A Toyota é um dos construtores
com maior dinâmica no sector automóvel. A sua estratégia de marketing
e o seu poder financeiro assim o definem. Com o lançamento da segunda
geração Avensis completa-se o ciclo de renovação da oferta da marca
na Europa, iniciado em meados de 2000 com o monovolume Previa. De
todas as versões que compõem a gama deste modelo destinado ao segmento
D, uma das mais procuradas será, certamente, a SW D-4D. Para avaliar
aquilo que realmente vale esta nova carrinha turbodiesel common-rail,
comparámo-la com as suas congéneres Mazda6 SW MZR-CD e Nissan Primera
Wagon DDTi.
Estética, construção, segurança
É a primeira grande diferença da nova Avensis SW
face à anterior. A Toyota interpretou melhor os gostos dos europeus
e desenhou uma carrinha imponente e elegante, que rompe totalmente
com as linhas algo estranhas da anterior geração, e lembra uma carrinha
americana ou alemã.
A frente musculada (onde imperam a enorme grelha
cromada e os grupos ópticos transparentes), a elevada linha de cintura
e a traseira marcada pelo recorte original dos farolins conferem-lhe
uma aparência vistosa e requintada. As jantes de 17 polegadas com
10 raios, as barras de tejadilho em cinza-metalizado e os frisos cromados
(base dos farolins, da quinta porta e das molduras dos vidros) completam
o visual atractivo. Há quem diga que a nova Avensis SW se assemelha
a uma carrinha funerária. Outros há que a acham um primado ao design.
São opiniões. E as opiniões valem o que valem. A nossa é extremamente
favorável, ou seja, gostamos.
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Com a mesma igualdade pontual surge a 6 SW. Talvez
não seja tão imponente e requintada como a Avensis SW, mas, pelo menos,
é mais desportiva e igualmente atraente. Na frente destacam-se os
grupos ópticos esguios (compostos por elementos circulares) e o capot
pronunciado. De perfil sobressaem as jantes de 16 polegadas com cinco
raios e as cavas das rodas salientes. Na traseira, a secção mais apelativa,
saltam à vista os farolins circulares envolvidos por plástico transparente.
Um degrau abaixo da Avensis SW e 6 SW posiciona-se
a Primera Wagon. Das três, a carrinha Nissan é a que exibe um design
menos apelativo. O arrojo estético é bem visível, tanto no desenho
dos grupos ópticos e farolins como na forma do capot e quinta porta.
As jantes de 17 polegadas com 10 raios e a elevada linha de cintura
caracterizam o perfil. A Primera Wagon é a única que propõe as barras
de tejadilho em opção.
Sem ser uma referência no segmento, a melhor carrinha
destas três, no que à construção diz respeito, é a Avensis SW. Os
materiais, os acabamentos e a montagem são os mais convincentes. O
tablier tem um toque mais macio e o som quando se fecham as portas,
ligeiramente mais abafado, contribui para uma maior sensação de robustez.
Além disso, a Toyota é a única que oferece cinco anos de garantia
mecânica (3 anos para a pintura e 12 anos para a corrosão).
Embora disponham, também, de garantia anticorrosão
de 12 anos (3 anos quer para a mecânica, quer para a pintura em ambas),
tanto a 6 SW como a Primera Wagon não agradam tanto quanto a Avensis
SW na questão da qualidade. A presença de alguns plásticos de segunda
linha, e a existência de vários ruídos parasitas, são os aspectos
mais negativos.
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| Elevada qualidade, posto
de condução correcto e equipamento completo são
três virtudes da nova Toyota Avensis SW. O espaço
disponível no banco traseiro é adequado para três
adultos, e o apoio de braços posterior inclui porta-copos |
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No domínio da segurança, a vitória é dividida pela
Avensis SW e 6 SW. Não dispõem as duas dos mesmos dispositivos, mas
o resultado final equivale-se. Enquanto a Mazda inclui encostos de
cabeça activos nos bancos dianteiros, a Toyota contrapõe esse argumento
com airbag para os joelhos do condutor (novidade mundial). Os restantes
itens são comuns.
