argumento com airbag para os joelhos do condutor (novidade mundial). Os restantes itens são comuns.

Um degrau abaixo fica a Primera Wagon. Embora inclua, também, encostos de cabeça activos à frente, seis airbags e sistema de assistência às travagens de emergência, a inexistência de controlo de tracção/estabilidade remeteu-a para segundo lugar neste domínio.


Conforto, habitáculo, equipamento
Apesar de estar equipada com jantes menores e pneus de perfil mais alto, comparativamente à Avensis SW e Primera Wagon, conforto é coisa a que a 6 SW não dá grande importância. A confirmá-lo está a suspensão de afinação mais firme, responsável pelas oscilações incómodas e vibrações na coluna de direcção presentes em maior número face às suas rivais. Os bancos desportivos não são muito duros, nem muito macios.

Um passo à frente da 6 SW posicionam-se, ao mesmo nível, Avensis SW e Primera Wagon. Não deixa de ser curioso verificar que, nem mesmo com jantes maiores e pneus de perfil mais baixo, o conforto é muito prejudicado nas carrinhas Toyota e Nissan. Isto deve-se às suspensões de ambas filtrarem melhor as irregularidades da estrada. As vibrações são menores, as oscilações incómodas também e os bancos são tão confortáveis quanto os da Mazda.

Analisando a ficha técnica, a distância entre eixos ligeiramente superior da Avensis SW deixaria antever uma superioridade na questão da habitabilidade face às suas congéneres. Na prática, não é bem assim.

O espaço disponível em comprimento para as pernas no banco traseiro situa-se ao mesmo nível do que pode ser encontrado na 6 SW e Primera Wagon. Em largura ao nível dos ombros, a Toyota é um tudo-nada mais acanhada do que a Mazda e Nissan, compensando, depois, tal facto com mais espaço em altura para a cabeça.

Com os bancos rebatidos, a mala oferece 1500 litros de volume
Como o resultado é muito semelhante nas três, optámos por atribuir-lhes a mesma pontuação nesta área, mesmo tendo em linha de conta que as malas não dispõem todas do mesmo volume. A maior é a da Avensis SW (520 litros), seguida pela da 6 SW (505 litros) e, mais atrás, pela da Primera Wagon (465 litros). Como, na prática, a diferença entre estes valores não é muito significativa, o empate acaba por ser, de facto, o resultado mais justo.

À parte a questão do espaço e volume das malas, qualquer dos interiores cumpre perfeitamente os requisitos de uma utilização familiar. Espaços de arrumação, apoios de braços, luzes de leitura, cinzeiros, bancos rebatíveis, porta-luvas com boa capacidade, porta-copos e bolsas nas portas/costas dos bancos dianteiros são características comuns às três.

No que ao equipamento de série diz respeito, a vantagem pertence, com inteira justiça, à Avensis SW. Não pelo facto de a sua lista ser propriamente mais extensa do que qualquer uma das outras, mas porque assume maior expressão em termos de valor. Deste modo, a Toyota é a única que oferece sistema de navegação e retrovisores rebatíveis, embora não inclua bancos desportivos (Mazda), alarme (Nissan), rede na mala (Mazda e Nissan), pintura metalizada (Nissan) e tecto de abrir eléctrico (Mazda e Nissan).

Um degrau abaixo surgem 6 SW e Primera Wagon. Enquanto a Mazda oferece bancos desportivos, cruise-control, comandos do rádio no volante e barras de tejadilho, a Nissan contrapõe estes argumentos com banco do passageiro com regulação em altura e lombar, sistema auxiliar de estacionamento, bancos dianteiros eléctricos (na Mazda só o do condutor), pintura metalizada, alarme e faróis de nevoeiro.
 
* - os preços aqui mencionados são à data do artigo. Para preços mais actualizados consulte as Cotações Automotor.
 


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