À moda antiga
Os clientes da Lamborghini estão sempre ávidos de melhores performances. Para ir ao encontro da procura, a marca de Sant’ Aghata Bolognese recuperou a velha tradição italiana das carroçarias Superleggera. Ganhou peso, oferecendo mais dinamismo.
O Lamborghni Gallardo foi apresentado no Salão de Genebra de 2003, tendo-se tornado um sucesso comercial. Em cinco anos foram vendidas cerca de 7100 unidades, um número que pulverizou todas as vendas realizadas pela marca no período que mediou a sua fundação, em 1963, e a venda ao Grupo Volkswagen, em 1998.
A história deste modelo, nascido de um desenho do belga Luc Donckerwolke, já conheceu vários capítulos. Em 2005, a oferta foi dilatada com o lançamento do Spyder, numa altura em que o motor
V10 de 5,0 litros passou a debitar 520 cv, e em Março de 2007 surgiu o coupé Superleggera, mais leve e (ainda) mais potente.
Com uma relação peso potência de 2,5 kg/cv, este modelo passou a reivindicar as melhores performances da sua classe. Necessita de apenas 3,8 segundos para passar de 0 a 100 km/h (ganhou 0,2 segundos), já que a tracção total permanente o ajuda a pôr todos os “cavalos no chão”.
Tradição e modernidade
O conceito Superleggera é utilizado pelos carroçadores italianos desde a década de 50, para garantir uma melhor relação peso/potência. Seguindo o mesmo caminho, a Lamborghini adoptou matérias leves para reduzir o peso total para 1430 kg (menos 100 kg), tendo utilizado fibra de carbono para construir a “caixa” que aloja o motor V10 de 4961 cc, cuja potência foi elevada para 530 cv (mais 10 cv), e policarbonado (em vez de vidro) para a “janela” que o deixa à vista de quem passa.
A cura de emagrecimento também obrigou à utilização de fibra de carbono nos painéis das portas, retrovisores, cobertura do túnel de transmissão, e estrutura dos bancos forrados a Alcântara.
Em termos estéticos, o Superleggera não difere quase nada da versão coupé que lhe deu origem, embora seja facilmente identificável pelas jantes Scorpio específicas, que montam de origem pneus Pirelli PZero Corsa.
Em termos de equipamento, a caixa de velocidades mecânica robotizada E-Gear é de série, mas os discos de travão cerâmicos são opcionais, a exemplo do que acontece com a câmara de vídeo traseira, destinada a ajudar nas manobras de estacionamento, bem como o diverso equipamento em carbono, destinado a vincar o aspecto desportivo do habitáculo.
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