Conforto,
habitáculo, equipamento
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| Com um rolamento exagerado
em curva, o Scénic RX4 monta um controlo de tracção
para as rodas dianteiras e um diferencial viscoso
atrás |
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Não é possível, ou sequer
imaginável, estar à espera de encontrar um bom nível
de conforto num SUV. Apesar disso, o resultado não é
igual em todos, e os melhores são o RAV4 e CR-V.
Os modelos nipónicos são, de facto, os que transmitem
menores oscilações incómodas e menos vibrações
através da coluna de direcção, não por
estarem equipados com pneus ligeiramente mais altos e vocacionados
para uma utilização em estrada, mas porque a suspensão
filtra melhor as irregularidades do piso.
No RX4, os desníveis de terreno sentem-se todos, notando-se
ainda que a suspensão não só trabalha menos,
como parece que se vai desintegrar devido aos ruídos que emite.
Os bancos, em qualquer deles, até são confortáveis.
Outra das áreas em que o novo RAV4 se destaca do anterior é
no habitáculo. Não por ser muito espaçoso, ou
por ter um bom acesso, mas pelo ambiente. O desenho do tablier e as
cores dos materiais combinam muito bem com o padrão arrojado
dos bancos, com as saídas de climatização circulares
(estilo Alfa Romeo) e com o original painel de instrumentos.
No aspecto visual, o segundo lugar cabe ao RX4, com um desenho agradável,
sem grandes motivos de destaque, ficando em último o CR-V,
onde o desenho do tablier e as cores escolhidas são os responsáveis
pelo ambiente demasiado "cinzento" que se vive a bordo.
À parte o último aspecto atrás mencionado, o
melhor habitáculo é, sem dúvida, o do RX4, sendo
precisamente aqui que residem todas as vantagens de ser um monovolume.
Além de ser o mais espaçoso a todos os níveis,
oferece o melhor acesso dos três, os espaços de arrumação
existem em maior número e os bancos traseiros não só
são reclináveis, como também são rebatíveis
e amovíveis, fazendo com que a mala atinja um volume elevado
e a versatilidade exceda as expectativas. Para além disso,
a chapeleira é prática e está bem concebida.
Com todos estes argumentos, RAV4 e CR-V não tiveram outra alternativa
senão posicionarem-se atrás do RX4 neste capítulo,
fruto de uma habitabilidade inferior, de um acesso ao habitáculo
ligeiramente pior, do menor número de espaços de arrumação
existentes e, agora só no caso do RAV4, de uma chapeleira pouco
prática e mal concebida, já que permite identificar
de fora aquilo que se encontra dentro do veículo.
O volume da mala é muito idêntico nos modelos japoneses
(no CR-V os bancos traseiros rebatem e no RAV4 não só
rebatem como podem ser retirados, sendo precisamente aqui que reside
a faceta de monovolume que este SUV pretende assumir), ao contrário
do acesso, onde no CR-V a maior altura do pára-choques limita
mais as operações de cargas e descargas.
Enquanto no RAV4 a quinta porta abre por inteiro, nos RX4 e CR-V essa
abertura é bipartida, ou seja, primeiro abre--se o óculo
posterior e só depois a porta. Uma solução interessante,
mas que traz poucos benefícios.
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| Formas compactas, e um
comprimento exterior mais curto, caracterizam o
novo Civic de quatro portas, mas a estética
é pouco "europeia" |
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No que diz respeito ao equipamento proposto de
série, a vantagem pertence ao Scénic RX4. Apesar de
não oferecer tecto de abrir eléctrico (ao contrário
dos seus rivais) e lava-faróis (elemento que só tem
o Honda), o Renault dispõe de ar condicionado automático
(manual nos dois outros modelos), regulação do apoio
lombar para o banco do condutor, estofos de couro, computador de bordo
e comandos do rádio sob o volante. O segundo lugar é
ocupado pelo Toyota.
Apesar de não ter lava-faróis, como o Honda, o Toyota
propõe faróis de nevoeiro e rádio com CD. Em
último surge o Honda, não por a sua lista ser propriamente
reduzida, mas por ser menos expressiva que as dos seus adversários.
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