Um ícone americano
O Corvette é um ícone americano. Por isso, deixou de ser um modelo da Chevrolet, para ser reconhecido como uma marca onde só há lugar para superdesportivos.
O Corvette está presente no catálogo da Chevrolet desde 1953. Faz parte da história dos grandes desportivos americanos ou, melhor dizendo, é visto como a imagem do superdesportivo dos Estados Unidos, gozando de um prestígio que na Europa só pode ser igualado pela Ferrari ou pela Porsche, com a diferença de os americanos o considerarem o “seu” desportivo.
Para potenciar essa imagem dentro e fora do mercado doméstico, a General Motors decidiu que a Corvette passasse a ser uma nova marca, por forma a dinamizar as suas vendas. Nesse sentido, a estratégia passou por apresentar o C6 Coupé nos Estados Unidos e a versão Convertible no Salão de Genebra de 2004. Contrariamente ao que acontece com outras marcas, neste caso o Coupé e o Convertible nem são tão diferentes como isso, já que o Coupé também é proposto com um opcional que apresenta um tejadilho rígido amovível.
Seja como for, os C6 surgiram como os primeiros modelos do futuro da Corvette. Foram pensados para agradar dentro e fora das fronteiras americanas. Por isso o design não fugiu a um estilo tradicional, apesar de a carroçaria (com 4,43 metros de comprimento) ser mais compacta, o que permitiu ao C6 aproximar-se dos 4,42 metros do Porsche 911, o seu grande rival no mercado. As alterações passaram ainda pela largura, que cresceu quatro centímetros, e pela redução da altura, a fim de melhorar o comportamento dinâmico e optimizar o aerodinamismo.
Grande e velho
O motor, que os americanos consideram um “Small Block” e que para os europeus é um monstruoso V8 de 6,0 litros, estava maduro. Ainda tem duas vávulas por cilindro e a utilização da electrónica é reduzida, embora tenha sido ela que permitiu passar de 5,6 para 6,0 litros e garantir os 300 km/h que a Corvette reivindicou pela primeira vez, ao mesmo tempo que ajudou a aumentar a cilindrada para 6,2 litros e conseguir uma potência de 436 cv.
O roncar do V8 é mais impressionante do que as performances, tanto mais que relações de caixa muito longas não permitem que a passagem de 0 a 100 km/h fique abaixo dos 4,5 segundos.
Voltando à electrónica, refira-se que o controlo de tracção – a que os americanos chamam Active Handling – é muito eficaz, permitindo algumas brincadeiras ao volante do Corvette C6, sobretudo se este for uma das versões destinadas ao mercado europeu, contando com molas e amortecedores mais duros, para além de barras estabilizadoras mais grossas, o que faz uma grande diferença relativamente às versões americanas, com supensões demasiadamente suaves.
A gama actual, para além da carroçaria base, conta ainda com um denominado Coupé, e um descapotável apelidado de Convertible. |