Um degrau abaixo fica a Primera Wagon. Embora inclua, também, encostos
de cabeça activos à frente, seis airbags e sistema de assistência
às travagens de emergência, a inexistência de controlo de tracção/estabilidade
remeteu-a para segundo lugar neste domínio.
Conforto, habitáculo, equipamento
Apesar de estar equipada com jantes menores e pneus
de perfil mais alto, comparativamente à Avensis SW e Primera Wagon,
conforto é coisa a que a 6 SW não dá grande importância. A confirmá-lo
está a suspensão de afinação mais firme, responsável pelas oscilações
incómodas e vibrações na coluna de direcção presentes em maior número
face às suas rivais. Os bancos desportivos não são muito duros, nem
muito macios.
Um passo à frente da 6 SW posicionam-se, ao mesmo nível, Avensis SW
e Primera Wagon. Não deixa de ser curioso verificar que, nem mesmo
com jantes maiores e pneus de perfil mais baixo, o conforto é muito
prejudicado nas carrinhas Toyota e Nissan. Isto deve-se às suspensões
de ambas filtrarem melhor as irregularidades da estrada. As vibrações
são menores, as oscilações incómodas também e os bancos são tão confortáveis
quanto os da Mazda.
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Analisando a ficha técnica, a distância entre eixos
ligeiramente superior da Avensis SW deixaria antever uma superioridade
na questão da habitabilidade face às suas congéneres. Na prática,
não é bem assim.
O espaço disponível em comprimento para as pernas no banco traseiro
situa-se ao mesmo nível do que pode ser encontrado na 6 SW e Primera
Wagon. Em largura ao nível dos ombros, a Toyota é um tudo-nada mais
acanhada do que a Mazda e Nissan, compensando, depois, tal facto com
mais espaço em altura para a cabeça.
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| Com os bancos rebatidos,
a mala oferece 1500 litros de volume |
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Como o resultado é muito semelhante nas três, optámos
por atribuir-lhes a mesma pontuação nesta área, mesmo tendo em linha
de conta que as malas não dispõem todas do mesmo volume. A maior é
a da Avensis SW (520 litros), seguida pela da 6 SW (505 litros) e,
mais atrás, pela da Primera Wagon (465 litros). Como, na prática,
a diferença entre estes valores não é muito significativa, o empate
acaba por ser, de facto, o resultado mais justo.
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À parte a questão do espaço e volume das malas,
qualquer dos interiores cumpre perfeitamente os requisitos de uma
utilização familiar. Espaços de arrumação, apoios de braços, luzes
de leitura, cinzeiros, bancos rebatíveis, porta-luvas com boa capacidade,
porta-copos e bolsas nas portas/costas dos bancos dianteiros são características
comuns às três.
No que ao equipamento de série diz respeito, a vantagem pertence,
com inteira justiça, à Avensis SW. Não pelo facto de a sua lista ser
propriamente mais extensa do que qualquer uma das outras, mas porque
assume maior expressão em termos de valor. Deste modo, a Toyota é
a única que oferece sistema de navegação e retrovisores rebatíveis,
embora não inclua bancos desportivos (Mazda), alarme (Nissan), rede
na mala (Mazda e Nissan), pintura metalizada (Nissan) e tecto de abrir
eléctrico (Mazda e Nissan).
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Um degrau abaixo surgem 6 SW e Primera Wagon. Enquanto
a Mazda oferece bancos desportivos, cruise-control, comandos do rádio
no volante e barras de tejadilho, a Nissan contrapõe estes argumentos
com banco do passageiro com regulação em altura e lombar, sistema
auxiliar de estacionamento, bancos dianteiros eléctricos (na Mazda
só o do condutor), pintura metalizada, alarme e faróis de nevoeiro.
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